CUIABÁ

ESPORTES

Grêmio e Juventude empatam e adiam definição do título do Campeonato Gaúcho

Publicados

ESPORTES

Na tarde deste sábado (30.03), no Alfredo Jaconi, o Grêmio enfrentou o Juventude em um jogo intenso e equilibrado que terminou em 0 a 0. Com este resultado, a definição do título do Campeonato Gaúcho foi adiada para o segundo confronto da decisão, na semana que vem.

O time de Renato Gaúcho segurou o empate e terá a oportunidade de decidir o torneio estadual diante de sua torcida, na Arena do Grêmio. Em caso de outro empate nos próximos 90 minutos, o campeão será conhecido nas penalidades.

A segunda partida da final está marcada para o próximo sábado, às 16h30 (de Brasília). Com a chance de conquistar o 43º troféu estadual, o Tricolor busca o sétimo título seguido do Campeonato Gaúcho.

O jogo iniciou morno, mas ambas as equipes tiveram oportunidades para marcar. Aos nove minutos, Lucas Barbosa tentou um chute de fora da área, parando na defesa de Caíque. O Grêmio respondeu aos 29, com Pavón chutando para fora. Gilberto assustou aos 35, exigindo boa defesa do goleiro do Juventude.

Leia Também:  Bragantino vence Athletico-PR fora de casa e mantém sonho da permanência na Série A

No segundo tempo, Caíque continuou salvando o Grêmio com defesas importantes. Rildo e Gilberto assustaram logo nos minutos iniciais, mas o goleiro gremista estava atento. O Imortal também teve chances, com uma cobrança de falta de Cristaldo defendida por Gabriel aos 12 minutos.

Apesar das oportunidades de ambos os lados, o Grêmio segurou o ímpeto do Juventude no segundo tempo e garantiu o empate sem gols, adiando a definição do título para o próximo confronto.

A expectativa para a partida decisiva promete ser intensa, com o Tricolor buscando mais um título estadual consecutivo.

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE 0 X 0 GRÊMIO

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul
Data: 30 de março de 2024 (sábado)
Horário: às 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco
Assistentes: Michael Stanislau e Tiago Augusto Kappes Diel
VAR: Jean Pierre Goncalves Lima
Cartões amarelos: Jadson, Rildo, Jean Carlos, João Lucas e Rodrigo Sam (Juventude); Fábio, Kannemann e João Pedro (Grêmio)
Cartões vermelhos: Nenhum

JUVENTUDE: Gabriel; João Lucas, Rodrigo Sam, Zé Marcos e Alan Ruschel; Caíque, Jadson e Jean Carlos (Nenê); Edson (Rildo), Lucas Barbosa (Kleiton) e Gilberto (Erick).
Técnico: Roger Machado

Leia Também:  Palmeiras vence Mirassol e mantém 100% de aproveitamento no Paulistão

GRÊMIO: Caíque; João Pedro, Rodrigo Ely, Kannemann e Fábio; Pepê (Dodi), Villasanti e Cristaldo (Du Queiroz); Pavón (Soteldo), Diego Costa (JP Galvão) e Gustavo Nunes (Nathan Fernandes). Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ESPORTES

Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio

Publicados

em

Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.

A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.

Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.

Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.

De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.

Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.

Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.

A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Leia Também:  Grêmio vence Juventude nos pênaltis e garante vaga na final do Gauchão

Preconceito

Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.

“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.

Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.

A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.

“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.

O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.

Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.

“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.

Educação e esporte

A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.

Leia Também:  Bahia vence o Náutico e segue firme no G-4 da Série B

A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.

A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.

“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.

Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.

Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.

A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA