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Palmeiras vence Universidad de Chile e encerra a 1ª fase da Libertadores com 100% de aproveitamento

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O Palmeiras entrou em campo na noite desta quinta-feira (20.10) e venceu o Universidad de Chile-CHI por 2 a 1, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador, em partida válida pela terceira rodada da fase de grupos da CONMEBOL Libertadores Feminina. As palestrinas Carol Rodrigues e Poliana balançaram as redes.

Carol Rodrigues e Poliana marcaram na partida | Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL

Com o resultado, o Verdão assegurou a primeira colocação do Grupo C: são nove pontos, 12 gols marcados e apenas um sofrido. Além disso, o time feminino ficou com a segunda melhor campanha da primeira fase da competição continental.

Nas quartas de final, o Alviverde enfrenta, em jogo único, o Santiago Morning-CHI no próximo domingo (23), em horário a ser definido, no Estádio Banco Guayaquil, em Quito, no Equador.

O duelo

Como já era de se esperar, a partida entre Palmeiras e Universidad de Chile começou bastante acirrada. Aos 13 minutos, Bia Zaneratto recebeu pela esquerda e  arriscou para o gol, mas a goleira adversária defendeu.

Com 18 minutos foi a vez de Katrine cruzar para a área e Ary Borges cabecear, mas a bola ficou com a arqueira chilena. Sete minutos depois, Byanca Brasil invadiu a área e deu passe para Ary, que tentou chute cruzado e a bola tirou tinta da trave rival.

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A insistência palestrina foi premiada aos 41 minutos, quando Byanca Brasil cobrou escanteio na cabeça de Carol Rodrigues, que testou forte para o gol e abriu o placar para o Alviverde. Três minutos depois, a atacante quase marcou mais um após receber no meio-campo, tirar a bola da goleira e finalizar, mas a zagueira adversária tirou a bola na linha do gol.

No retorno da segunda etapa, com um minuto de jogo, o adversário empatou o placar em cobrança de pênalti. O Alviverde não se abateu e quase voltou a ficar à frente do placar aos nove minutos, quando Bia Zaneratto finalizou, a goleira defendeu e o rebote ficou com Byanca Brasil, que chutou para nova defesa da goleira do Universidad do Chile.

Com 21 minutos, o Palmeiras saiu no contra-ataque com a velocidade de Bia Zaneratto, que tocou para Sochor e a camisa 11 cruzou para Duda Santos. A meio-campista arriscou de longe e quase marcou o segundo do Verdão. Quatro minutos depois, Poliana subiu mais alto do que a defesa adversária, após levantamento de Katrine, e recolocou o Alviverde na frente do placar.

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Palmeiras volta ao campo no próximo domingo | Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL

Palmeiras Feminino: Jully, Camilinha (Juliana Passari), Day Silva, Poliana, Katrine (Carolzinha), Julia Bianchi (Patrícia Sochor), Ary Borges, Duda Santos (Giovana), Carol Rodrigues, Byanca Brasil e Bia Zaneratto (Sâmia). Técnico: Ricardo Belli.

Confira o calendário das Palestrinas na CONMEBOL Libertadores Feminina:

14/10 – Palmeiras 3 x 0 Libertad Limpeño-PAR – Estádio Banco Guayaquil
Gols: Duda Santos, Byanca Brasil e Bia Zaneratto

17/10 – Ind. Dragonas-ECU 0 x 7 Palmeiras – Estádio Rodrigo Paz Delgado
Gols: Ary Borges, Andressinha (duas vezes), Byanca Brasil, Bia Zaneratto e Bruna Calderan (duas vezes)

20/10 – Palmeiras 2 x 1 Universidad de Chile-CHI – Estádio Rodrigo Paz Delgado
Gols: Carol Rodrigues e Poliana

Fonte: Agência Esporte

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

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Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial.

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026.

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta.

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo.

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo.

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Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa .

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: ‘eu pintei a minha rua para a Copa’. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou.

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte.

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o “Meu Beco na Copa”, e decidiu unir o “útil ao agradável” ao inscrever a Alameda Manoel Costa.

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”.

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas.

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou.

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Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil.

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos . Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje.

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse.

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira.

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.



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