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Município de Rondonópolis se prepara para previsão de seca extrema e altas temperaturas

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A previsão de incidência do fenômeno Super El Niño, que deve elevar consideravelmente as temperaturas no segundo semestre de 2026, já começa a gerar mobilização no poder público em Rondonópolis. Diante dos comunicados recebidos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) informou que tem atuado na tomada de decisões no início do ano para que o município possa sofrer o mínimo possível com essa situação alertada nos próximos meses.

O Boletim de Risco de Fogo, elaborado pela consultoria GMG Ambiental, por exemplo, apontou que as altas temperaturas previstas devem elevar os focos de calor na região em que Rondonópolis está inserido em até 80%, colocando em alerta máximo biomas como a Amazônia Legal, o Cerrado e o Pantanal. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Álvaro Fachim, uma das ações com vistas a esse cenário em âmbito local é o trabalho de limpeza e abertura de aceiros em áreas com histórico de queimadas.

Outra ação com vistas a reduzir os espaços propensos a propagação de fogo é o trabalho de recolhimento de resíduos em pontos irregulares, seguindo uma determinação do prefeito Cláudio Ferreira. O secretário informa que Rondonópolis possui mais de 20 bolsões de lixo, altamente propensos a proliferação de fogo, que estão sendo regularmente triados e limpos. Nesse contexto, o Município também tem reforçado a fiscalização para evitar o descarte irregular de resíduos.

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Com vistas a esse período de estiagem, Álvaro diz ainda que o Comitê de Combate ao Fogo já iniciou seus trabalhos em Rondonópolis e deve promover novas reuniões para detalhar as estratégias de enfrentamento às queimadas, em parceria com diversos órgãos. De antemão, ele diz que a convocação de brigadistas está sendo feita e que caminhões-pipas já estão disponíveis.

Além do poder público fazer sua parte, o secretário faz o pedido para que a população da cidade contribua diante dessa perspectiva, ajudando a prevenir focos de fogo, com limpeza de seus terrenos e evitando o descarte irregular de lixo. A intenção, segundo ele, é trabalhar para se aproximar do feito obtido em 2025, quando Rondonópolis teve uma redução de 87,05% de queimadas em relação a 2024.

Marcos Miraglia

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Ateliê Livre de Artes transforma vidas através do fazer criativo

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Ferramenta que
ultrapassa o mero deleite estético, a arte é capaz de tocar almas e
transformar vidas. Nesse sentido, o Ateliê Livre de Artes, que
acontece no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) do
Bairro Alfredo de Castro, com turmas que abarcam beneficiários de
seis a 17 anos, tanto no turno matutino quanto no vespertino, é
estruturado sobre dois eixos. “Usamos duas linguagens, que são as
artes plásticas e o teatro, para realizarmos as atividades com as
crianças e os adolescentes”, explica o arte-educador Edilson
Pereira, que conduz o processo criativo desses grupos. 


Como
facilitador, ao desenvolver o trabalho com os usuários do espaço
que integram as turmas do Ateliê Livre de Artes, o profissional
enfatiza a importância da técnica, das regras e da rotina para que
eles automatizem práticas que impulsionem seu potencial de ação
para realizar atividades e atingir objetivos.


Ser imperativo
não é ser autoritário. Com essa máxima, Edilson instrui os miúdos
e os maiores, já adolescentes, que frequentam as aulas, construindo
um relacionamento de confiança entre ele, instrutor, e os educandos,
proporcionando segurança e orientação. “O ritual é processo
disciplinante para a vida. Então, por meio da repetição, as
crianças aprendem e são preparadas para as obrigações que terão
que assumir quando mais velhas. Porque, no futuro, quando adultas,
elas vão ter horários, precisarão de independência para decidir e
vão ter que assumir funções e realizar tarefas. E, ao conduzir
essa sistemática, o professor é líder, ele supervisiona e dá
diretrizes, pois o grupo está sob sua responsabilidade. Isso não
tem nada a ver com imposição, mas com guiar para que os alunos se
descubram e se expressem”, observa o mestre.


Criatividade,
espontaneidade, boa convivência, saúde mental e emocional,
respeito, limites, autoconhecimento, superação, autonomia e
sensibilidade são algumas capacidades despertadas e aprimoradas
pelas práticas do Ateliê Livre de Artes. Empatia e socialização
são outras características aperfeiçoadas durante a produção dos
trabalhos pelos participantes, sempre visando a formação e
fortificação de vínculos.

“Construí
um método em cima da variedade de possibilidades que temos, ou seja,
a partir do que é possível. É possível, por exemplo, um aluno
sentar sobre um painel e produzir algo. Então, elaborei mecanismos
utilizando o ritual, pois ritual gera padrão de comportamento que
leva a resultados”, reitera o arte-educador sobre a importância do
rito, e continua: “Estimulo o desenho livre e o contorno para que o
aluno amadureça o traçado. Também com essa ritualística utilizo
como plano das aulas o aquecimento, a brincadeira, o lúdico”.

