ECONOMIA
B-Beauty leva diversidade dos fios para a rotina capilar
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Cabelos com o mesmo comprimento e a mesma cor podem apresentar comportamentos diferentes, e parte da explicação está na curvatura dos fios. Segundo a Skala Brasil, esse formato influencia a distribuição da oleosidade natural ao longo do cabelo, a capacidade de reter umidade e o nível de definição, fatores que interferem diretamente na escolha dos cuidados capilares. Compreender esse mecanismo ajuda a explicar por que as demandas de um perfil de cabelo nem sempre coincidem com as de outro.
No Brasil, a diversidade de texturas integra as referências de beleza, o que amplia o espaço dedicado ao tema nas discussões sobre cuidados com o cabelo. Nesse contexto, ganha relevância o B-Beauty, movimento que valoriza características e referências brasileiras e que se relaciona a essa abordagem ao considerar as particularidades e as necessidades de cada tipo de fio. Em vez de partir de um padrão único, essa perspectiva toma como ponto de partida a variedade de curvaturas presente entre os brasileiros para pensar a rotina de cuidados.
A montagem de uma rotina envolve fatores como hidratação, nutrição, definição, força e controle do frizz, demandas que variam de acordo com a curvatura e o comportamento dos fios. De acordo com a Skala Brasil, observar a forma como o cabelo responde aos cuidados é um caminho para orientar essas escolhas, uma vez que cada textura apresenta prioridades próprias.
Como cada curvatura orienta a rotina
A relação entre curvatura e necessidade fica mais evidente quando os diferentes perfis de cabelo são analisados separadamente. Em cada caso, mudam as prioridades da rotina, os ingredientes considerados nas formulações e as formas de uso indicadas para os produtos.
Nos cabelos cacheados, definição e hidratação aparecem entre as necessidades consideradas no dia a dia. A linha Mais Cachos, da Skala Brasil, combina manteiga de karité, óleo de rícino e D-pantenol, ingredientes associados à nutrição e à retenção de umidade. O conjunto inclui ainda um creme multifuncional, que pode ser aplicado tanto na etapa de tratamento quanto na finalização dos fios.
Entre os cabelos crespos, um ponto de atenção é a transição capilar, período em que diferentes texturas podem coexistir. Essa convivência exige acompanhamento das necessidades dos fios ao longo de todo o processo. Para esse perfil, a linha Crespo Divino reúne queratina vegetal, óleo de rícino e colágeno vegetal em uma fórmula voltada à hidratação, à força e à resistência.
Nos cabelos ondulados, a busca por definição precisa levar em conta a preservação do movimento natural dos fios. A linha Mais Ondas associa óleo de girassol e óleo de abacate, componentes que contribuem para a hidratação e a maciez. O creme dessa linha pode ser usado como tratamento ou como creme para pentear.
Já nos cabelos lisos, alinhamento, brilho e controle do frizz figuram entre as prioridades. A linha Mais Lisos traz proteínas do arroz, amido de milho e aminoácidos, ativos que contribuem para o alinhamento dos fios e para o controle do volume. A composição também conta com vitamina E e D-pantenol.
Diversidade como critério de cuidado
Na avaliação da Skala Brasil, a contribuição do B-Beauty para o haircare está em reconhecer que não existe um único cabelo brasileiro e, por consequência, não existe uma única forma de cuidar dele. Quando a curvatura deixa de ser apenas uma classificação e passa a orientar a seleção de ativos e benefícios, a rotina ganha uma camada de personalização que conversa com a diversidade de fios encontrada no país.
Identificar a textura, compreender como os fios reagem e definir prioridades como hidratação, nutrição ou alinhamento tornam-se, assim, etapas que antecedem a escolha dos produtos. Essa leitura individual do cabelo permite que os cuidados acompanhem as características de cada curvatura, inclusive em fases de mudança, como a transição capilar. Nesse percurso, a classificação por curvatura funciona como referência inicial, e não como regra fixa, já que a resposta dos fios aos cuidados também orienta os ajustes ao longo do tempo.
