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Grêmio é superado pelo Mirassol, na Copa do Brasil

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O Grêmio enfrentou o Mirassol, na noite desta terça-feira, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Em uma partida movimentada e de muitos gols, os donos da casa acabaram superando o Tricolor pelo placar de 3 a 2, no Estádio José Maria de Campos Maia, na cidade de Mirassol, no estado paulista.

Os primeiros instantes da partida foram movimentados, com ambas as equipes criando oportunidades no campo de ataque. Primeiro, o Grêmio com uma cobrança de falta da intermediária, em que a bola foi alçada na esquerda para Nicolas, que tentou a finalização de primeira, mas mandou sem direção. Já o Mirassol chegou bem com Negueba, que fez uma jogada individual e mandou a gol, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Mas após uma boa sequência de jogadas adversárias, aos 4 minutos, os donos da casa conseguiram abrir o marcador. Fabrício chutou de fora da área, Brenno espalmou, mas Camilo pegou a sobra e mandou de cabeça para o fundo das redes, colocando o Mirassol na frente. De imediato, o Tricolor respondeu com Rildo, que da entrada da área chutou, mas o goleiro adversário voou para fazer a defesa e impedir o gol de empate.

Foi aos 18 minutos que o Tricolor igualou o marcador com Diego Souza – após cobrança de escanteio, o centroavante subiu mais que a defesa e desviou para o fundo das redes. Em poucos minutos, o Grêmio alcançou a virada com Bruno Alves – depois da bola colocada na área, o zagueiro se antecipou à marcação e desviou para o gol, colocando a equipe na frente na contagem, passados 23’.

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O jogo seguiu movimentado, tanto que o Mirassol conseguiu igualar o resultado com 29’. Oyama acionou Rodrigo Ferreira, que fez um cruzamento para Fabrício Daniel desviar para o gol, marcando o segundo dos paulistas.

Outra boa oportunidade gremista, desta vez saiu dos pés de Janderson, que depois de tabelar com Orejuela, invadiu a área pela direita e chutou forte, obrigando Darley a fazer uma grande defesa, aos 40’.

Nos acréscimos, Janderson abriu para Gabriel Silva, que chegou e tentou o cruzamento na área. Darley fez outra grande defesa, conseguindo mandar a escanteio. Na cobrança, Nicolas colocou na marca penal e mais uma vez, o goleiro tirou o perigo.

O Grêmio voltou a campo com a mesma formação. Logo nos primeiros instantes da partida, chegou ao ataque. Em uma das oportunidades, Diego Souza foi lançado por Thiago Santos, a arbitragem assinalou impedimento do centroavante.

Aos 8’ da etapa complementar, o Mirassol voltou a frente no placar. Fabinho recebeu um passe de Camilo dentro da área, ganhou da marcação e chutou no canto esquerdo da meta defendida por Brenno.

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Com 13′ de jogo, Camilo foi expulso da equipe paulista após uma falta forte sobre Bruno Alves, na intermediária. Quase que o Grêmio empatou o jogo novamente – Orejuela levantou a bola na área e Janderson apareceu na área para desviar de cabeça a gol – a bola bateu na trave e saiu, aos 17’.

Os donos da casa tiveram uma nova chance em cobrança de falta. Neto mandou direto, obrigando Brenno a espalmar. Em resposta, Elias recebeu um passe de Benítez e acabou dividindo com a marcação na área, mas a arbitragem assinalou tiro de meta.

Passados 30 minutos, o Grêmio pressionou os paulistas. Nicolas fez um cruzamento na área, houve uma sequência de finalizações até que a bola chegou a Orejuela, que chutou – por detalhe a bola não entrou e saiu raspando a trave. Em seguida, foi a vez de Benítez chutar de fora da área, mandando com perigo, mas a bola saiu.

Na reta final da partida, Elias e Campaz fizeram uma linda tabela. O centroavante recebeu o último passe e chutou forte, mas a bola explodiu na trave e não entrou. No último lance, Danrley fez uma grande defesa e impediu o gol gremista.

Com o resultado, Grêmio não segue na Copa do Brasil.

Fotos: Lucas Uebel | Grêmio FBPA

fonte:https://gremio.net/noticias/detalhes/25044/gremio-e-superado-pelo-mirassol–na-copa-do-brasil-

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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