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Coletividade é
outro ponto forte das lições de artes regidas por Edilson. “Há,
sim, o ganho técnico em que os integrantes das turmas aprendem a
pegar o pincel, a misturar e compor com a tinta e a criar. Mas também
temos o coletivo, em que cada um ocupa seu papel, tem seu momento e
encontra suas melhores aptidões. E, também, no âmbito psíquico e
afetivo, incentivamos a autoconfiança, o protagonismo e a
socialização. Vemos aqueles que têm mais facilidade para pintar,
outros são melhores ao encenar e, ao fazerem por si e perceberem que
conseguem, recebem um reforço na autoestima. Assim, a turma se
ajusta entre si respeitando as idiossincrasias de cada um”,
assinala o educador.


BENEFÍCIOS
TRANSCENDENTES 

Para a coordenadora do Cras Alfredo de Castro,
Sueli Bonfim, a arte é um meio de se aproximar da estrutura psíquica
e socioemocional não apenas dos pequenos, mas, de forma geral, dos
assistidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos
(SCFV) a fim de estreitar ligações familiares e comunitárias. 


“O trabalho
do SCFV é fortalecer vínculos e lidar com o emocional dessas
crianças. A arte é um instrumento
não necessariamente para formar artistas, mas para criar e
fortificar vínculos. É um meio de acessar crianças, adolescentes,
idosos, enfim, o usuário do espaço e dos serviços do Cras. Se
despertar o artista que há neles, tudo bem. Se não, também está
tudo certo. O objetivo vai além”, considera ela sobre a amplitude
e complexidade das atividades realizadas e dos potenciais que são
despertados através do processo artístico.


Sueli também ressalta a importância
do equilíbrio nos estímulos ofertados por quem está à frente,
dirigindo e liderando o grupo. Dessa forma, a coordenadora comenta as
atividades executadas com as turmas pelo arte-educador: “Lançando
mão da arte-educação, Edilson percebe os participantes das
práticas e usa o processo artístico para estreitar laços, buscando
dosar a afetividade e a firmeza para que os usuários sejam bem
conduzidos. Não se pode esquecer que o aprendiz não deve ser
desvinculado da criança. Ambos estão na mesma pessoa”.



EXCELÊNCIA NO DESEMPENHO 

À
medida em que sua filha, Vitoria Valentina Rodrigues Faustino, de
nove anos, frequentava as práticas de arte-educação do Cras
Alfredo de Castro, Silmara Rodrigues Jesus notava a mudança não
apenas em seu comportamento, mas também na sua performance escolar.
“A Vitoria tem muita energia, aquela energia infantil, sabe? Então,
com a arte-educação que o Cras oferece, ela tem atividades para
colocar seu foco e treinar suas qualidades. Já está há um ano e
meio participando dessas aulas, mas, antes, na Vila Operária, ela
também integrou as turmas de artes desde os seis anos. Do momento em
que a Vitoria começou a fazer as oficinas até hoje, percebi que sua
concentração melhorou e, na escola, ela apresentou maior facilidade
em aprender”, compartilha Silmara, que leva a menina ao Cras e a
aguarda, acompanhando-a enquanto ela executa as dinâmicas propostas
pelo Serviço de Convivência.

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Animada, a
garota confirma o relato da mãe: “Eu adoro os dois, tanto o teatro
quanto a pintura. É bom para sair de casa e fazer amigos. Sinto-me
livre enquanto realizo as atividades. Posso criar o desenho que quero
nas aulas de artes visuais e gosto muito de sentir a textura da tinta
e ver como a cor fica quando colocamos na tela”. Vitoria ainda
destaca o prazer que as cênicas lhe proporcionam: “Eu amo o
teatro. Tem umas falas engraçadas e eu fico imaginando que sou uma
personagem da história. Eu adoro o Cras e me sinto feliz com as
aulas”.


O desabrochar do talento da jovem
também é percebido pela mãe fora do Centro de Referência. “A
Vitoria aprende nas aulas e representa em casa. Ela decora tudo e
curte bastante o teatro”, descreve Silmara. A mãe ainda reflete:
“Essas práticas são tão boas e minha filha se desenvolveu tanto
depois que passou a experimentá-las, que deveriam ser
disponibilizadas outras linguagens artísticas. Afinal, essas
atividades tiram as crianças da ociosidade e das telas do celular,
além de entretê-las e estimularem seu progresso”.


Vitória aproveita a ocasião para
dividir um sonho: “Eu fico treinando as falas em casa e imaginando
que estamos representando, na esperança de que, um dia, vamos
apresentar a história para uma plateia assistir”.


COMO PARTICIPAR 

Quem desejar
integrar uma turma do Ateliê Livre de Artes deve estar inscrito no
Cadastro Único (CadÚnico). As inscrições podem ser feitas no
próprio Cras, bastando apresentar RG ou CPF e documentos dos filhos,
além do atestado de frequência escolar das crianças e comprovante
de endereço.


Dúvidas podem ser sanadas pelos
telefones 9 9720-4361 ou 9 9615-2620.
Localizado na Rua
Projetada s/n, o Cras Alfredo de Castro está aberto ao público de
segunda a quinta-feira, das 7h às 17h.













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