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Agricultor investe em energia solar e espera reduzir em 80% a conta de luz

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Para reduzir os gastos com a conta de energia elétrica, o agricultor familiar Evanei de Brito Lima, proprietário do Sítio Nossa Senhora Aparecida, localizado no município de Juara (695 km a norte de Cuiabá), implantou um sistema de energia solar fotovoltaica, com 16 placas. A expectativa é de uma economia de 80% na conta de luz.

A engenheira agrônoma da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Mayra de Alencar Costa, destaca que este é o primeiro projeto de energia solar implantado na área rural para a agricultura familiar.

Numa área de 33 hectares, Evanei de Brito tem como atividade principal a bovinocultura de corte para cria e recria. Na propriedade, possui 11 piquetes rotacionados e todos com cerca elétrica, para abrigar 90 cabeças de gado da raça nelore.

Além da economia a ser gerada, o produtor recorreu à fonte de energia sustentável que causa menos impacto ao meio ambiente. O filho do agricultor, Maurílio Juiz, comenta que esse é o futuro da zona rural – a tecnologia, que vem para reduzir e impulsionar a economia no campo.

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A conta da energia era de R$ 200. Com a implantação do sistema solar, pode chegar a R$ 40 por mês.

Segundo Maurílio Juiz, a conta de energia paga era acima de R$ 200,00, mas com a aquisição da energia solar, a expectativa é pagar menos de R$ 40 por mês. Ele explica que toda energia gerada no Sítio irá atender também a casa que possuem na cidade. “Com a implantação do sistema gerador fotovoltaico, nos tornamos os pioneiros na Comunidade Esperancinha.  Nossos vizinhos ficaram interessados e alguns já começaram a fazer projeto para instalar energia solar em suas propriedades”, enfatiza.

A intenção dos agricultores é instalar, também, um sistema de irrigação para produção de pastagens durante todo o ano. Os painéis fotovoltaicos, responsáveis por captar a energia solar, são utilizados para abastecer equipamentos agrícolas e máquinas, além de bombear água para irrigar plantações e pastagens.

“A energia solar foi uma opção, não só para redução dos custos operacionais como para dar mais eficiência aos processos aqui na propriedade”, esclarece Juiz.

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A engenheira Mayra de Alencar diz que, com recursos na ordem de R$ 43 mil, entre equipamentos e mão-de-obra, o projeto foi financiado pelo Pronaf Mais Alimentos, com prazo de seis anos para pagamento, sem carência, a pedido do produtor.

Eles adquiriram um sistema gerador fotovoltaico, com potência de 6,4 kWp, composto por 16 painéis solares, que vai suprir o consumo médio mensal de 750 kWh. O sistema ainda não foi ligado e aguarda apenas a instalação do relógio medidor, pela concessionária de energia elétrica.

A gerente de relacionamento do Banco do Brasil, Luciana Carla Freisleben, destaca que a linha de crédito acessada para aquisição do sistema solar foi o Pronaf linha Bioeconomia, com o prazo de até 10 anos para pagamento, cinco anos de carência e  taxa de juro de 5% ao ano.

O produtor recorreu à fonte de energia sustentável, que causa menos impacto ao meio ambiente

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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