MATO GROSSO
Aplicativo que facilita diagnóstico do câncer de boca alcança 400 atendimentos em MT
MATO GROSSO
O aplicativo TeleEstomato, uma tecnologia que auxilia no diagnóstico do câncer de boca, alcançou a marca de 400 atendimentos em Mato Grosso. Em funcionamento no Estado há mais de um ano, a plataforma possui 340 profissionais cadastrados e já auxiliou no atendimento em 78 municípios.
“Este aplicativo funciona como um facilitador para o usuário do SUS em Mato Grosso, que pode ter seu diagnóstico de forma mais rápida e prática para dar início ao tratamento do câncer, além de gerar economia para a gestão pública. É uma experiência que está dando certo e que tende a crescer e ampliar ainda mais o alcance dos atendimentos”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O objetivo do aplicativo é dar suporte aos profissionais de saúde e cirurgiões-dentistas para o diagnóstico e manejo de lesões maxilofaciais, evitar encaminhamentos desnecessários e diminuir o tempo de espera para consulta em serviço especializado para os casos de alto risco para câncer de boca, permitindo a troca de conhecimento e experiências, , explicou a gestora do programa de Saúde Digital, Vania Berti.
A plataforma foi lançada em setembro de 2023 pelo Governo do Amapá, em cooperação com o Governo Federal e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ela é utilizada por dentistas para que possam discutir casos clínicos complexos e obter opiniões e orientações de outros profissionais experientes em diagnóstico bucal.
A coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Andrea Coelho, explica como a plataforma facilita o diagnóstico e evita encaminhamentos desnecessários, o que diminui o tempo de espera de pacientes que aguardam consulta em serviço especializado.
“No momento do atendimento, o profissional, ao identificar uma lesão na cavidade bucal, tem a possibilidade de tirar dúvidas com outros profissionais ao coletar as imagens da lesão e encaminhar, via aplicativo, para que os consultores especialistas em patologia bucal e estomatologia avaliarem a situação e responderem as dúvidas do cirurgião-dentista em até 72 horas, com orientações de como deve proceder. Isso facilita muito o atendimento e dá celeridade para a resolução e tratamento de cada caso”, explicou Andrea.
Segundo a coordenadora do Aplicativo Tele-Estomato Mato Grosso, Dra. Diurianne França, o serviço funciona como um mediador entre os cirurgiões-dentistas da Atenção Básica e da Atenção Especializada, contribuindo na rapidez e precisão quanto ao diagnóstico e à conduta de alterações ou lesões orais.
“O intuito é que os cirurgiões-dentistas possam descrever as características observadas para que um teleconsultor possa dar o diagnóstico à distância. A plataforma funciona pelo navegador de internet, mas o profissional também poderá instalar o aplicativo em seu dispositivo”, explicou.
São parceiros do aplicativo em Mato Grosso o Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT).
O TeleEstomatoMT já está disponível para os profissionais de odontologia do SUS dos 142 municípios de MT neste link.
Câncer de boca
Os principais sintomas do câncer de boca são: lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias; manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa jugal (bochecha); nódulos (caroços) no pescoço e rouquidão persistente.
Nos casos mais avançados, observam-se os seguintes sintomas: dificuldade de mastigação e de engolir; dificuldade na fala e sensação de que há algo preso na garganta.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal orientação para prevenir o câncer de boca é manter hábitos saudáveis. A abstenção de fumo e bebidas alcoólicas, dieta rica em alimentos saudáveis e boa higiene oral são alguns dos hábitos que diminuem as chances de desenvolver a maioria das doenças malignas, inclusive os tumores na boca, que são os tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço no Brasil.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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