ECONOMIA
Varejista reformula plano de comissões para proteger margem
ECONOMIA
Uma grande varejista registrava crescimento de vendas e faturamento, mas sua margem era gradualmente reduzida pelo próprio modelo de comissão. O caso demonstra como planos de remuneração podem estimular comportamentos desalinhados à estratégia da empresa, concentrando esforços em produtos menos rentáveis e comprometendo a qualidade do crescimento.
Em uma operação de varejo especializado com cerca de 140 lojas e mais de 1.300 profissionais na área comercial, receita e margem cresciam, porém os gastos com remuneração variável avançavam em ritmo superior. O resultado era uma expansão cada vez menos eficiente do ponto de vista econômico.
O diagnóstico revelou que o principal produto da empresa respondia por 69% do faturamento, mas apenas 50% da margem total. Mesmo assim, concentrava 55% de toda a comissão paga ao time comercial. Apesar de possuir baixa margem percentual, era um produto conhecido pelo mercado, de venda rápida e que exigia pouco esforço comercial. Para os vendedores, representava a combinação ideal de maior retorno com menor trabalho. Para a empresa, porém, essa lógica prejudicava a rentabilidade.
Segundo Fernando Furtado, fundador da Qore Consultoria e responsável pela reformulação do projeto de remuneração, o comportamento dos vendedores era consequência natural do desenho do plano de remuneração. “O vendedor não estava errado. O desenho econômico é que estava. As pessoas tendem a buscar o maior retorno com o menor esforço possível. Se o plano torna racional focar em um produto mais fácil, não adianta exigir depois uma venda mais consultiva ou estratégica”, explica.
A solução foi substituir a comissão fixa de 1,2% por uma faixa variável entre 0,9% e 1,3%, condicionada à venda de outros produtos estratégicos. Itens mais rentáveis tiveram suas comissões aumentadas e foi criado um acelerador que adicionava 10% sobre a comissão mensal para quem atingisse metas de vendas combinadas. O objetivo não era reduzir ganhos, mas direcionar o esforço comercial para produtos mais alinhados à estratégia da empresa.
As simulações mostraram que uma queda de 5% nas vendas do produto principal poderia ser compensada por crescimento semelhante nas demais linhas, preservando a margem total. Uma alternativa mais agressiva chegou a ser estudada, mas foi descartada por ser mais complexa e potencialmente reduzir a remuneração média dos vendedores.
A implementação enfrentou forte resistência. Muitos profissionais interpretaram a mudança como perda de renda e, em algumas lojas, equipes inteiras pediram desligamento. A empresa manteve o projeto, reforçou treinamentos e sustentou o novo modelo.
Seis meses após a implantação, a remuneração média dos vendedores aumentou cerca de 6%. O produto principal continuou relevante, mas houve maior foco em itens de maior margem e mais aderentes à estratégia do negócio. Parte dos profissionais que havia saído demonstrou interesse em retornar ao observar os resultados alcançados pelos colegas.
Para Furtado, a discussão sobre remuneração variável começa pela elegibilidade: nem toda função ou produto deve ter comissão atrelada a vendas. Depois disso, o modelo deve ser desenhado considerando fatores como responsabilidade comercial, ciclo de venda, complexidade da oferta, relevância estratégica e capacidade de mensuração dos resultados.
No projeto, gestores receberam uma estrutura diferente da equipe de vendas, com bônus trimestral baseado em faturamento da loja, venda de produtos estratégicos, margem líquida e satisfação dos clientes. A lógica foi adaptar os incentivos às responsabilidades de cada função.
O caso reforça que o principal desafio da remuneração variável não é definir quanto pagar, mas garantir que os incentivos recompensem os comportamentos que levarão a empresa ao próximo estágio de crescimento. Muitas organizações atualizam produtos, metas e estratégias, mas mantêm planos de remuneração antigos. Quando isso acontece, a estratégia evolui, mas os incentivos continuam premiando o passado. Revisar o modelo de remuneração torna-se, então, uma ferramenta importante para proteger a rentabilidade e sustentar o crescimento do negócio.
Sobre Fernando Furtado
Fernando Furtado é fundador da Qore Consultoria e possui mais de 15 anos de experiência em Recursos Humanos e remuneração estratégica. O caso apresentado é baseado em um projeto real conduzido pelo consultor, com a identidade da empresa e informações sensíveis preservadas por questões de confidencialidade.
ECONOMIA
ALM impulsiona gestão empresarial rumo ao lucro e autonomia
Em um cenário em que dois em cada cinco empreendedores brasileiros relatam insatisfação com a falta de lucro e 60 % das empresas encerram as atividades em menos de cinco anos, a ALM Consultoria, liderada pela engenheira de produção Liliane de Almeida, oferece apoio para que pequenas, médias e grandes organizações de Dois Irmãos e do Vale do Sinos alcancem rentabilidade e autonomia financeira.
Fundada por Liliane — ex‑presidente da ACI Dois Irmãos, mestre em inovação, acumulando 15 anos de experiência em pesquisa, desenvolvimento e gestão de processos — a empresa já atendeu mais de 100 negócios em setores como indústria, comércio e serviços, inclusive clientes em seis países. Diferentemente de abordagens que entregam apenas planilhas ou burocracia contábil, a consultoria foca na transformação de dados em decisões estratégicas, contando com soluções integradas de Inteligência Artificial.
O método OGP (Organizar, Gerir e Planejar), desenvolvido pela ALM, orienta os empresários a organizar o fluxo de caixa, monitorar indicadores como margem de contribuição e lucratividade e definir uma rota clara de crescimento. “Ninguém nasce sabendo gerir uma empresa. A maioria dos empreendedores começa pela competência técnica ou comercial; conforme o negócio cresce, surge a necessidade de uma nova competência: ser verdadeiramente um gestor”, afirma Liliane de Almeida.
Além das consultorias presenciais, Liliane promove o projeto “NaALM na Mesa com a ALM”, encontros periódicos nos quais empresários da região compartilham desafios, gargalos e estratégias de mercado. Ela também atuou como presidente da Regional Dois Irmãos da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI), reforçando seu papel de liderança comunitária.
Com a agenda de consultorias presenciais já preenchida, a ALM prepara uma nova fase de expansão que inclui palestras, treinamentos presenciais, formações e mentorias online, visando levar o método OGP a um número ainda maior de gestores.
Mais informações estão disponíveis no site da ALM Consultoria. A empresa está sediada em Dois Irmãos/RS e atende aos segmentos de varejo/comércio, indústria e serviços.
- Instagram oficial: @almconsultoria
- Sede/Atendimento: Dois Irmãos – RS
- Segmentos atendidos: Varejo/Comércio, Indústria e Serviços
-
CURIOSIDADES7 dias atrásNoPing explica como testar a conexão no WoW: Forever
-
ECONOMIA7 dias atrásPitney Bowes Brasil e Clique Retire oficializam parceria
-
CURIOSIDADES7 dias atrásFundación Reintegra Vence o F1® Allwyn Global Community Award no México por Transformar a Reintegração Social dos Jovens
-
ECONOMIA7 dias atrásCipriano Ayala leva pauta do terceiro setor ao Paraguai
-
CURIOSIDADES5 dias atrásOs intercâmbios culturais entre a China e a Alemanha florescem
-
ESPORTES2 dias atrásRádio Nacional transmite Botafogo X Atlético-MG pelo Brasileirão
-
CURIOSIDADES6 dias atrásHolafly for Business revela diferenças de velocidade dos Wi-Fi dos aeroportos
-
ECONOMIA3 dias atrás99Food estreia em Florianópolis e amplia mercado de delivery


