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Cruzeiro goleia o América e entra no G4 do Brasileirão

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O Cruzeiro mostrou mais uma vez o porquê de ter um ótimo início de Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Maior de Minas foi até a Arena Independência e goleou o América por 4 a 0. Com uma dedicação e aplicação tática altíssima dos atletas, o Cruzeiro soube como superar o rival, que entrou na partida pressionado por estar na lanterna do Brasileirão, e construiu a goleada com grande participação coletiva. Henrique Dourado abriu o placar no primeiro tempo, Marlon ampliou na segunda etapa, e Gilberto, que entrou em campo no segundo tempo, transformou a vitória em goleada com mais dois gols.

O primeiro tempo na Arena Independência teve alternância de domínios. O Cruzeiro começou bem o clássico, surpreendendo o rival com uma escalação composta por três volantes e também a titularidade de Henrique Dourado, pela primeira vez desde o seu retorno à Toca da Raposa. Após um início ofensivo do Cruzeiro, o América teve sua primeira oportunidade aos 10 minutos, mas Rafael Cabral cresceu para cima de Mikael, que recebeu bom passe dentro da área e se encontrava livre, mas o goleiro celeste levou a melhor e salvou a pátria estrelada. Na sequência, o rival conseguiu outra grande chance com Aloísio, que chutou forte de fora da área e acertou o travessão.

Passado esse momento, o Cruzeiro conseguiu anular melhor as investidas do América e foi tomando o controle da partida. Aos 32 minutos, em uma trama pelo lado direito que envolveu Luciano Castán e Wesley, o atacante cruzou no segundo poste e encontrou Bruno Rodrigues, que cabeceou dentro da pequena área buscando ajeitar para Henrique Dourado, que, livre, estufou as redes. A Nação Azul, que esgotou a carga de 10% de ingressos do Independência no setor visitante, fez a festa nas arquibancadas. E, assim, o Cruzeiro conseguiu se manter melhor no clássico até o fim do primeiro tempo.

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Na segunda etapa, o rival se jogou ao ataque buscando o gol de empate. Mas com o passar dos minutos, o Cruzeiro foi retomando o domínio e, aos 24 minutos, chegou ao segundo gol. Em nova tabela pela direita, William visualizou bem a área e cruzou no segundo poste. O outro lateral cruzeirense penetrou bem para ser fatal: Marlon cabeceou com perfeição para o fundo das redes, fazendo 2 a 0 para o Cruzeirão Cabuloso.

A partir daí, as mexidas de Pepa afirmaram ainda mais a superioridade cruzeirense. Um dos atletas que entrou no decorrer do segundo tempo foi o centroavante Gilberto. Minutos após o América acertar a trave novamente em sua melhor oportunidade na segunda etapa, o Cruzeiro ampliou o placar. Aos 38, Gilberto aproveitou bom cruzamento de Igor Formiga, que também entrara no segundo tempo, e anotou de cabeça o terceiro gol do time celeste.

Com o rival atordoado, o Cruzeiro mostrou que sua eficácia foi o fator preponderante do clássico. Aos 45 minutos, Gilberto transformou o triunfo celeste em goleada. Em rápida troca de passes após a retomada da posse, a Raposa chegou com rapidez ao ataque e Gilberto não perdoou, chutando cruzado para vencer novamente o goleiro americano.

Absoluto, o Cruzeiro confirmou a goleada por 4 a 0, encerrando um incômodo jejum de sete clássicos sem vitória sobre o América. Ademais, o ótimo triunfo fez o time celeste se manter na parte de cima da tabela do Brasileirão, fechando a 6ª rodada com 12 pontos e na quarta colocação da competição.

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Agora, a Raposa dá uma pausa nos trabalhos do Campeonato Brasileiro para focar na Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, às 19h30, o time comandado por Pepa inicia as oitavas de final e vai encarar o Grêmio. A partida de ida está marcada para a Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Já no Brasileirão, o próximo adversário será o Cuiabá, no dia 22 de maio.

