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Portugal goleia a Suíça e enfrenta Marrocos nas quartas de final da Copa no Catar
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Com três gols de Gonçalo Ramos, portugueses fazem 5 a 1 na Suíça e pegarão Marrocos nas quartas.
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Escalado na vaga de Ronaldo, Gonçalo Ramos marcou três vezes
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Vitória portuguesa é o placar mais elástico das oitavas de final
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Para igualar feitos de 1966 e 2006, portugueses enfrentam Marrocos no sábado
Portugal 6 x 1 Suíça
Gols: Gonçalo Ramos, aos 17 min do 1º tempo, aos 5 min e aos 22 min do 2º tempo, Pepe, aos 32 min do 1º tempo, Raphael Guerreiro, aos 10 min do 2º tempo, e Rafael Leão, aos 47 min do 2º tempo, para Portugal; Manuel Akanji, aos 12 min do 2º tempo, para Suíça.
Portugal surpreendeu três vezes na partida que o classificou para as quartas de final da Copa do Mundo FIFA Qatar-2022.
A primeira vez foi ainda antes do apito inicial, quando a escalação não trouxe o nome de Cristiano Ronaldo. Depois, quando o garoto Gonçalo Ramos, o escolhido para substituir CR7, meteu três gols e estabeleceu o primeiro hat-trick desta edição do torneio. E, por fim, quando construiu a vitória mais elástica dos oito jogos das oitavas.
Com a goleada por 6 a 1 sobre a Suíça, uma adversária famosa por ter sistemas defensivos bem sólidos e que costuma vender caro o resultado quando se depara com adversários da prateleira de cima do futebol mundial, os portugueses se classificaram pela terceira vez na história para as quartas.
Antes do Qatar-2022, os lusos só ficaram entre oito melhores times da Copa na Inglaterra-1966 e na Alemanha-2006 (justamente a primeira disputada por Ronaldo). Nas duas ocasiões, eles foram além e também jogaram as semifinais.
Para manter essa tradição, Portugal terá de desbancar no sábado a seleção de Marrocos, responsável pela eliminação da campeã mundial Espanha. Já a Suíça igualou sua campanha de quatro das últimas cinco participações em Copas (na África do Sul-2010, caiu ainda na primeira fase).

Momento-chave
Foi um Gonçalo do Golaço! Ops…
Golaço do Gonçalo! 🇵🇹😂 pic.twitter.com/OirGKqiUQo— Copa do Mundo FIFA 🏆 (@fifaworldcup_pt) December 6, 2022
A torcida portuguesa certamente estava apreensiva e se perguntando se Gonçalo Ramos aguentaria o peso de substituir CR7 em uma partida tão importante. A resposta demorou apenas 17 minutos para ser dada. Em uma jogada que começou em um arremesso lateral, o centroavante do Benfica recebeu a bola de costas para o gol, girou usando o corpo, soltou um míssil no ângulo da meta adversária e abriu caminho para a vitória lusa.
Número
Com 39 anos e 283 dias, Pepe se transformou nesta terça-feira no segundo jogador a mais velho a balançar as redes em uma partida de Copa. Em toda a história do torneio, o zagueiro só está atrás do camaronês Roger Milla, que marcou aos 42 anos e 39 dias nos Estados Unidos-1994. Em tempo: o português também virou o atleta de maior idade a fazer um gol nos mata-matas decisivos de um Mundial.
Fonte: Agência Esporte
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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