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São Paulo perde para a Portuguesa em noite de tumulto e deixa o campo sob vaias
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O São Paulo amargou sua segunda derrota no Campeonato Paulista na noite desta quarta-feira, em um Morumbis que presenciou mais um revés tricolor. Horas após a renúncia do presidente Julio Casares, a equipe perdeu por 3 a 2 para a Portuguesa, em partida válida pela quarta rodada do Estadual, e deixou o gramado sob intensas vaias da torcida. Os gols da Lusa foram marcados por Renê, que balançou as redes duas vezes, e Maceió, enquanto o argentino Calleri, também com dois gols, descontou para os donos da casa, que viram o camisa 9 voltar a marcar após quase um ano.
O resultado aprofunda a crise no tricolor paulista. O São Paulo estaciona nos quatro pontos e cai para a 12ª colocação na tabela do Campeonato Paulista. Por outro lado, a Portuguesa respira na competição, alcançando seis pontos e saltando para a quinta posição, provisoriamente na zona de classificação para o mata-mata.
O jogo
A partida começou com o São Paulo buscando o ataque. Aos 14 minutos, Lucas fez uma jogada individual pela área, mas o cruzamento para Ferreirinha resultou em cabeceio defendido por Bertinato. Dois minutos depois, Ferreirinha teve outra chance, mas cruzou mal. A Lusa respondeu com um chute forte de Caio Roque que passou por cima do gol.
O Tricolor teve uma grande chance de abrir o placar aos 24 minutos, com Lucca, lançado por Cédric, invadindo a área, mas finalizando por cima. Aos 29, Lucas encontrou Ferreirinha, que arrematou colocado, vendo a bola passar perto da trave. A Portuguesa também criou perigo no fim do primeiro tempo, com Gabriel Pires forçando uma defesa de Rafael, e João Vitor, no rebote do escanteio, obrigando o goleiro a fazer outra grande intervenção. Pablo Maia ainda tentou um chute colocado, defendido por Bertinato, antes do intervalo.
Segundo tempo
No início da segunda etapa, o São Paulo quase marcou, quando um cruzamento de Lucca acertou o travessão. No entanto, foi a Portuguesa quem inaugurou o marcador. João Vitor lançou pela direita, e Renê se antecipou a Tolói para empurrar a bola para o fundo da rede.
O São Paulo teve a chance de empatar aos 13 minutos, mas Calleri, debaixo da trave, errou o alvo após cruzamento de Ferreirinha. Aos 20, em cobrança de falta, Bertinato saiu mal, e Dória cabeceou, mas a zaga da Portuguesa afastou em cima da linha, com Bobadilla finalizando o rebote pela linha de fundo.
O empate tricolor veio aos 30 minutos, quando Pedro Ferreira deu um passe preciso para Calleri. O argentino invadiu a área e finalizou cruzado, sem chance para o goleiro da Portuguesa. A alegria do empate durou pouco. Um minuto depois, Nicolas cometeu pênalti em Renê, que cobrou e marcou seu segundo gol na partida.
Na reta final, aos 43 minutos, Maceió aproveitou um rebote de Rafael para marcar o terceiro da Portuguesa, selando a vitória visitante. Calleri ainda marcou de cabeça aos 45, descontando novamente para o São Paulo, mas não foi suficiente para evitar a segunda derrota no campeonato.
Próximos confrontos
São Paulo terá pela frente um clássico difícil contra o Palmeiras, pela quinta rodada do Paulista, no dia 24 de janeiro (sábado), às 18h30 (de Brasília), na Arena Barueri.
Portuguesa receberá o Guarani no dia 26 de janeiro (segunda-feira), às 20h (de Brasília), no Estádio do Canindé.
FICHA TÉCNICA
| São Paulo 2 x 3 Portuguesa | |
| Competição | Campeonato Paulista (quarta rodada) |
| Local | Morumbis, em São Paulo (SP) |
| Data | 21 de janeiro de 2026 (quarta-feira) |
| Horário | 19h30 (de Brasília) |
| Gols | Renê, aos 04′ do 2ºT (Portuguesa) Calleri, aos 30′ do 2ºT (São Paulo) Renê, aos 38′ do 2ºT (Portuguesa) Maceió, aos 43′ do 2ºT (Portuguesa) Calleri, aos 45′ do 2ºT (São Paulo) |
| Cartões Amarelos | Lucas (São Paulo) Gabriel Pires, Eduardo Biazus (Portuguesa) |
| Cartões Vermelhos | Renê (Portuguesa) |
| Árbitro | Raphael Claus |
| Assistentes | Alex Ang Ribeiro e Izabele de Oliveira |
| VAR | Thiago Luis Scarascati |
| São Paulo | Rafael; Cédric Soares (Tapia), Rafael Tolói, Dória e Nicolas; Negrucci (Marcos Antônio), Pablo Maia (Bobadilla) e Lucas (Luciano); Ferreirinha, Lucca (Pedro Ferreira) e Calleri. |
| Técnico São Paulo | Hernán Crespo |
| Portuguesa | Bertinato; João Vitor (Gustavo Sciencia), Gustavo Henrique, Eduardo Biazus e Caio Roque (Eric Botteghin); Portuga, Zé Vitor e Gabriel Pires (Hudson); Maceió, Ewerthon (Igor Torres) e Renê. |
| Técnico Portuguesa | Fabio Matias |
Fonte: Esportes
ESPORTES
Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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