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Agosto Lilás: Judiciário realiza ações de conscientização e enfrentamento à violência contra mulher

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT), realiza ações alusivas à Campanha Agosto Lilás, de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. A campanha foi criada para divulgar a sanção da Lei Maria da Penha (Nº 11.340/2006), que neste mês celebra 16 anos.
 
Para falar sobre este assunto, sempre de grande relevância, a coordenadora da Cemulher-MT e vice-presidente do Tribunal de Justiça estadual, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, fará palestra virtual, às 9h, sobre Violência Doméstica contra a Mulher em Mato Grosso, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do TJMT.
 
A palestra integra Seminário “Agosto Lilás”, realizado de forma híbrida pela Associação Para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM) e demais parceiros, que tem objetivo de sensibilizar instituições, gestores(as) e mulheres da sociedade sobre o tema. Visa também compartilhar dados e informações sobre a violência contra a Mulher no Estado, a implementação de políticas públicas, serviços e projetos sociais que se destacam na Rede de Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência.
 
Colóquio – Também em alusão ao Agosto Lilás, a Cemulher-MT e a Rede de Acolhimento às Vítimas de Cuiabá realizam, no dia 10 de agosto (quarta-feira), às 9h, o “Colóquio sobre Políticas Públicas e a Rede de Atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar contra a mulher”. O evento ocorrerá no auditório da faculdade de Direito da Universidade de Mato Grosso (UFMT).
 
Interessadas(os) precisam fazer a confirmação por whatsapp ou e-mail. Basta clicar neste link para acessar o convite e selecionar a forma que pretende confirmar a participação.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Arte do evento com fundo na cor lilás. Está escrito em letras maiores, na cor branca: Seminário de Lançamento Agosto Lilás – Panorama do Estado de Mato Grosso. Em cima da letra O, na palavra agosto estão três penas, duas lilás e a do meio na cor amarela. Do lado esquertdo um laço na cor lilás e abaixo dele escrito: Mato Grosso no combate à violência contra a mulher. Abaixo está um QR Code para obter informações e fazer inscrições para o evento. Ao lado a data, local e horário. No rodapé da arte estão as logomarcas dos parceiros, da esquerda para direita: Conselho Estadual da Mulher, APDM, Cemulher-MT, Secretaria Municipal da Mulher e Polícias Civil.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

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Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

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A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



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