ESPORTES
Lucas Pinheiro brilha e conquista ouro inédito para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão
ESPORTES
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O esporte brasileiro alcançou um feito sem precedentes neste sábado: a primeira medalha conquistada em toda a história dos Jogos Olímpicos de Inverno. O protagonista dessa façanha foi o jovem esquiador Lucas Pinheiro, de apenas 25 anos, que subiu ao degrau mais alto do pódio na modalidade de slalom gigante, na cidade de Milão.
A performance de Pinheiro foi digna de ouro. Na sua primeira descida, o atleta demonstrou excelência, registrando o impressionante tempo de 1 minuto, 13 segundos e 92 centésimos, garantindo a melhor marca entre os 81 competidores que enfrentaram as pistas geladas. Mantendo o ritmo e a precisão na segunda e decisiva descida, Lucas marcou 1 minuto, 11 segundos e 8 centésimos, consolidando sua vitória e gravando seu nome nos anais do esporte nacional.
O pódio foi completado por dois talentos suíços: Marco Odermatt conquistou a medalha de prata, enquanto Loic Meillard garantiu o bronze, em uma disputa acirrada que ficará marcada na memória olímpica.
A vitória de Lucas Pinheiro representa um salto gigantesco para o Brasil nos esportes de inverno. Até então, a melhor colocação do país havia sido um honroso nono lugar, alcançado por Isabel Clark na competição de snowboard durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Turim, em 2006. O ouro de Lucas não apenas encerra um jejum, mas também inspira uma nova geração de atletas a sonhar ainda mais alto nas modalidades de neve e gelo.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Estudante da Rede Estadual representa Mato Grosso nas Paralimpíadas Escolares em São Paulo
Aos 17 anos, Daniel Santana Prado, estudante da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, em Cuiabá, se prepara para representar Mato Grosso na fase nacional das Paralimpíadas Escolares 2026, entre os dias 16 e 20 de novembro, em São Paulo.
O caminho até essa nova oportunidade começou em 2024, quando a professora de educação física Débora Rosana de Souza Lopes Barreto, atualmente treinadora de Daniel, enxergou no atletismo uma nova possibilidade para o estudante. Ele teve paralisia infantil ao nascer, que atingiu a fala.
Desde 2021, Débora já trabalhava com atletismo escolar e passou a observar que estudantes com deficiência nem sempre tinham as mesmas oportunidades de participação nas competições. Essa percepção despertou nela o desejo de ampliar esses espaços e criar condições para que mais alunos pudessem vivenciar o esporte, desenvolver suas habilidades e reconhecer o próprio potencial.
Na época, Daniel praticava xadrez com o professor João Paulo, da mesma unidade, mas o diálogo entre os educadores e o estudante abriu caminho para uma nova oportunidade: participar do Meeting Paralímpico de 2024. A estreia no atletismo levou Daniel ao pódio.
Para Débora, as competições representam oportunidades de aprendizagem que vão além dos resultados esportivos. “Uma competição pode ensinar muito mais do que regras, técnicas e resultados. Quando estamos em outros estados, procuro mostrar aos estudantes um pouco da história dos lugares, das pessoas e das realidades que encontramos. São experiências que ampliam o olhar e contribuem para a formação deles como cidadãos”, destaca.
A professora também percebeu avanços no desenvolvimento de Daniel ao longo do percurso, especialmente na comunicação e na socialização. O contato com outros atletas com deficiência, segundo ela, permite ao estudante conhecer diferentes trajetórias de participação, autonomia e realização pessoal.
Em 2025, nos Jogos Escolares Paralímpicos, realizados em São Paulo, Daniel conquistou o primeiro lugar no arremesso de peso e no lançamento de dardo, além do terceiro lugar nos 100 metros rasos.
Neste ano, Daniel voltou a competir na fase estadual dos Jogos Paralímpicos Escolares, realizada em Cáceres, onde conquistou a classificação para a etapa nacional. Também participaram da competição Luann Gabriel Ferreira Gomes, de 12 anos, e David Nathan Bueno de Oliveira, de 24 anos, que concluiu o ensino médio no primeiro semestre deste ano.
Agora, Daniel se prepara para representar Mato Grosso em mais um desafio, levando para a competição a experiência acumulada nas pistas e os aprendizados construídos ao longo de sua trajetória no esporte.
Para o coordenador pedagógico da Escola Estadual Cleinia Rosalina de Souza, Emanuel Ferreira do Nascimento, a história dos estudantes também evidencia a importância de reconhecer as experiências e o potencial de cada aluno.
“Precisamos reconhecer o esforço dos nossos alunos. Cada trajetória é única e todas elas nos inspiram como seres humanos, mostrando que, apesar das dificuldades do dia a dia, temos que continuar caminhando e acreditando em nossas possibilidades”, destaca.

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