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Creas se reúne com instituições parceiras para definir ações para 2024 em prol de mulheres vítimas de violência doméstica

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Ofertando um serviço de apoio, orientação e acompanhamento a mulheres em situação de violação de direitos, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) se reuniu, na última sexta-feira (19), na própria unidade, com os policiais da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar (PM), as psicólogas do Ambulatório de Vigilância às Vítimas de Violência Doméstica (Ambulatório Viva), além do coordenador do Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o psicólogo Douglas Vargas, para, juntos, definirem as diretrizes que vão nortear os trabalhos dentro da Rede de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica neste ano. No encontro, foram estruturados o fluxograma e a integração do trabalho dessas equipes e, ainda, apresentados estudos de casos com o intuito de aprimorar o atendimento ofertado às vítimas.

Baseado em diversos eixos, como atenção e orientação direcionada à promoção de direitos, preservação de vínculos familiares, comunitários e sociais para o fortalecimento da função protetiva das famílias frente ao conjunto de condições que vulnerabilizam as vítimas de violência doméstica e as submetem a situações de risco pessoal e social, o serviço realizado pelo Creas articula-se com as atividades e atenções prestadas às famílias nos demais serviços socioassistenciais, nas diversas políticas públicas e com os diversos órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.

“Desde 2020, todas as medidas protetivas são encaminhadas ao Creas. Só para se ter ideia do panorama atual, em 2023 foram atendidas na unidade 561 vítimas de violência doméstica”, informa a coordenadora do Creas, a assistente social e psicopedagoga Mônica Gomes. Ela descreve como se dá o acolhimento dessa mulher: “Ao recepcionarmos a vítima, fazemos, inicialmente, um pré-atendimento com o recebimento do encaminhamento e do contato telefônico para agendarmos o atendimento. Em seguida, ocorre a acolhida, quando temos o contato inicial com escuta sensível, estabelecimento de vínculo e apresentação do serviço. Identificamos as demandas e avaliamos as necessidades de acompanhamento”.

Na sequência, Mônica conta que ocorrem os contatos com os atores da rede por meio de ligações, ofícios e encaminhamentos. “Uma das principais atividades que prestamos é o atendimento psicológico através do Ambulatório Viva e de outros órgãos da Saúde, como o Centro de Atenção Psicossocial e as unidades de saúde e, ainda, por meio das equipes de atenção básica e do Ambulatório de Saúde Mental, dos Centros de Referência e Assistência Social, da Defensoria Pública e do Sistema Nacional de Emprego, entre outras inserções no mercado de trabalho”, relata a coordenadora sobre a soma de forças para apoiar a mulher, citando os Caps, Cras e Sine.

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VIOLÊNCIAS VARIADAS

Caracterizada não apenas por agressões físicas, mas também pela violência simbólica, o leque de ataques que podem ser perpetrados no âmbito das agressões contra a mulher é vasto, de acordo com assistente social: “Há vários tipos de violência além da física. A Lei Maria da Penha, no capítulo II, artigo 7º, incisos de I a V, especifica as violências psicológica, moral, sexual e patrimonial. Inclusive, todas essas formas de violência recebem acolhimento no Creas e devem ser denunciadas”. Surras e murros são apenas algumas de suas expressões. No entanto, gritos, palavrões, xingamentos e arremessos de objetos tipificam a agressão contra a mulher, conforme Mônica.

Constrangimentos, humilhações, chantagens, insultos, ridicularização, gaslighting – que é a distorção e omissão de fatos a fim de deixar a pessoa com dúvida sobre sua memória e sanidade –, manipulações, manifestações de juízos morais sobre a conduta individual, desvalorização do modo de se vestir e críticas mentirosas são algumas práticas adotadas pelo agressor. Ma a lista é extensa, como detalha a psicopedagoga: “Ameaças, torturas, sacudidas, apertos, estrangulamentos, espancamentos, estupro, exigência de ato sexual que cause desconforto ou repulsa, assim como de realização de aborto são outras atitudes emblemáticas da violência contra a mulher”.

E tem mais. Retirada ou danos propositais a objetos da mulher ou coisas de que ela goste, estelionato, controle do dinheiro, inadimplência de pensão alimentícia, destruição de documentos pessoais, furto e extorsão são outras entre as inúmeras maneiras utilizadas pelo agressor para vilipendiar a vítima causando prejuízos psicológicos, emocionais e sociais a ela. “Com esses abusos, as mulheres, ao chegarem ao Creas, se encontram fragilizadas, com medo, machucadas, enfim, com seus direitos violados. É importante ressaltarmos que todos esses tipos de violência podem ser denunciadas e recebem acolhimento no Creas. E que não existe um perfil de vítima. Qualquer mulher, independente de características físicas ou classe social, pode ser alvo desse tipo de violência. E o Creas recebe e presta apoio com seus serviços a todas elas”, pontua a coordenadora.

