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Cuiabá goleia e garante vaga na final Mato-grossense

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Com direito a goleada na Arena Pantanal, o Dourado garantiu classificação para a 11ª final de estadual nas últimas 13 temporadas na tarde deste sábado. O Cuiabá venceu o Luverdense por 5 a 0, com gols de Wellington Silva, Pablo Ceppelini, Mateusinho, Matheus Alexandre e Deyverson.

O adversário na final é o União, e os confrontos serão de ida e volta. A primeira partida é na quarta-feira, em Rondonópolis. A decisão do título é na Arena, no sábado, dia 8 de abril.

O jogo

A primeira metade do primeiro tempo foi de muitos erros de passes por parte das duas equipes. O Dourado mantinha a posse de bola, mas pecava nas finalizações das jogadas. A primeira finalização aconteceu aos 13 minutos, quando Matheus Alexandre, de cabeça, mandou por sobre o gol.

A partir dos 25 minutos, o Dourado começou a ser mais efetivo no ataque – e construiu a goleada. Aos 33, Wellington Silva recebe passe dentro da área e bateu colocado, no canto, para abrir o placar. Quatro minutos mais tarde, Fernando Sobral soltou a bomba de fora da área, goleiro espalmou e Mateusinho, no rebote, finalizou com estilo para ampliar.

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O domínio ficou ainda mais evidente. Aos 46 minutos, Pablo Ceppelini bateu com categoria de fora da área e marcou um bonito gol. Dois minutos mais tarde, Matheus Alexandre deixou o adversário no chão e, dentro da área, bateu de canhota para anotar o quarto gol do Dourado no jogo e o primeiro dele com a camisa do maior time de Mato Grosso.

O Dourado administrou o resultado na segunda etapa e, apesar de baixar a intensidade, continuou criando boas chances de gol. Isidro Pitta e Lucas Cardoso pararam em grandes defesas do goleiro adversário. Deyverson, de cabeça, também assustou.

Deyverson não passaria em branco. Aos 35 minutos, aproveitou sobra na área e, com categoria, tocou por cima do goleiro, marcando o quinto gol da partida e fechando o placar na Arena Pantanal – placar que garantiu o Dourado na 11ª final dos últimos 13 anos.

O time que garantiu o Dourado em mais uma final de estadual foi Walter; Matheus Alexandre (Vinicius Boff), Marllon, João Maranini e Mateusinho (Ricardo Cerqueira); Filipe Augusto, Fernando Sobral e Pablo Ceppelini (Ronald); Jonathan Cafú (Lucas Cardoso), Wellington Silva e Isidro Pitta (Deyverson).

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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