FICHA DA PARTIDA: América 0x4 CRUZEIRO

MOTIVO: Campeonato Brasileiro – 6ª rodada
DATA: 14/05/2023
LOCAL: Arena Independência, em Belo Horizonte (MG)

ÁRBITRO: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/GO).
ASSISTENTES: Kleber Lucio Gil (CBF/SC) e Leone Carvalho Rocha (CBF/GO).
ÁRBITRO DE VÍDEO: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (VAR-FIFA/RN).

GOLS: Henrique Dourado, aos 32min do 1ºT, Marlon, aos 24min do 2ºT, e Gilberto, aos 38min e aos 45min do 2ºT (Cruzeiro).
ASSISTÊNCIAS – CRUZEIRO: Bruno Rodrigues, aos 32min do 1ºT, William, aos 24min do 2ºT, Igor Formiga, aos 38min do 2ºT, e Filipe Machado, aos 45min do 2ºT.
CARTÕES AMARELOS: Ricardo Silva e Aloísio (América).

CRUZEIRO
Rafael Cabral; William (Igor Formiga), Lucas Oliveira, Luciano Castán e Marlon; Filipe Machado, Neto Moura (Wallisson) e Ramiro (Matheus Jussa); Wesley (Stênio), Bruno Rodrigues e Henrique Dourado (Gilberto).

Técnico: Pepa

AMÉRICA
Matheus Cavichioli; Marcinho (Iago Maidana), Ricardo Silva, Éder e Marlon; Alê, Juninho (Emmanuel Martinez) e Benitez; Felipe Azevedo (Mateus Gonçalves), Aloísio (Wellington Paulista) e Mikael (Renato Marques).

Técnico: Vagner Mancini

Fonte: Esportes

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Ruas decoradas para Copa do Mundo reforçam vínculo comunitário no Rio

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Viver a Copa do Mundo como algo a mais que um torneio de futebol entre países é uma tradição antiga no Brasil. Entre os churrascos em família para assistir aos jogos e as apostas no trabalho sobre o próximo placar, outro costume vem retomando seu espaço no país: decorar as ruas para o mundial.

Com bandeirinhas em verde e amarelo, latas de tinta, desenhos de jogadores famosos e de outras celebridades nacionais, os brasileiros têm visto cada vez mais ruas decoradas para o torneio.

A Seleção Brasileira é a maior campeã da competição com cinco títulos, em 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coreia do Sul e Japão), mas não vence uma Copa há 24 anos.

O jejum não impediu a empolgação dos brasileiros. No Rio de Janeiro, moradores de diversas partes da cidade utilizaram a arte para expressar seu apoio ao Brasil em 2026.

Morro do Pinto

No bairro do Santo Cristo, no centro da cidade, os moradores da Rua Capiberibe quiseram resgatar a lembrança afetiva de quem cresceu na comunidade do Morro do Pinto, com foco nas crianças que não viveram esses momentos. A vice-presidente do Centro Cultural Capiberibe 27, Isabel Boechat, coordenou as atividades.

“A rua foi entrando no clima aos poucos: moradores ajudando, crianças pintando, famílias acompanhando, gente chegando para ajudar, colaborar de alguma forma”, conta.

“Hoje a minha avaliação da ação é que não foi uma ação feita “para” a comunidade, foi feita com a comunidade. Em algum momento, deixou de ser só uma pintura e virou encontro, convivência, pertencimento”.

Isabel conta que a movimentação também atraiu moradores do Morro da Providência, do Santo Cristo e de outras partes da região portuária, que ajudaram no arranjo.

Todo material foi custeado com apoio dos moradores, amigos, parceiros e pessoas próximas ao Centro Cultural Capiberibe 27, que doou grande parte do material. Comerciantes da área cuidaram das provisões, e do material necessário, e as crianças ganharam almoço, picolé e lanches durante o processo.

