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Vereador propõe criação de Centro de Reflexão e Responsabilização para agressores de violência doméstica

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O vereador Wanderley Paulo (Progressistas), apresentou a Indicação nº 161/2025, solicitando a criação de um Centro de Reflexão e Responsabilização voltado para homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher. A proposta visa enfrentar o problema da violência de gênero por meio de estratégias de políticas e intervenções sociais diretas, incluindo o agressor no debate como parte fundamental para romper o ciclo de violência.

A violência contra a mulher é um fenômeno social enraizado em teorias machistas e persiste há séculos. No Brasil, a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, foi um marco ao criminalizar a violência doméstica e familiar, garantindo maior proteção às vítimas. No entanto, o vereador argumenta que é necessário ir além da punição, investindo em medidas que promovam a reeducação e a responsabilização dos agressores.

A proposta do Centro de Reflexão e Responsabilização está alinhada com a Lei Federal nº 13.984/2020, que incluiu na Lei Maria da Penha a previsão de encaminhamento do agressor a programas de educação, reabilitação e acompanhamento psicossocial. O centro teria como objetivo integrar, em um único local, serviços que promovam a reflexão e a responsabilização dos homens, além de oferecer atendimento psicossocial individual e em grupo, suporte médico especializado, encaminhamento para educação formal e técnica, inserção no mercado de trabalho, tratamento para dependência química e orientação jurídica básica.

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O vereador destacou que o centro poderá receber homens que busquem ajuda espontaneamente ou que sejam encaminhados pelo Poder Judiciário, de forma compulsória ou como sugestão. Além disso, a iniciativa visa abordar fatores interseccionais, como raça e vulnerabilidade social, e promover a construção de paradigmas masculinos e relacionais livres de violência.

Wanderley Paulo enfatizou a importância de o Poder Público atuar na prevenção, fortalecendo fatores de proteção social e reduzindo os riscos de violência contra a mulher. “A violência doméstica é um problema multidimensional, e só será possível combatê-la de forma efetiva com a coordenação de profissionais e instituições”, afirmou.

Fonte: Câmara Municipal de Sorriso – MT

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Casos de perturbação de sossego têm leve queda em março

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Caixa de som potente e você tem certeza de que todo mundo ama a mesma música que você tá ouvindo! Volume no talo, afinal, ainda não são 22 horas. Tudo certo, então, confere? Não. Tá tudo errado e pessoas com este tipo de conduta são fortes candidatos a receberem uma visita da Guarda Municipal de Trânsito (GMT), junto com representantes da Polícia Militar (PM) e do Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF).

“Há uma cultura estabelecida que é possível manter o som alto até as 22 horas e isso é totalmente equivocado”, explica o coordenador da GMT, Márcio Pires. Neste ano, até agora, já foram registrados 528 atendimentos a denúncias de perturbação do sossego. Janeiro foi o recordista de ocorrências, com 193 registros, sendo 179 em residências e 14 em empresas.

Já nos 28 dias de fevereiro, foram registradas 158 ocorrências, sendo 141 em residências e 17 em empresas. Em março, com 31 dias, a GMT registrou uma leve redução: 145 ocorrências, sendo 140 em residências e cinco em empresas.

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O trabalho da GM é integrado ao da Polícia Militar (PM) e ao do Núcleo Integrado de Fiscalização (NIF) e tem como meta não apenas agir de maneira corretiva, mas principalmente educativa. “A perturbação do sossego pode ser tratada como crime ambiental, quando auferido por equipamento, mas também podemos atender com o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO)”, destacou, ainda na semana passada, o comandante do 12.º Batalhão da Polícia Militar de Sorriso, tenente-coronel Jorge Almeida, complementando que os aparelhos de som são recolhidos e os casos seguem para tramitação como processo judicial.

Secretário de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), Nerci Adriano Denardi lembrou que não é preciso que o som seja de “tremer as paredes” para que seja configurada a perturbação do sossego, nem mesmo há um horário permitido para que o barulho esteja “lá nas alturas”. Ou seja: o som passou dos limites do muro e pode ser ouvido pelos vizinhos, mesmo que seja pela manhã, por exemplo? Já é perturbação do sossego. Nestes casos, a orientação é acionar a GMT pelo 66 99668-2034.

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