Aniversário de Barão de Melgaço
13 DE MARÇO: Festa dos 69 anos de Barão de Melgaço terá cururu, siriri, lambadão e defesa do legado pantaneiro
MATO GROSSO
Barão de Melgaço é um municipio que luta para manter e preservar o legado pantaneiro em meio ao avanço do Agronegócios em Mato Grosso, Estado brasileiro que é um dos mais notáveis fenômenos econômicos mundiais da modernidade. Barão, que fica a 110 quilômetros da capital, Cuiabá, vai completar 69 anos de emancipação no próximo dia 13 de março deste ano de 2023 e, por isso, nos dias 11,12 e 13, uma grande festa vai marcar a data, com apresentações culturais, música e um grande almoço de confraternização da comunidade aberto aos visiantes de outras regiões.
Barão é administrado, atualmente, pela prefeita Margareth Gonçalves (PSD), primeira mulher a comandar os destinos da Prefeitura e, segundo ela, vai promover uma alegre comemoração com objetivo de envolver cada vez mais todas as familias da região em torno dos ideais pantaneiros. Quem for a Barão, durante este evento, vai constatar que neste municipio, que tem na pesca, na agricultura familiar, na pecuária e no turismo de contemplação suas principais atividades econômicas, o Pantanal de Mato Grosso e o Rio Cuiabá se revelam em toda a sua pujança.
Com várias atrações regionais, e contando com apoio imprescindível do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a festa da cidade pantaneira se estenderá por três dias, durante os quais todos os melgacianos estarão esperando a visita de convidados de outras regiões do Estado e do Brasil para oferecer-lhes uma calorosa recepção pantaneira.
A organização dos festejos está a cargo da produtora Silvana Córdova e de sua equipe do Movimento Vambora, responsáveis, recentemente, pela alegre movimentação que marcou o Carnaval 2023, em Barão.
INFORMAÇÃO HISTÓRICA – A denominação Barão de Melgaço deve-se ao título honorífico dado ao almirante Augusto João Manoel Leverger – o Barão de Melgaço (1802 – 1880), por seus atos heróicos e suas qualidades como homem, militar e Presidente da Província de Mato Grosso, tendo também se destacado como escritor, historiador e geográfo. Barão de Melgaço foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 690, de 12-12-1953, desmembrado do município de Santo Antônio de Leverger, com sede no antigo distrito de Chacoré. É constituído atualmente por dois distritos: Barão de Melgaço e Joselândia, ambos desmembrados do município de Santo Antônio de Leverger. Foi instalado oficialmente em 13-3-1954. A Academia Mato-grossense de Letras (AML), a mais antiga instituição literária de Mato Grosso, em atividade desde a sua fundação em 1921, está sediada em Cuiabá, na Casa Barão de Melgaço, casa que pertenceu ao Barão de Melgaço, onde funciona também o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.
Confira a programação:
Aniversário Barão
11/3 – Sábado
20h – Abertura: Dança dos lenços, embalada pela Banda Renovação (1h)
21h – Banda Barão (1h)
22h – Banda Mundaréu (1h)
23h – Novo Som (2h) até as 3h
12/3 – Domingo
18:30 – Abertura Show Gospel
20h – Banda Renovação (1h)
21h – Cantor e compositor Pescuma (1h)
22h – Dupla Anselmo e Rafael (1h)
23h – Banda Barão(2h)
13/3 – Segunda-feira – DIA DO ANIVERSÁRIO
5h – Alvorada com a Banda da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.
7h – Abertura em frente a Prefeitura com Hino Nacional acompanhado pela Banda da Polícia
7:30 – Fala da prefeita Margareth Gonçalves e autoridades delegadas
8h – Missa comunitária
8:30 – Café da Manhã para os munícipes
9:30 – Apresentação do Siriri de Joselandia
12h – Almoço com boi no rolete, animado com música da Banda Renovação Banda Show
Para maiores informações, fale com a Prefeitura de Barão de Melgaço – (65) 3331-1191
gabinete@baraodemelgaco.mt.gov.br
ASSESSORIA DE IMPRENSA – Jornalista e fotojornalista Rogério Florentino – 65 – 99307 – 0732.
Fonte: Barão de Melgaço
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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