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Pedir desculpas, de acordo com a assistente social, é mais uma estratégia adotada pelo agressor para reincidir nos atos violentos, ludibriando a vítima que, ao dar mais uma chance de aproximação, permite que os danos se repitam. Assim, ele estabelece com a mulher o ciclo da violência, impedindo que ela se liberte do seu raio de ação.

PROTEÇÃO

Essas condutas perversas não são exclusivas do companheiro da mulher. “Recebemos medidas protetivas de vítimas que sofrem violência dos filhos, irmãos, tios, pai. Vale ressaltar que idosas também têm sofrido violência doméstica e, na maioria das vezes, cometida pelos próprios filhos”, relata Mônica. A assistente social ainda enfatiza que as ofensivas podem ocorrer em qualquer lugar, e não apenas em casa, mas em faculdades, no ambiente de trabalho e em outros locais públicos: “A violência vai onde o agressor for. Está junto dele, infelizmente. Então, a segurança da vítima é ter o agressor distante dela. Por isso a medida protetiva é de extrema importância, já que é ela que vai proteger a mulher e impedir a presença dele”.

Ao participar das práticas disponibilizadas pelo Creas, segundo Mônica, as usuárias conseguem preservar ou, se foi muito ultrajada, recuperar sua autonomia, romper padrões violadores de direitos no interior da família, reparar danos decorrentes dos abusos sofridos e prevenir o retorno das transgressões contra si. Assim, ela indica que, diante de alguma violência, a mulher denuncie e requeira a medida protetiva.

“Para denunciar é preciso se dirigir à Delegacia da Mulher ou ligar para o 180”, orienta a psicopedagoga sobre a Central de Atendimento à Mulher para a qual a vítima pode telefonar independente do horário, já que funciona ininterruptamente por 24 horas. Ela ainda discorre: “Não é apenas a vítima quem pode denunciar. Pessoas que tenham ciência da agressão também podem fazer a denúncia, tanto na delegacia quanto no Disque 180. Basta que narre o que sabe. O anonimato é garantido ao denunciante. Já a medida protetiva deve ser solicitada exclusivamente pela mulher”.

Fonte: Prefeitura de Rondonópolis – MT

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Praças e áreas de lazer de Rondonópolis recebem ação da Prefeitura com foco na iluminação pública

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Diversas praças e áreas de lazer de Rondonópolis vêm recebendo atenção com o trabalho de manutenção e revitalização da iluminação pública feito pela Prefeitura, que vem seguindo um cronograma e pretende contemplar toda a cidade.

Somente em 2026, o Município, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, já atendeu na parte elétrica 26 praças e áreas de lazer nos mais diversos bairros de Rondonópolis, além do projeto especial de reforma da Praça da Saudade, que teve a modernização de todo o sistema de iluminação pública.

A Praça da Saudade, na região central da cidade, sofria, até então, com o medo e a insegurança advindos da escuridão do espaço.  Com a revitalização da iluminação pública, a Praça da Saudade voltou a atrair os moradores no período noturno. São adultos fazendo caminhada, famílias com crianças brincando e muitas pessoas fazendo uso das quadras de esportes.

O secretário municipal de Infraestrutura, Lucas Luz, observa que, da mesma forma, a gestão tem encontrado situações bem críticas nas praças e espaços de lazer, com problemas advindos especialmente por vandalismo e furtos. Em muitos casos, existe até o gasto com retrabalho dos serviços diante da reincidência dos furtos poucos dias após a manutenção.

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Nos serviços da Prefeitura, esses espaços recebem, além dos reparos e trocas necessárias, novos projetores, luminárias e lâmpadas de led, ou até a instalação de postes dependendo do caso, garantido mais segurança e melhor uso à população no período da noite.

“O resultado logo aparece. Se não tem iluminação, as pessoas não conseguem frequentar os espaços de lazer à noite. Com a iluminação e revitalização, as pessoas passam a usar novamente esses espaços públicos, impactando também no entorno, com atração de investimentos”, avalia o secretário.

O trabalho segue e vai contemplar as demais praças e espaços de lazer com problemas elétricos e de iluminação.

 

Foto – Marcos Miraglia

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Algumas praças e áreas de lazer atendidas em 2026

Jardim Atlântico, Boa Vista, Conjunto São José, Jd. Belo Horizonte, José Sobrinho, Casario, Paulista, Jd. Eldorado, Jd. Reis, Colina Verde, Jd. Morumbi, Vila Cardoso, Vila Operária, Parque Real, Santa Clara, Cidade Natal, Coophalis, Coopharondon, Vila São José, Coophalis, Jd. Atlântico, Granville, Sítio Farias e Centro B.

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