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Atrair e reter talentos? Benefícios para além do clichê

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Atrair e reter talentos. As duas palavras aparecem juntas com tanta frequência, pelo menos nas conversas de RH, que às vezes ficamos com a impressão de que uma caminha de mãos dadas com a outra. A realidade do trabalho não costuma ser tão simples.

O Workmonitor 2026, da Randstad, dá um ponto de partida. O que atrai é o salário, citado por 89% como fator de atração para uma nova vaga. O que faz alguém ficar é outra coisa: o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, apontado por 45% como principal motivo para permanecer na função atual.

A diferença não é acaso. Salário é o que se enxerga de fora, um número que o candidato compara antes de conhecer a empresa. Equilíbrio só se descobre de dentro, e cada pessoa mede com a própria régua. O que atrai é visível; o que retém é vivido.

A receita parece simples: pague bem para atrair, ofereça equilíbrio para reter. É o tipo de conclusão que fecha bem uma apresentação de RH e empurra as decisões difíceis para segunda-feira. Porque na segunda alguém vai ter que dizer quanto é “pagar bem”, em um mercado que não é transparente e numa folha que carrega anos de decisões antigas, onde mudança de patamar não acontece por decreto. E vai ter que dizer o que “equilíbrio” significa naquela empresa, para aquelas pessoas.

E essa pergunta é traiçoeira, porque a resposta não fica parada. Equilíbrio é um alvo móvel.

Um pequeno experimento mental ajuda a entender por quê. Imagine voltar a 2019 e contar ao seu “eu” daquela época que hoje você trabalha de casa duas vezes por semana. Para quem enfrentava horas de trânsito todos os dias, a notícia soaria como presente. Agora faça a mesma proposta a alguém que passou os últimos anos totalmente remoto. Dois dias em casa viram três dias de deslocamento obrigatório, e o presente vira retrocesso. A oferta é idêntica. O que ela vale para cada pessoa, não. E a régua vai continuar se movendo.

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Não quero dizer com isso que equilíbrio não seja fundamental. Ele é, assim como a remuneração justa, o horário decente e as férias que a lei garante. Mas isso é o piso: o que qualquer profissional precisa para ficar de pé. Não é a casa onde o talento se desenvolve. O erro é acreditar que construir o piso encerra o trabalho.

Esse deveria ser o objetivo: construir casas onde o talento se desenvolve. Isso passa por liderança, aprendizado e perspectivas de crescimento. Os benefícios entram numa parte dessa construção: as condições que oferecemos para a pessoa trabalhar e organizar a própria vida. Para acertar nessa parte, precisamos conhecer de verdade quem trabalha conosco. O que essa pessoa precisa, em que contexto, e de que jeito faria sentido oferecer.

Eu começaria por uma pergunta simples: qual dificuldade concreta da vida desse colaborador conseguimos ajudar a resolver? Para um é a empresa pagar o táxi nos dias de chuva em São Paulo (o tal auxílio mobilidade). Para outro é a internet que não deixa a reunião picotada. Para um terceiro a diferença está mesmo na alimentação. O benefício certo é o que encontra uma necessidade real e ela muda de pessoa para pessoa, na mesma equipe, inclusive.

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Um aviso, porque nem tudo é caso de benefício. Se a liderança manda mensagem às onze da noite e espera resposta antes do café, não existe aplicativo de bem-estar que dê conta. O colaborador enxerga a contradição antes do RH. Benefício não compensa rotina ruim; no máximo, disfarça por uns meses. Antes de contratar a solução, vale conferir se o problema não está no jeito como a empresa cobra o trabalho.

Descobrir o que faz diferença exige perguntar e acompanhar. A Pesquisa de Benefícios 2025 da Robert Half mostra o tamanho da distância: 84% dos profissionais gostariam de escolher seus benefícios; só 21% podem. É aí que a flexibilidade ajuda. Não como mais opções distribuídas a esmo, mas como um jeito de acomodar necessidades diferentes dentro do mesmo orçamento e das mesmas regras, com a empresa aprendendo, mês a mês, o que sua gente de fato valoriza.

Pode até ser que na sua empresa o bom e velho vale-refeição baste para todo mundo. Se for o caso, ótimo (e raro). Só vale conferir se essa certeza é mais recente que os tickets de papel. Para todos os outros casos, plataformas de benefícios flexíveis como o PagCorp fazem diferença, desde que a empresa chegue a elas sabendo o que quer resolver e quais escolhas importam para a sua equipe.

Na próxima revisão do pacote, faça o teste, item por item: para quem isso serve e que dificuldade resolve? E se a resposta for “todo mundo oferece”, o que você tem não é uma política de benefícios. É uma lista.



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Fisioterapia ajuda na recuperação após cirurgia de próstata

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O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre homens no Brasil, excluindo os de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta 77.920 novos casos anuais entre 2026 e 2028. Quando a doença avança, a prostatectomia radical pode ser indicada, mas o procedimento pode comprometer o esfíncter urinário e os nervos responsáveis pela ereção, resultando em incontinência e alterações da função sexual.

A fisioterapia pélvica masculina tem como objetivo fortalecer e coordenar os músculos do assoalho pélvico, que controlam a micção. O tratamento inclui exercícios específicos, orientações de hábitos, e, conforme a avaliação, recursos como biofeedback e eletroestimulação. Iniciar a reabilitação antes da cirurgia permite ao paciente aprender a contrair corretamente a musculatura; após a remoção da sonda, a prática é retomada sob liberação do urologista, podendo reduzir perdas involuntárias de urina e acelerar a recuperação da continência, embora os resultados variem entre os indivíduos.

A HP Fisio Group, rede de fisioterapia domiciliar presente nos 26 estados e no Distrito Federal, oferece acompanhamento pós‑cirúrgico individualizado. O modelo de atendimento, realizado em domicílio, adapta o plano terapêutico às necessidades de cada paciente, seja em serviços públicos, clínicas ou em casa, sempre em alinhamento com o urologista responsável.

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Para escolher um profissional, é fundamental considerar formação e experiência específicas em reabilitação pélvica masculina, bem como a integração com a equipe multidisciplinar que pode incluir urologistas, fisioterapeutas e outros especialistas. Sinais como perda de urina ao tossir, necessidade frequente de absorventes, urgência miccional, dor pélvica ou dificuldade de ereção indicam a necessidade de avaliação especializada.

O acompanhamento fisioterapêutico integra o processo de recuperação funcional, contribuindo para a retomada da autonomia e da qualidade de vida. A atenção à saúde masculina deve se estender ao longo do ano, independentemente das campanhas de Novembro Azul, garantindo suporte contínuo aos pacientes submetidos à prostatectomia.



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