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Pós-graduação pode ampliar oportunidades de carreira

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A pós-graduação pode ser um diferencial para profissionais que buscam melhores oportunidades no mercado de trabalho. Segundo levantamento do economista Naercio Menezes Filho, publicado em junho de 2025 no InfoMoney, profissionais que vão além da graduação no Brasil têm rendimento médio de R$ 11.539, quase o dobro dos R$ 6.160 registrados entre aqueles que concluíram apenas o ensino superior.

Embora a remuneração também dependa de fatores como experiência, área de atuação e cargo, a diferença reforça a relevância da educação continuada para quem deseja desenvolver novas competências e ampliar as possibilidades de crescimento profissional. Nesse cenário, a escolha da pós-graduação passa pelos objetivos de cada profissional e pelas habilidades que pretende desenvolver.

Entre as opções estão o MBA, voltado à gestão e à estratégia de negócios, e a especialização técnica, direcionada ao aprofundamento de conhecimentos em uma área específica. Na FIAP, essas propostas são representadas pelos MBAs TECH (Desenvolvimento de liderança TECH-Business), pelo Global MBAs (Inovação e negócios) e pela PosTech.

Para Andrea Paiva, diretora da PosTech da FIAP, a especialização técnica é indicada para quem busca acompanhar a evolução do mercado e aplicar conhecimentos na prática. “É uma trilha de aprendizado hands-on, que, mesmo sendo assíncrona — em que o aluno pode assistir às aulas no seu próprio ritmo —, promove interação constante entre os participantes, com comunidades ativas, lives e desafios reais propostos por empresas”, explica.

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Já Rafael Ronqui, diretor do MBA da FIAP, destaca a formação como uma alternativa para profissionais que desejam ampliar a visão de negócios e desenvolver competências de liderança. “É uma formação que estimula a troca de experiências e o pensamento estratégico. Muitos alunos chegam ao MBA após acumularem experiência técnica e decidirem migrar para a gestão”, afirma.

As duas modalidades são pós-graduações lato sensu, destinadas a profissionais com ensino superior completo, mas apresentam diferenças de foco, conteúdo e aplicação. Abaixo é possível conferir as principais características:

Objetivo

  • MBA: desenvolver competências em gestão, liderança e estratégia, incluindo a preparação para posições executivas.
  • PosTech: aprofundar conhecimentos técnicos e desenvolver habilidades aplicáveis a desafios profissionais específicos.

Público-alvo

  • MBA: profissionais que buscam posições de gestão ou executivos que desejam fortalecer sua atuação na liderança.
  • PosTech: profissionais de tecnologia e de outras áreas que desejam aprimorar competências e incorporar ferramentas tecnológicas à sua atuação.

Duração

  • MBA: 10 meses no formato live e 12 meses no formato híbrido.
  • PosTech: 10 meses.

Conteúdo

  • MBA: temas como gestão, finanças, liderança, estratégia e desenvolvimento de negócios.
  • PosTech: conteúdos especializados, com aplicação prática em áreas técnicas e de negócios.
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A escolha da formação também está relacionada aos diferentes caminhos de crescimento profissional. Na chamada carreira em Y, por exemplo, é possível avançar tanto pela especialização técnica quanto pela liderança de pessoas e negócios. A decisão entre o MBA e a PosTech depende, portanto, das competências que o profissional deseja desenvolver e dos objetivos que pretende alcançar.



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CNI reduz previsão de crescimento do PIB

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026. A revisão consta do Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado em 28 de outubro, de acordo com a CNI, via Portal da Indústria. Segundo a entidade, o ajuste para baixo se deve principalmente às perspectivas menos favoráveis para a indústria, em especial a de transformação, e para os serviços, cujos efeitos devem se sobrepor ao avanço da agropecuária e da indústria extrativa.

Indústria, serviços e agropecuária

A projeção para o PIB da indústria passou de 2% para 1,3%, a maior revisão negativa entre os setores. A CNI estima que a indústria extrativa cresça 9,1%, mas que isso não seja suficiente para compensar o enfraquecimento da indústria de transformação. A previsão de alta de 0,6%, divulgada em julho, deu lugar a uma estimativa de queda de 0,7%. A entidade cita a retração da demanda interna, a piora das condições financeiras de empresas e famílias, a entrada de produtos importados e o aumento dos custos de produção. A construção teve a projeção de alta mantida em 1,5%, com apoio da expansão do Minha Casa, Minha Vida e de investimentos em infraestrutura.

No setor de serviços, a estimativa foi reduzida de 1,9% para 1,6%, em razão do volume de serviços praticamente estável desde o fim do ano passado e da desaceleração do comércio varejista, sobretudo nos segmentos mais sensíveis ao crédito. A agropecuária foi a única a ter a projeção revista para cima, de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela revisão positiva da segunda safra de milho.

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Mercado de trabalho

Apesar da desaceleração, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando a demanda. A entidade prevê alta de 1,2% na população ocupada em 2026 e queda da taxa de desemprego, hoje em 5,3%, para 5% ao fim do ano. A massa de rendimento real deve avançar 4,6% em relação ao ano passado.

Contas públicas, inflação e juros

Para as contas públicas, a CNI estima déficit primário de R$ 54,6 bilhões em 2026, equivalente a 0,4% do PIB projetado. Cerca de R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas não são computados na meta de resultado primário, o que, segundo a entidade, leva a um superávit de R$ 12,6 bilhões (0,1% do PIB) para fins de cumprimento da meta. A CNI projeta que a dívida bruta passe de 78,6% para 83,7% do PIB em um ano. As despesas federais devem crescer 4,6% em termos reais e a receita líquida, 5,9%. Na inflação, a confederação projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) suba 5,15% no ano, ante 4,26% em 2025, com pressão de alimentos, preços administrados e serviços nos últimos meses. Com isso, prevê que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a taxa básica a 13,25% ao ano.

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Para a CNI, esse patamar ainda representa juro real de cerca de 9%, quase o dobro da taxa neutra estimada em 5%, e há espaço para uma flexibilização mais rápida sem prejuízo da convergência da inflação à meta.

Segundo a PrecPago, uma das líderes em antecipação de precatórios no país, a manutenção de R$ 67,3 bilhões em precatórios fora do cálculo do resultado primário ilustra o tamanho do estoque de obrigações da União que seguem fora da dinâmica orçamentária tradicional. A empresa destaca que a combinação de juros elevados e desaceleração da atividade econômica amplia o tempo de maturação do crédito no mercado, tornando o acompanhamento do cronograma de pagamentos do Judiciário um indicador cada vez mais crítico para a previsibilidade financeira de credores e agentes econômicos no país.

Crédito e comércio exterior

De acordo com o informe, as concessões totais de crédito devem subir 5,15% em 2026, com alta de 6,4% para as empresas e de 4% para as famílias. No comércio exterior, as exportações devem crescer 10,3%, para US$ 386,7 bilhões, enquanto as importações devem somar US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%. A balança comercial deve fechar o ano com superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima do registrado em 2025.



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