MATO GROSSO
Aluna da Escola Estadual Militar Tiradentes é aprovada para Medicina em MT
MATO GROSSO
Um sonho de infância começa a ser transformado em realidade nos próximos dias por Dalila Gabrielly Bonetti Rocha, de 19 anos. A jovem, que concluiu o Ensino Médio na Escola Estadual Militar Tiradentes Cabo Israel Wesley Prado de Almeida, no município de Juara, foi aprovada para a Faculdade de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic) e se prepara para o início das aulas do curso.
Em entrevista para o PMACAST, a estudante ressalta sua felicidade pela aprovação no vestibular após um ano de preparação e diz que Medicina é a sua escolha de faculdade desde que tinha 13 anos e que, no momento, pensa em se especializar na área de psiquiatria. Dalila se formou em 2020 na instituição de ensino militar.
“Medicina é minha escolha de faculdade desde que eu estava no 8º ano do Ensino Fundamental, aos 13 anos. Eu sempre tive muito apoio principalmente dos meus pais, que permanecem me apoiando até hoje. Em questão da especialidade, hoje eu penso em psiquiatria, mas eu sei que ao passar do longo dos anos na faculdade, eu posso acabar mudando ou fortalecendo a minha ideia”.
Dalila frequentou a Escola Estadual Militar Tiradentes por quatro anos e, sobre sua formação, destaca o empenho de todos os profissionais envolvidos. “Hoje eu sou capaz de pontuar inúmeros diferenciais da escola, como os excelentes profissionais que estão sempre prontos para ajudar, principalmente referente ao Enem, com bastante simulados e provas. Também a inclusão dos pais na vida escolar dos alunos, […] vejo que eles tentam bastante trazer os pais para a vida do aluno na escola e isso é muito bom, porque melhora o desempenho do aluno”.
No lado familiar, o orgulho pela aprovação é enorme entre os pais e demais parentes. A mãe da jovem, Grasieli Bonetti Rocha, 39 anos, destaca todo o ambiente educacional proporcionado pela Escola Militar. “Decidimos matricular Dalila porque acreditamos que as crianças e os jovens precisam estar em um ambiente escolar onde se preza a disciplina, o respeito aos seus mestres, os colegas e também ter responsabilidade com os seus atos. A equipe desempenhou um excelente trabalho, nós só temos a agradecer”.
Para o diretor da Escola Estadual Militar Tiradentes de Juara, tenente-coronel PM Mário Luiz Pinheiro de Souza, é sempre uma grande satisfação quando a direção recebe a notícia de que um aluno formado na instituição é aprovado para estudar em um curso de nível superior. “É uma satisfação muito grande, ainda mais quando é um curso de extrema importância e com grande dificuldade para conseguir a nota de aprovação, como é o curso de Medicina. A Dalila já é a terceira aluna da escola a ser aprovada para esse curso e sempre ficamos com a sensação de dever cumprido.
Atualmente a Escola Militar de Juara conta com 435 alunos matriculados desde o 7º ano do Ensino Fundamental e coleciona aprovações nos vestibulares de alunos que se formam no 3º ano do Ensino Médio. Para o tenente-coronel, a fórmula do sucesso na educação é a união entre todos os envolvidos: professores, alunos e familiares, sempre integrados e focados no bom desempenho escolar.
“Ressaltamos que a fórmula do sucesso é termos professores focados na missão, pais preocupados e atuantes, que acompanham os seus filhos, e os alunos com a intenção de progredir e aprender, decisão que precisa estar aliada à disciplina. Somando esses fatores, chegaremos ao sucesso, que é uma aprovação em uma faculdade”.
Dalila se prepara para a mudança em sua rotina, já que as aulas da estudante estão marcadas para iniciar no dia 07 de fevereiro, em Cuiabá.
Quer saber mais?
Ouça o 18º episódio do PMCAST e conheça Dalila Bonetti Rocha, a estudante da Escola Militar Tiradentes que se prepara para o início do curso de medicina e também o sucesso do modelo de ensino da Escola Militar em Mato Grosso.
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MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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