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Na estreia, Atlético PR fica no empate sem gol
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Um ponto fora de casa na estreia na CONMEBOL Libertadores.
O Athletico dominou o Caracas, nesta terça-feira (5), na Venezuela, mas não conseguiu balançar as redes do Estádio Olímpico da UCV. O empate em 0 a 0 abriu a disputa do Grupo B. The Strongest e Libertad completam a rodada na quinta-feira (7), na Bolívia.
A próxima partida do Furacão na competição continental está marcada para a quinta-feira da semana que vem (14). O adversário será o The Strongest, às 19h, no Caldeirão.
Antes, o Rubro-Negro fará outra estreia na temporada, agora pelo Brasileirão. No domingo (10), o time athleticano encara o São Paulo, no Morumbi.
O Jogo
Mesmo jogando fora de casa, o Athletico teve o controle da partida desde o começo e as chances de gol não demoraram para aparecer. A primeira finalização foi do estreante Orejuela, aos 3′, dando trabalho ao goleiro do Caracas.
O Furacão seguiu atacando. Pela esquerda, Tomás Cuello era uma ameaça constante à defesa do time da casa. Aos 4′, ele acionou Pablo, que rolou para Terans bater em cima do goleiro. Logo depois, em mais uma tabela com Pablo, cruzou com perigo e zaga afastou.
O ataque rubro-negro ia envolvendo o sistema defensivo do adversário. Aos 12′, Pablo tocou de calcanhar para Marcelo e o goleiro Baroja fez mais uma defesa. No rebote, Cuello chutou travado.
O Caracas só se arriscava nos contra-ataques, mas encontrava Bento sempre atento na meta rubro-negra. E o Furacão também passou a arriscar chutes de longa distância, com Terans e Marcelo.

Ainda na primeira etapa, o Athletico chegou em mais duas boas jogadas. Primeiro, Cuello cruzou na pequena área e a zaga cortou. Terans pegou a sobra e bateu firme, mas Baroja espalmou de novo. Em seguida, Lucas Halter tocou para Pablo, que acertou um lindo passe para Terans. O uruguaio chegou chutando de primeira e mandou para fora.
O segundo tempo seguiu na mesma toada, com o Athletico pressionando o adversário. Em cruzamento de Orejuela, Marcelo bateu na rede pelo lado de fora. E em uma cobrança de falta na entrada da área, Terans bateu com categoria e Baroja salvou mais uma vez.
O goleiro do Caracas foi se transformando no grande nome da partida. Aos 17′ e aos 33′ ele defendeu dois bons chutes de Christian de fora da área. Entre eles, o Athletico também chegou com Terans, em um chute que a zaga travou no último instante.

Terans voltou a finalizar com perigo após um cruzamento de Vitor Bueno. E no último lance da partida, Bento garantiu o ponto para o Athletico ao defender um chute de Akinyoola, no último contra-ataque da equipe local.
Ficha técnica: Caracas 0x0 Athletico Paranaense
CONMEBOL Libertadores 2022: Grupo B – 1ª rodada
Data: 05/04/2022
Horário: 19h15 (Brasília)
Local: Estádio Olímpico da UCV, em Caracas (Venezuela)
Árbitro: Andrés Rojas (Colômbia)
Assistentes: Sebastián Vela (Colômbia) e David Fuentes (Colômbia)
Quarto árbitro: Michael Espinoza (Peru)

Caracas: Baroja; Fereira, Rivero, Quijada e Notaroberto; Castillo e Suárez; Bonsu (Rodríguez, aos 36′ do 2º tempo), Ramírez (González, aos 25′ do 2º tempo) e Guarirapa (Ovando, aos 40′ do 2º tempo); Akinyoola
Técnico: Francesco Stifano
Cartão amarelo: Notaroberto
Athletico Paranaense: Bento; Orejuela (Khellven, aos 24′ do 2º tempo), Pedro Henrique, Lucas Halter e Abner; Christian (Rômulo, aos 39′ do 2º tempo), Hugo Moura e David Terans; Marcelo Cirino, Pablo (Marlos, aos 15′ do 2º tempo) e Tomás Cuello (Vitor Bueno, aos 24′ do 2º tempo)
Técnico: Alberto Valentim
Cartão amarelo: Hugo Moura
Fotos: José Tramontin/athletico.com.br
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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