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Abertura de 146 poços artesianos em MT vai garantir água de qualidade a 19 mil famílias

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O Governo do Estado, por meio da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), entregará 146 poços artesianos em 49 municípios mato-grossenses, até o mês de junho. O investimento de R$ 14,3 milhões, oriundo de recursos do Estado e emendas parlamentares estaduais, irá beneficiar cerca de 19 mil famílias que vivem na zona urbana, comunidades, assentamentos e aldeias, de todas as regiões de Mato Grosso.

Do total investido, R$ 3,5 milhões foram destinados à abertura de poços em territórios indígenas e beneficiarão a 23 aldeias localizadas nos municípios de Gaúcha do Norte, Feliz Natal, São José do Xingu, Querência, Barra do Bugres, General Carneiro, Nobres, Comodoro, Nova Ubiratã e Conquista D’Oeste.

As obras que abrangem 6 lotes, se dividem em duas fases, a primeira é de construção dos poços, que compreende a perfuração, revestimento e captação de água e a segunda, que é a etapa útil, na qual é feita a instalação e automação da bomba, base do reservatório, reservatório de água e cercamento da área, somente após todo esse processo é possível utilizar o poço.

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A iniciativa para abastecimento de água em Mato Grosso começou a operar, inicialmente, em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), quando foram perfurados 58 poços artesianos. Desde fevereiro deste ano, a abertura de poços é feita por perfuratriz adquirida pela Companhia, através de emenda parlamentar federal e recursos do Estado.

“Este é um programa muito importante, em função do cunho social que possui, levar água para a comunidade é levar dignidade e saúde. O governador Mauro Mendes está nos dando todo apoio para executar este trabalho e determinou, que o realizemos com a máxima agilidade para atender a quem necessita ter acesso à água potável de qualidade”, esclarece o presidente da Metamat, Juliano Jorge Boraczynski.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o acesso à água é um direito humano e serviço que deve ser estendido a toda a sociedade.

“A democratização do acesso à água é uma das premissas desse governo. Por isso foi posto em ação o programa MT Água para Todos, que tem o compromisso de levar esse recurso essencial à vida aos cidadãos de todos os municípios de Mato Grosso”, pontua Miranda.

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Atualmente a Metamat possui uma demanda total de 1.100 poços, solicitados por vereadores, prefeitos e deputados estaduais e federais.

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Prefeitura interdita condomínio abandonado por riscos à saúde pública

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A Prefeitura de Cuiabá interditou preventivamente nesta sexta-feira (5) um condomínio de casas abandonado localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada foi coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), por meio da Operação Escudo Urbano, com a participação das secretarias municipais de Obras, Saúde, Limpurb e Defesa Civil.

Durante a vistoria, equipes técnicas utilizaram drones para avaliar as condições da área e constataram a presença de diversos fatores de risco à saúde pública e à segurança da comunidade. A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que o município acompanha a situação do imóvel desde 2023 e que as tentativas de contato com os proprietários não tiveram êxito.

“Resgatamos todo o histórico de fiscalizações do imóvel e verificamos que a situação vem se agravando ao longo dos anos. Encontramos diversos vetores de doenças e riscos que comprometem a saúde e a segurança da população. Diante disso, adotamos a interdição preventiva e iniciaremos medidas administrativas para minimizar os impactos causados pelo abandono”, afirmou.

Segundo a Vigilância em Saúde Ambiental, foram identificadas condições favoráveis à proliferação de pombos, escorpiões, morcegos e mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika e chikungunya. A bióloga e especialista da Vigilância em Saúde Ambiental, Maria Angélica, explicou que a estrutura degradada facilita a presença de animais que representam risco à saúde humana.

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“Foi observada a existência de aberturas nos telhados que permitem a entrada de pombos, transmissores de doenças, além de grande quantidade de matéria orgânica acumulada. Também identificamos possíveis criadouros do Aedes aegypti, como recipientes que acumulam água e uma caixa d’água aberta. O local apresenta características favoráveis à presença de escorpiões e outros vetores”, relatou Maria Angélica.

A Defesa Civil emitiu laudo confirmando o comprometimento estrutural das edificações. De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, Alessandro Borges, a ausência de cobertura em grande parte das construções acelerou o processo de deterioração.

“Realizamos uma vistoria nesta edificação em dezembro do ano passado e constatamos que praticamente não existe mais cobertura de telhado em boa parte das construções. Além do risco de desabamento, há um cenário de insalubridade que afeta as pessoas que moram, trabalham e circulam na região”, explicou.

Morador da região há décadas, Paulo Molina relatou que o abandono do condomínio gera insegurança constante para quem vive nas proximidades.

“A principal preocupação é a periculosidade do local. Já vimos pessoas entrando para se esconder nas casas abandonadas. Muitos estudantes passam por aqui à noite, e isso gera medo. Além do risco de doenças, convivemos diariamente com a insegurança provocada pelo abandono desse imóvel.”

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Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal desta sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Uma nova ação fiscal integrada será realizada na próxima semana para a lavratura de autos de infração e a execução de medidas de intervenção no imóvel. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras participarão da operação para minimizar os impactos do abandono. Caso a limpeza da área seja executada pelo município, os custos das ações serão cobrados dos proprietários do imóvel.

 

 



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