ESPORTES
Atlético-MG vira sobre o Cruzeiro, vence por 3 a 1 e conquista o pentacampeonato mineiro
ESPORTES
Em uma emocionante partida realizada neste domingo no Mineirão, o Atlético-MG consagrou-se pentacampeão mineiro ao vencer o Cruzeiro por 3 a 1, de virada, em um confronto repleto de reviravoltas e muita emoção para as torcidas rivais.
O Galo conquistou a vantagem no agregado, já que o confronto de ida, na Arena MRV, terminou empatado em 2 a 2. Com um desempenho de alto nível, ambas as equipes disputaram cada lance com garra e determinação, proporcionando aos torcedores um espetáculo digno dos grandes clássicos.
A primeira etapa foi marcada por intensidade e chances de gol para ambos os lados. Porém, o lance mais polêmico do jogo ocorreu nos acréscimos do primeiro tempo, quando Hulk foi derrubado por Neris em uma jogada clara de gol, pediu pênalti, mas a arbitragem optou por não assinalar a penalidade, gerando polêmica e reclamações por parte do Atlético-MG.
No início do segundo tempo, aos seis minutos, o Cruzeiro abriu o placar com um gol de Mateus Vital, aproveitando um momento de desatenção da defesa atleticana. Contudo, o Galo não se abateu e aos 19 minutos conseguiu o empate com um belo gol de cabeça de Saravia, após cruzamento de Otávio.
A virada do Atlético-MG veio aos 32 minutos da etapa final, com Hulk convertendo um pênalti marcado após revisão do VAR, em lance que envolveu desvio na mão de Lucas Silva. O Cruzeiro chegou a marcar um gol logo em seguida, mas Dinenno estava em posição de impedimento, invalidando o lance.
E já nos acréscimos, o Galo ampliou a vantagem com um gol de Gustavo Scarpa, que saiu na cara do gol, driblou o goleiro e finalizou com precisão para selar o título do Atlético-MG e a festa da torcida alvinegra no Mineirão.
Com mais um título estadual em sua história, o Atlético-MG celebra a conquista do pentacampeonato mineiro e segue sua trajetória vitoriosa no cenário do futebol brasileiro. A rivalidade entre Galo e Raposa mais uma vez mostrou toda a intensidade e paixão que envolvem o clássico mineiro, deixando os torcedores com muitas emoções e lembranças deste grande confronto.
Fonte: Esportes
ESPORTES
Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.
A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.
Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.
Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.
De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.
Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.
Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.
A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Preconceito
Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.
“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.
Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.
A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.
“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.
O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.
Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.
“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.
Educação e esporte
A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.
A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.
A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.
“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.
Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.
Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.
A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .
-
ESPORTES6 dias atrásPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia finalistas à revelação
-
POLITÍCA NACIONAL7 dias atrásAndré Janones é internado na UTI por problema cardíaco após debate da Band
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar prende homem suspeito por tentativa de homicídio e violência doméstica
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Militar prende dupla e recupera veículos e arma roubados de residência
-
ESPORTES7 dias atrásAtletas de Livramento embarcam para Foz do Iguaçu para disputar os Jogos da Juventude CAIXA 2026
-
POLÍTICA MT7 dias atrásJúlio Neto rebate Ananias e acusa presidente do PL de ingratidão com família Campos
-
POLÍTICA MT6 dias atrásMax celebra inauguração do primeiro free shop de MT
-
ESPORTES4 dias atrásPrêmio TV Brasil Petrobras Para Elas anuncia finalistas entre goleiras


