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2º Encontro Regional de Mulheres Indígenas Agricultoras Acontece em Porto Esperidião
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Entre os dias 28 e 31 de setembro, o município de Porto Esperidião, será palco do 2º Encontro Regional de Mulheres Indígenas Agricultoras, que acontece na aldeia central do povo Xikitano. O evento é organizado pela Coordenação Regional da FUNAI de Cuiabá em parceria com a prefeitura municipal, sob a liderança do prefeito Martins Dias de Oliveira, que tem promovido o diálogo com a comunidade indígena para atender às demandas da população, especialmente no que tange à agricultura familiar.
A presença do superintendente de Assuntos Indígenas da SETASC, Agnaldo Santos, é uma das marcas do evento, que destaca o comprometimento da primeira-dama, Virginia Mendes, com os povos indígenas. O apoio da secretária da SETASC, Grazi Bugalho, através da superintendência de assuntos indígenas reforça a intenção do governo estadual de deixar um legado de subsistência para as comunidades indígenas por meio da agricultura familiar.
“Não temos como estar em todas as aldeias todos os meses entregando cestas básicas. A cesta básica é um serviço emergencial. Contudo, muitas aldeias do nosso estado não têm de onde tirar o sustento básico. Por isso, abrimos as portas para quem deseja aprender a cultivar a terra, para plantar e colher. Assim, além de garantir uma alimentação digna, é possível suprir outras necessidades da comunidade”, afirmou Agnaldo Santos.
O evento contará com a participação de diversas autoridades, incluindo o prefeito Martins Dias de Oliveira, o secretário municipal de Agricultura de Porto Esperidião, Cledinei Rocha do Nascimento, e o superintendente federal do Desenvolvimento Agrário em Mato Grosso, Nelson Luís Borges de Barros. Também estarão presentes a superintendente regional da CONAB-MT, Francielle Tonietti Capilé Guedes, a presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), Eliane Xunakalo, além de coordenadores regionais e chefes de diferentes unidades da FUNAI e da CTL.
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Manifestações tomam conta das ruas de Belém na COP30
Na manhã deste sábado (15), Belém foi palco de uma das maiores mobilizações populares já registradas durante a COP30. Mais de 20 mil pessoas — entre indígenas, quilombolas, ativistas ambientais, profissionais da saúde, pesquisadores, estudantes e apoiadores — tomaram as ruas da capital paraense pedindo a revogação do decreto N° 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e cobrando medidas urgentes como a demarcação de terras indígenas e avanços nas políticas de crédito de carbono.
A marcha, descrita por participantes como histórica, ganhou ainda mais força com a adesão de representantes de diversos países presentes no evento global do clima. De acordo com manifestantes ouvidos pela nossa equipe, o ato foi marcado pela união entre povos originários, movimentos sociais e observadores internacionais, todos em defesa da vida e da proteção ambiental.

Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial
Nossa equipe conversou com indígenas do Mato Grosso que participam diretamente da marcha. Segundo eles, o movimento está “gigantesco e global”, com a presença de “indígenas, não indígenas e estrangeiros caminhando lado a lado”.
Entre as lideranças presentes, a Darlene Yamalo Taukane, da etnia Bakairi, do município de Paranatinga, relatou emocionada a importância de viver esse momento. No instante da entrevista, ela chegava ao ponto de concentração final da marcha.
“Eu estou muito feliz por estar aqui e viver esse momento onde todos os povos estão podendo reivindicar a todos os povos da Terra água limpa, oceano limpo, mais floresta em pé. Tudo isso está sendo o motivo da manifestação, pela qualidade de vida do planeta”, afirmou Taukane.
Ela destacou ainda o aprendizado proporcionado pela marcha.
“Eu aprendi muito hoje. Eu pude chegar e ficar na frente, tive a oportunidade de ouvir toda a caminhada até chegar ao carro dos povos indígenas. Aprendi muito hoje nessa marcha”, disse.

Fotos José Rui Galvão/Mídia Indígena Oficial
Diversas lideranças indígenas do Mato Grosso também acompanham o ato presencial e à distância, fortalecendo a mobilização por meio das redes sociais. A expectativa é que a marcha influencie debates e decisões dentro da COP30, reforçando a urgência de políticas que protejam povos tradicionais e garantam a preservação ambiental.
A manifestação segue repercutindo nacional e internacionalmente, consolidando-se como um dos momentos mais marcantes do evento climático em Belém.
Acesse o Decreto N° 12.600/2025 AQUI
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