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Vila Operária completa 70 anos e entrega o 1º prefeito rondonopolitano

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A região mais populosa de Rondonópolis está em festa. A Vila Operária, que se figura como o primeiro bairro criado na cidade, completa nesta sexta-feira (25) seus 70 anos de fundação. Antes essencialmente residencial, cada vez mais a região vem se desenvolvendo nos setores de prestação de serviços e comércio. Como fonte das mais diversas personalidades do município, a Vila Operária é responsável por proporcionar agora o primeiro prefeito eleito genuinamente rondonopolitano: Cláudio Ferreira, nascido no bairro.

A Vila Operária foi fundada em 25 de abril de 1955, logo após a emancipação político-administrativa de Rondonópolis. Foi criada pelo primeiro prefeito eleito de Rondonópolis, Daniel Martins de Moura, que queria replicar uma tendência vivenciada em grandes centros urbanos de aproximar o local de moradia dos trabalhadores do setor fabril. O foco inicial de atrair várias indústrias para a região não se concretizou, mas, por sua vez, atraiu grande leva de moradores ao longo das décadas.

Diante da situação de grande carência urbana, o padre Lothar Bauchrowitz foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de Vila Operária, ajudando na efetivação de importantes melhorias sociais e de infraestrutura do bairro. Nascido em 1938, na Alemanha, ele foi apresentado à comunidade da Vila Operária pelo então bispo Dom Vunibaldo em 15 de agosto de 1964. Inicialmente, ainda morava na casa do bispo Dom Vunibaldo e ia de bicicleta até a Vila Operária, atendendo também as comunidades vizinhas.

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A Lei Estadual n.º 3.766, de 30 de junho de 1976, criou o distrito de Vila Operária, sendo este anexado ao município de Rondonópolis. Hoje o distrito abrange dezenas de bairros, tendo uma população superior a um grande número de municípios de Mato Grosso. Os dados do Censo 2022 mostram que o distrito da Vila Operária, com 46.272 habitantes em Rondonópolis, tem população superior que a de 128 municípios de Mato Grosso.

De acordo com o filho ilustre, no caso o prefeito Cláudio Ferreira, também nascido de rondonopolitanos, tendo como pais Aloísio e Moiselina, é uma grande honra ter nascido em Vila Operária. Da mesma forma, ele aponta que grande parte da população rondonopolitana também é filha de pessoas nascidas em Vila Operária. “A contribuição da Vila Operária foi e continua sendo muito importante para o desenvolvimento de Rondonópolis”, atesta.

Prefeito Cláudio Ferreira: “Eu amo a Vila Operária! Ter nascido em Vila Operária e enfrentado dificuldades me fizeram mais forte”

Cláudio Ferreira considerou à reportagem que o fato de ser o primeiro prefeito de Rondonópolis nascido na própria cidade se trata de um fenômeno tardio, considerando os 71 anos do município. “Contudo, há tempo para todas as coisas. O tempo, a inteligência popular e a providência divina se encarregaram de entregar ao povo rondonopolitano o seu primeiro prefeito rondonopolitano da gema. Me sinto privilegiado por isso”, avaliou.

Como muitas das pessoas que nasceram em Vila Operária, o atual prefeito lembra que também enfrentou muitas dificuldades na vida. “Mas isso nunca foi algo que me desestimulou, nunca deixei de falar que nasci em Vila Operária. Eu amo a Vila Operária! Ter nascido em Vila Operária e enfrentado dificuldades me fizeram mais forte”, externou.

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Nesse contexto, Cláudio Ferreira destacou que não importa onde a pessoa tenha nascido, mas sim seu propósito e determinação para superar as adversidades. “O talento não escolhe lugar para nascer. Não importa se a pessoa nasceu na Vila Operária, na Vila Olinda, no Pedra 90, no Centro, na Vila Aurora ou no Village do Cerrado. O importante é ter propósito, estar realmente disposto a enfrentar as adversidades. Ainda tenho que mostrar a que vim como prefeito, tenho muito a fazer, mas vou me esforçar para deixar um grande legado e ser um exemplo para meus pares!”, deixou como mensagem.

COMEMORAÇÃO

Em alusão ao aniversário de Vila Operária, a Prefeitura de Rondonópolis, através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e da Secretaria de Promoção e Assistência Social, fará nesta sexta-feira um evento comemorativo voltado a toda comunidade na Praça Bom Jesus, região central do distrito. As atividades começam às 13h30 com baile dos idosos, apresentações e atividades culturais e distribuição de bolo, pipoca, picolé e algodão-doce.

Registro antigo mostra o começo da formação da Vila Operária – Reprodução

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Número de atividades dispensadas de alvarás ou licenças mais que dobra em Rondonópolis

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O novo decreto municipal, publicado nesta semana pelo prefeito Cláudio Ferreira, que regulamentou a classificação de risco das atividades econômicas em Rondonópolis, com base na Lei da Liberdade Econômica, vem facilitar o licenciamento e a liberação de funcionamento das empresas em âmbito local.

Conforme o decreto, o número de atividades econômicas classificadas de baixo risco (Risco I) passa de 216 para 504 em Rondonópolis. São atividades que poderão iniciar o funcionamento após o registro empresarial, o deferimento da viabilidade de localização e a realização do cadastro fiscal municipal, sem necessidade de obtenção prévia de alvarás ou licenças de funcionamento.

A secretária municipal de Fazenda, Rane Curto, avalia que a ampliação das atividades classificadas como de baixo risco, alinhada ao decreto municipal nº 13.463, de 03 de julho de 2026, representa um avanço importante para o ambiente de negócios em Rondonópolis.

“Ao reduzir a burocracia para atividades que apresentam baixo potencial de risco à saúde, ao meio ambiente e à segurança, o Município cria condições para que pequenos empreendedores iniciem ou ampliem seus negócios com mais rapidez e menor custo, sem abrir mão da responsabilidade e da fiscalização quando necessárias”, ressalta.

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As atividades classificadas como de baixo risco e dispensadas de atos públicos prévios de liberação não precisam obter posteriormente um alvará de funcionamento. A dispensa permanece válida enquanto forem mantidas as atividades, as características e as condições que fundamentaram o enquadramento como baixo risco.

Entretanto, Rane Curto observa que essa dispensa não significa ausência de fiscalização. A empresa continua obrigada a cumprir a legislação sanitária, ambiental, urbanística, tributária e de segurança aplicável; a permitir a fiscalização posterior pelos órgãos competentes; e devendo solicitar licenciamento ou alvará caso altere sua atividade para uma classificação de médio ou alto risco, ou deixe de atender aos requisitos legais.

Vale informar ainda que, com a lei nº 14.925, de 09 de julho de 2026, sancionada pelo prefeito e publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14), as atividades classificadas como de médio risco (Risco II) passam a ter um aumento de prazo para resolverem a burocracia e obterem o licenciamento definitivo. Nesse caso, o prazo de vigência do Alvará de Localização e Funcionamento Provisório foi ampliado de 60 dias para 180 dias.

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