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Aluna de Escola Estadual de Paranatinga representa MT no programa Jovens Senadores

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A estudante Giovanna Martins Gomes, do Ensino Médio da Escola Estadual Apolônio Bouret, em Paranatinga, foi eleita representante de Mato Grosso no Programa Jovens Senadores. A posse da Jovem Senadora ocorreu na segunda-feira (27.06), quando visitou o Senado Federal para conhecer um pouco dos trabalhos legislativos, assim como outros 26 estudantes, representantes dos demais Estados e do Distrito Federal.

No mesmo dia da posse, foi realizada a sessão solene para eleição da mesa diretora do Senado Jovem.

Entre 27 de junho e 1º de julho, os estudantes vão vivenciar a rotina legislativa. Os jovens senadores foram selecionados por meio de um concurso de redação. Essa é a 10ª edição do Programa – nos últimos dois anos, foi suspenso por causa da pandemia.

Os estudantes vão eleger uma mesa diretora com três comissões temáticas e nove senadores em cada uma, de acordo com o interesse de cada um. Em cada comissão, os jovens senadores vão escolher um projeto que vai para plenária e votação no último dia de trabalho.

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Uma vez aprovados, os projetos vão para a Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Os senadores vão avaliar e, se forem válidos, passam a tramitar no Congresso Nacional por meio do Senado Federal, com indicativo que se trata de um projeto do Programa Jovens Senadores.

Professores orientadores

Os professores orientadores possuem agenda diferente dos Jovens Senadores. Enquanto eles realizavam as vivências legislativas, os professores assistiam palestras no Instituto Legislativo do Brasil.

“Tivemos palestra com a mentora Cláudia Nogueira sobre Comunicação Assertiva e Empatia. Em seguida, a ex-secretária geral do Senado Cláudia Lyra nos explicou a importância e a funcionalidade do Senado Federal”, destaca a professora Kelly Duarte de Oliveira que também está em Brasília.

Na segunda-feira, tanto os jovens senadores como os professores entraram pela rampa do Congresso Nacional. Na edição deste ano, eles foram recebidos pelo tapete vermelho que é usado quando os presidentes são empossados. Toda a cerimônia de entrada e posse dos jovens senadores foi transmitida pela TV Senado.

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Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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