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Alternativas para o desenvolvimento sustentável do Pantanal é tema de webinário no dia 6

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No próximo dia 6 de junho, o Poder Judiciário de Mato Grosso realiza o webinário “Alternativas para o desenvolvimento sustentável do Pantanal”, das 8h às 12h (horário local), por meio de videoconferência.
 
Coordenada pelo juiz José Antonio Bezerra Filho, a iniciativa conta com organização da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e parceria da Justiça Comunitária, Universidade Federal de Mato Grosso e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
 
Conforme o magistrado, o webinário visa capacitar os juízes e profissionais afins para entenderem não apenas no âmbito jurídico, mas também, de forma estratégica, acerca do bioma do nosso Estado, em especial, a importância do Pantanal, bem como refletir sobre qual o papel que o Poder Judiciário tem ou deve ter nesse contexto, visto que a questão ambiental é um problema atual, complexo e interdisciplinar.
 
“Precisamos pensar, debater, refletir sobre possíveis soluções, ouvindo profissionais que conhecem com profundidade o problema para criar novos horizontes e novos olhares sobre o Pantanal”, destaca o juiz José Antonio.
 
O objetivo, segundo explica, é propiciar o conhecimento técnico sobre a temática do Pantanal dentro do Estado de Mato Grosso, com a escuta de profissionais que atuam no estudo desse bioma, bem como de representantes de comunidades e moradores dessa região. “Precisamos debater questões relativas aos incêndios que ocorrem anualmente e estimular a reflexão sobre o papel do Poder Judiciário e dos juízes dentro desse importante contexto: meio ambiente, cerrado e queimadas. Podemos ter um papel mais ativo?”, questiona.
 
O público-alvo do webinário são os magistrados, assessores, servidores, acadêmicos de faculdades, profissionais do meio ambiente, organizações ambientais, policiais militares, policiais civis, membros do Poder Legislativo, do Ministério Público e profissionais de áreas-afins. Ao todo, são esperados 300 participantes.
 
Programação – Após a abertura, marcada para as 8h, a primeira palestra terá início às 8h15, com a professora doutora Giseli Dalla Nora. Ela vai falar sobre as alternativas para o desenvolvimento e o papel das comunidades tradicionais na conservação do Pantanal.
 
Às 9h40, a doutora Catia Urbanetz, que atua como pesquisadora na Embrapa Pantanal, em Corumbá – MS, na área de Uso Sustentável e Conservação da Biodiversidade e de Recursos Genéticos da Flora, vai falar sobre o tema “Pesquisa e Inovação na busca pelo desenvolvimento Sustentável do Pantanal”.
 
Às 11h30 haverá a possibilidade de perguntas e discussão sobre o tema abordado, com encerramento previsto para as 12h.
 
Currículo das palestrantes: 
 
Drª. Giseli Dalla Nora – Graduada em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso (2007), mestrado em Geografia pela UFMT (2008) e doutorado em Educação pela UFMT (2018). Atualmente é professora-adjunta da UFMT e pesquisadora do grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade – GECA. Tem experiência na área de Geografia, atuando principalmente nos seguintes temas: Planejamento Ambiental; Biogeografia; Educação Ambiental, Turismo, Educação e Ensino.
 
Drª Catia Urbanetz – Pesquisadora na Embrapa Pantanal, em Corumbá – MS, na área de Uso Sustentável e Conservação da Biodiversidade e de Recursos Genéticos da Flora. É Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (2002). É Mestre e Doutora em Biologia Vegetal pela Unicamp (2010). Tem experiência na área de Ecologia Vegetal, com ênfase em Ecologia de Comunidades, atuando principalmente nos seguintes temas: Mata Atlântica, Pantanal, Fitogeografia e Fitossociologia. É coordenadora do Projeto Biomas no Pantanal pela Embrapa, na área de restauração ecológica com espécies nativas e uso de recursos madeireiros e não madeireiros. Também é curadora do Herbário CPAP da Embrapa Pantanal. Atua como chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento na Embrapa Pantanal desde dezembro de 2016.
 
 
 
Outras informações podem ser obtidas na Esmagis-MT, pelo telefone (65) 3617-3844.
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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