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Cuiabá vence o São Paulo pela 16ª rodada do Brasileiro

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O Cuiabá conquistou uma vitória importante sobre o São Paulo por 2 a 1 na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, realizada na Arena Pantanal. Com esse resultado, a equipe alcançou a 11ª colocação com 22 pontos, posicionando-se entre os times que disputam vagas em competições internacionais, como a Copa Sul-americana e Libertadores.

O São Paulo entrou em campo com seis desfalques, incluindo David, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O time teve sua primeira chance de gol aos 10 minutos, quando Rikelme chutou de fora da área e o goleiro Rafael fez a defesa. O Cuiabá também criou uma boa jogada aos 16 minutos, com Rikelme cruzando e Diego Costa fazendo o corte para escanteio. Aos poucos, o Cuiabá se encontrou em campo e teve uma oportunidade aos 21 minutos, com Rikelme sendo lançado nas costas da defesa, mas o goleiro Rafael estava atento e fez a defesa.

Aos 35 minutos, o São Paulo quase marcou, com Rato passando para Calleri, que driblou o zagueiro e chutou para a direita do gol. Aos 39 minutos, Calleri cabeceou e o goleiro Walter defendeu para o Cuiabá. E aos 46 minutos, mais uma chance para o São Paulo, com Marcos Paulo tentando uma jogada para Luan, que não conseguiu alcançar. O primeiro tempo terminou sem gols.

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No segundo tempo, o Cuiabá cresceu e dominou o confronto. Aos 13 minutos, teve um pênalti a seu favor, mas Deyverson acertou a trave esquerda. Em outra oportunidade, aos 20 minutos, Clayson bateu no meio do gol com segurança e colocou o Cuiabá em vantagem (1 a 0).

Aos 30 minutos, Luciano, camisa 10 do São Paulo, desviou a bola da barreira e Pablo Maia arriscou um chute perigoso de fora da área, que saiu ao lado do gol. Isidro Pitta marcou mais um gol para o Cuiabá aos 32 minutos, recebendo um passe de Fernando Sobral dentro da área e chutando na saída do goleiro Rafael (2 a 0).

Michel Araújo trabalhou em dupla com Caio Paulista pela esquerda aos 38 minutos, mas chutou mal, mandando a bola para fora em um tiro de meta. Já nos acréscimos, o lateral esquerdo Caio Paulista fez uma arrancada com a bola e passou para Erison, que cruzou para Nathan empurrar a bola para o fundo do gol (2 a 1).

Fonte: Esportes

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Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio

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Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.

A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.

Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.

Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.

De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.

Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.

Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.

A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.

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Preconceito

Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.

“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.

Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.

A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.

“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.

O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.

Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.

“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.

Educação e esporte

A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.

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A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.

A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.

“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.

Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.

Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.

A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .



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