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Fim da escala 6×1 pressiona o atendimento em hospitais
O fim da escala 6×1 deixou de ser debate e passou a integrar a Constituição. Promulgada em 16 de outubro de 2026, a Emenda Constitucional 141 garante dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada máxima sem redução salarial: de 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação, e para 40 horas ao fim da transição, prevista para 2027. O Ministério do Trabalho e Emprego prepara um decreto para detalhar o processo de transição e as situações excepcionais.
Para setores que funcionam sem interrupção, a mudança exige mais do que ajustes pontuais. Hospitais, clínicas médicas, odontológicas e de estética avançada costumam manter recepção, central de agendamento e canais digitais ativos em horários estendidos, aos fins de semana e, em muitos casos, 24 horas por dia, sete dias por semana. A emenda permite que acordos e convenções coletivas estabeleçam regimes excepcionais de compensação para setores como o da saúde, mas a reorganização de escalas, o aumento de quadro e o redesenho de turnos tendem a pressionar custos e a gestão de pessoas.
O que muda na prática para o atendimento
Na escala 6×1, o colaborador trabalha seis dias e folga um, o que permite cobrir a semana com um número menor de pessoas. Com duas folgas obrigatórias e jornada mais curta, a mesma cobertura passa a exigir mais profissionais ou novos desenhos de turno. Em uma central de atendimento de uma clínica que funciona todos os dias, cada posição fixa pode demandar contratações adicionais, além de treinamento, supervisão e controle de jornada.
O atendimento ao paciente é uma das áreas mais sensíveis a essa transição. Ligações não atendidas, mensagens de WhatsApp respondidas com atraso e agendamentos perdidos afetam diretamente a experiência do paciente e o faturamento da instituição.
Terceirização como alternativa
Nesse contexto, a terceirização de profissionais de SDR (Sales Development Representative) e BDR (Business Development Representative) para atendimento telefônico, WhatsApp, e-mail e redes sociais ganha espaço entre gestores da saúde. Em vez de contratar, treinar e escalar equipes próprias para cada canal, a instituição transfere essa operação a um parceiro especializado, que assume recrutamento, gestão de jornada, cobertura de folgas e substituições.
Uma das empresas que atuam nesse modelo é a Contact SDR, com sede em Ribeirão Preto (SP) e dez anos de mercado. A empresa mantém operadores dedicados a agendamento de consultas e exames, confirmação de presença, retorno a pacientes, qualificação de contatos vindos de campanhas e atendimento em canais digitais, com registro em CRM e gravação de ligações e mensagens. Segundo a empresa, hoje são atendidos alguns dos mais renomados hospitais e clínicas do Brasil, entre eles a Clínica Civil, vinculada ao ecossistema do HCFMRP-USP, a Unimed e a Help Doctor.
A operação é comandada por Danilo Diniz, líder e fundador da Contact SDR. Com 19 anos de experiência em vendas e prospecção, Diniz acompanha de perto o impacto das mudanças trabalhistas sobre centrais de atendimento. “O paciente não escolhe horário para precisar de atendimento. Com a nova jornada, a clínica que quiser manter o mesmo nível de resposta vai precisar de mais gente ou de um parceiro que já tenha essa estrutura montada”, afirma.
Para o executivo, o ganho vai além da questão das escalas. “Quando o gestor tira do radar a montagem de turnos, a cobertura de folgas e a troca de operadores, sobra tempo para o que é central no negócio: cuidar do paciente”, diz.
Responsabilidades e gestão
A terceirização não elimina obrigações. Os profissionais mantêm vínculo formal com a empresa prestadora, e a contratante deve acompanhar o cumprimento das obrigações trabalhistas do parceiro, conforme a legislação vigente. Para a instituição de saúde, porém, a administração direta das escalas, do controle de jornada, das substituições e dos encargos passa a ser do fornecedor, o que reduz a complexidade operacional em um período de adaptação às novas regras.
Com a transição da Emenda Constitucional 141 já em andamento, a tendência é que hospitais e clínicas revisem, nos próximos meses, a forma como estruturam seus canais de contato com o paciente. Em síntese, o fim da escala 6×1 coloca o atendimento no centro do planejamento das instituições de saúde, e modelos terceirizados de SDR e BDR passam a figurar entre as alternativas para garantir continuidade, previsibilidade e foco na assistência.
Para mais informações, basta acessar https://contactsdr.com.br/terceirizacao-call-center-atendimento/
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