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Prefeitura intensifica ações para conter casos de dengue e chikungunya

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Rondonópolis terá intensificação nas ações para o enfrentamento da dengue e chikungunya. As medidas foram anunciadas na tarde de sexta-feira (24) pela secretária de Saúde do município, Tânia Balbinotti, entre elas está a abertura de uma nova Policlínica, organização dos PSFs e ESFs para atendimento dos doentes e formação de parcerias para realização de campanhas de conscientização da população para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Ela declarou ainda que os dados estão sendo avaliados e que não está descartada a possibilidade do município decretar estado de calamidade.

As ações foram a comunicadas à imprensa durante uma entrevista coletiva na Câmara de Vereadores com a presença do presidente do Legislativo Paulo Schuh, da Comissão de Saúde da Casa e demais vereadores.

O crescente número de casos de dengue e chikungunya tem superlotado a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) que tem registrado atendimento em média de 50% a 60% acima da sua capacidade. Como forma de melhorar o atendimento aos doentes, as unidades que possuem terceiro turno passarão a receber medicamentos para tratar das doenças virais, assim como todas as unidades de saúde. Tânia também anunciou a abertura de uma Policlínica em caráter de urgência onde funciona hoje a Farmácia Central.

Para informar a população sobre os sintomas, diagnóstico e tratamento da doença, a Secretaria Municipal de Saúde fará uma palestra aberta com um epidemiologista para que a população possa participar e tirar dúvidas, inclusive sobre os remédios usados no tratamento das doenças.

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A secretária afirmou que embora neste ano tenham sido oficialmente registrados 376 casos de chikungunya, frente aos 703 registrados em todo ano de 2024, o número deve ser bem maior que os que foram registrados no sistema do Ministério da Saúde. Segundo ela, houve uma explosão de casos desta arbovirose em janeiro devido ao ambiente propício para a proliferação do mosquito: um clima quente e úmido por conta da maior quantidade de chuvas no período.
Para que haja redução dos índices da doença, a atuação deve ser no controle das larvas, com a eliminação dos focos aonde as fêmeas colocam os ovos. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, cada fêmea coloca em média 200 ovos e a proliferação do mosquito neste ano está ocorrendo em maior quantidade, sendo que os locais com mosquitos vetores do vírus são as residências. “O que o mosquito quer é calor, umidade e gente”, afirmou a secretária.

Atualmente, a saúde conta com 127 agentes que atuam em campo no controle de larvas e 19 na nebulização com bombas costais. Desde o início deste ano, já foram vistoriados 7.400 imóveis e há monitoramento em 158 pontos considerados estratégicos. Mesmo assim, o trabalho está sendo insuficiente para conter o crescimento principalmente da chikungunya, que acarreta dores nas articulações, além da febre e do mal estar.

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“A cidade está muito quieta, queremos movimentar tudo com um grande mutirão de limpeza para a eliminação desses criadouros, retirada de lixo e entulho dos quintais, limpeza de terrenos baldios e tirar das empresas os objetos com água parada. Para isso, cada um precisa começar no local em que mora ou onde trabalha. A prefeitura começou a limpar os terrenos dos órgãos públicos, mas também precisamos da participação de todos para contermos essas doenças”, solicitou Tânia.

A secretária informou que já está em contato com o Exército para formalizar uma parceria e que solicitará também a contribuição de associações, entidades de classe, clubes e de empresas para elaboração de ações e campanhas para atingir o maior número de pessoas. A adesão da Câmara Municipal foi informada de imediato, com a inserção de uma campanha publicitária para auxiliar no enfrentamento às doenças.

Notificações

O controle de endemias no município em relação ao Aedes Aegypti ocorre a partir da notificação do doente. Frente ao registro realizado pelo médico ou enfermeiro das unidades de atendimento, consultórios e hospitais (públicos e privados) ocorre a ação do agente de endemia com o trabalho in loco em nove quadras a partir do endereço da notificação. Daí a importância do preenchimento correto dos dados e envio à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Número de atividades dispensadas de alvarás ou licenças mais que dobra em Rondonópolis

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O novo decreto municipal, publicado nesta semana pelo prefeito Cláudio Ferreira, que regulamentou a classificação de risco das atividades econômicas em Rondonópolis, com base na Lei da Liberdade Econômica, vem facilitar o licenciamento e a liberação de funcionamento das empresas em âmbito local.

Conforme o decreto, o número de atividades econômicas classificadas de baixo risco (Risco I) passa de 216 para 504 em Rondonópolis. São atividades que poderão iniciar o funcionamento após o registro empresarial, o deferimento da viabilidade de localização e a realização do cadastro fiscal municipal, sem necessidade de obtenção prévia de alvarás ou licenças de funcionamento.

A secretária municipal de Fazenda, Rane Curto, avalia que a ampliação das atividades classificadas como de baixo risco, alinhada ao decreto municipal nº 13.463, de 03 de julho de 2026, representa um avanço importante para o ambiente de negócios em Rondonópolis.

“Ao reduzir a burocracia para atividades que apresentam baixo potencial de risco à saúde, ao meio ambiente e à segurança, o Município cria condições para que pequenos empreendedores iniciem ou ampliem seus negócios com mais rapidez e menor custo, sem abrir mão da responsabilidade e da fiscalização quando necessárias”, ressalta.

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As atividades classificadas como de baixo risco e dispensadas de atos públicos prévios de liberação não precisam obter posteriormente um alvará de funcionamento. A dispensa permanece válida enquanto forem mantidas as atividades, as características e as condições que fundamentaram o enquadramento como baixo risco.

Entretanto, Rane Curto observa que essa dispensa não significa ausência de fiscalização. A empresa continua obrigada a cumprir a legislação sanitária, ambiental, urbanística, tributária e de segurança aplicável; a permitir a fiscalização posterior pelos órgãos competentes; e devendo solicitar licenciamento ou alvará caso altere sua atividade para uma classificação de médio ou alto risco, ou deixe de atender aos requisitos legais.

Vale informar ainda que, com a lei nº 14.925, de 09 de julho de 2026, sancionada pelo prefeito e publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14), as atividades classificadas como de médio risco (Risco II) passam a ter um aumento de prazo para resolverem a burocracia e obterem o licenciamento definitivo. Nesse caso, o prazo de vigência do Alvará de Localização e Funcionamento Provisório foi ampliado de 60 dias para 180 dias.

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