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Para Isabel Boechat, mais do que técnica e perfeição, o principal era deixar que as crianças fossem as protagonistas da festa, reacender essa memória coletiva e reunir a comunidade em torno da Copa .

“Elas [as crianças] pintaram, imaginaram, colocaram cor na rua. E isso tem uma força muito grande, porque talvez no futuro elas lembrem: ‘eu pintei a minha rua para a Copa’. Era isso que a gente queria entregar para elas. E acho que conseguimos”, finalizou.

Morro do Turano

O trabalho realizado por eles também serviu de estímulo para outras partes da cidade. O universitário Silvio Rosa, de 21 anos, conta que a escadaria do Morro do Pinto foi uma das inspirações para a decoração que ele ajudou a criar na comunidade em que mora no Rio Comprido, na zona norte.

Morador do Morro do Turano, ele mesmo nunca havia tido a experiência de pintar a rua para a Copa do Mundo, mas teve a ideia de organizar um dia de grafite pensando nas crianças da comunidade.

Poucas semanas depois, soube de um concurso organizado pelo projeto Favela Radical, o “Meu Beco na Copa”, e decidiu unir o “útil ao agradável” ao inscrever a Alameda Manoel Costa.

“A gente não teve muito apoio das pessoas da Alameda e da comunidade. Na verdade, teve muita desconfiança, pessoas falando que a gente não ia conseguir”, disse Silvio, que chegou a pedir doação de materiais aos vizinhos mas não obteve retorno.

“Foram mais as crianças mesmo, elas, sim, aderiram a todo momento, sempre perguntando pra gente quando ia ser a pintura e tudo mais, sempre ansiosas. E ajudaram muito, de verdade mesmo”.

A iniciativa foi liderada por ele, a namorada, Taíssa Brito, e a artista Anunki, com participação de crianças do Morro do Turano. Durante o último fim de semana de trabalho do grupo, quando terminaram o projeto, diversas partes da comunidade já estavam decoradas.

“Eu vejo como muito positivo, principalmente nesse momento que a gente está vivendo no país, que é um ano eleitoral. E resgatar tudo isso, poder fazer parte disso, resgatar esses símbolos pra nós, pro povo brasileiro, de fato é muito interessante. E viver isso junto com as crianças é mais interessante ainda”, completou.

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Rio nas Cores do Hexa

Este ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro lançou um edital para premiar ruas ornamentadas para a Copa do Mundo. O concurso “Acreditar é uma Arte – O Rio nas Cores do Hexa” vai gratificar o primeiro lugar com R$ 50 mil, o segundo com R$ 30 mil e o terceiro em R$ 20 mil.

No bairro de Vila Isabel, na zona norte do Rio, a tradicional Rua Pereira Nunes já está pronta para participar. Acontece que decorar as ruas para a Copa do Mundo é um costume da Galera da Pereira Nunes há mais de 40 anos . Tudo começou na Copa de 1978, e segue sem interrupções até hoje.

Um dos principais responsáveis por organizar toda a programação, Celso Mendes, de 48 anos, conta que o planejamento leva tempo e é coisa séria para os moradores. Desde 1994, ele lidera a Galera da Pereira Nunes.

“Nós planejamos a próxima Copa do Mundo assim que acaba, aí, são quatro anos de planejamento. E a relevância para o nosso bairro é enorme, eles esperam a gente planejar essa ornamentação, ficam nos cobrando. Então, é algo muito importante, não só para o nosso bairro, mas para o país, né?”, disse.

A rua já foi matéria em jornais internacionais, mas, segundo Celso Mendes, a festa não fica só na tradicional ornamentação. Eventos com transmissão dos jogos e música ao vivo também estão sendo organizados. A Rua Pereira Nunes já ganhou quatro concursos e pode chegar ao pentacampeonato, assim como a Seleção Brasileira.

O edital está disponível no site da Secretaria Municipal de Cultura e as inscrições para o concurso foram prorrogadas até o dia 20 de junho.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.



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