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Prefeitura de Diamantino alerta à comunidade sobre risco de surto de Chikungunya no município

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Já nas primeiras semanas de janeiro, a Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, identificou através de relatórios do Levantamento de Índice do Aedes Aegypti (LIRAa) realizado no mês de outubro de 2024, um aumento significativo nos casos de Chikungunya, apontando risco médio de contaminação.

A chikungunya é uma doença viral, transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, mesmo responsável pela transmissão de Dengue e Zika.

Com dados registrados pela Vigilância Ambiental de Diamantino, entre os dias 29/12/2024 a 10/01/2025, o número de cidadãos notificados ultrapassa 30 e o número de casos confirmados chega a 12.

Segundo a Secretária Municipal de Saúde, Leda Villaça, o aumento dos casos de Chikungunya no município é motivo de alerta, por isso as medidas de controle serão intensificadas pela Prefeitura.

“Reforçamos que a colaboração de todos é essencial para conter o avanço da doença. O controle da proliferação do mosquito transmissor é uma ação individual e coletiva. Precisamos da ajuda de cada cidadão para eliminar os focos do mosquito e evitar a propagação da doença em nossa cidade”, afirmou a gestora da pasta.

As equipes da Prefeitura realizarão eliminação de criadouros, combate aos focos do mosquito nos quintais, bloqueio, além de campanhas de conscientização para a população, principalmente para descarte correto do lixo doméstico.

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Os munícipes também são orientados a procurar ajuda médica nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) imediatamente ao apresentar sintomas suspeitos.

O que é Chikungunya?

De acordo com o Ministério da Saúde, a Chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV). Seu nome deriva de uma palavra em Makonde, cujo significado é “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada das pessoas que sofrem de artralgia, característica da doença.

Como a doença é transmitida?

A Chikungunya é transmitida pela picada do mosquito infectado da espécie Aedes aegypti, responsável também pela transmissão de doenças como dengue e zika.

O mosquito costuma proliferar-se em ambientes com água parada, geralmente pneus, garrafas, caixas d’água destampadas, tampinhas de garrafa, latas, casca de ovo, copos descartáveis, vasilhas de água dos animais mal higienizadas, sacolas, vasos de plantas, entre outros objetos que acumulam água da chuva.

Sintomas da Chikungunya

  • Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da doença são:
  • Febre;
  • Dores intensas nas articulações (principalmente nas mãos, pés, tornozelos e joelhos);
  • Edema nas articulações (geralmente nas mesmas afetadas pela dor intensa);
  • Dor nas costas;
  • Dores musculares;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Prurido (coceira) na pele, que pode ser generalizada ou localizada apenas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés;
  • Dor de cabeça;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de garganta;
  • Calafrios;
  • Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais frequentes em crianças).
  • A doença pode evoluir em três fases:
  • Febril ou aguda: dura de 5 a 14 dias;
  • Pós-aguda: com duração de 15 a 90 dias;
  • Crônica: quando os sintomas persistem por mais de 90 dias, considera-se instalada a fase crônica.
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Prevenção: Aprenda a se proteger

  • Elimine focos de água parada do seu quintal: verifique regularmente se há recipientes com água acumulada.
  • Use repelente na pele exposta, principalmente quando estiver em áreas com maior risco de infestação de mosquitos;
  • No caso de plantas aquáticas, troque a água e lave o recipiente, pelo menos uma vez por semana, com escova, água e sabão;
  • Remova folhas, galhos ou qualquer material que possa impedir a água de correr pelas calhas;
  • Mantenha a caixa d’água sempre fechada;
  • Coloque areia na borda dos pratinhos de vasos de plantas;
  • Mantenha os sacos de lixo bem fechados e fora do alcance de animais, até que sejam recolhidos adequadamente pelo serviço de coleta urbana.

Medidas de Segurança

Caso apresente sinais de infecção, procure atendimento médico imediatamente na sua Unidade Básica de Saúde.

Fonte: Prefeitura de Diamantino MT

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Em defesa da população, prefeito Chico Mendes cobra respostas da Águas de Diamantino durante audiência pública

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Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (14.10), no Mini Centro Olímpico Darcy Capistrano, em Diamantino, foram discutidos os problemas no abastecimento de água e a prestação dos serviços de esgotamento sanitário no município. O encontro reuniu representantes do poder público, da concessionária Águas de Diamantino, da Agência Intermunicipal de Regulação e Fiscalização (AGIRF) e moradores para apresentar demandas, cobrar esclarecimentos e discutir medidas para melhorar os serviços.

Durante a audiência, o prefeito Chico Mendes apresentou o posicionamento da administração municipal em defesa da população diante das reclamações sobre a falta de água e cobrou respostas da concessionária sobre as interrupções no fornecimento. Entre os principais pontos discutidos estiveram as causas dos problemas, os investimentos realizados e as medidas necessárias para garantir a regularidade do abastecimento.

“A falta de água em Diamantino é inadmissível. A população tem razão de cobrar e nós também estamos cobrando. Durante nossa gestão, buscamos compreender as obrigações previstas no contrato, cobramos a concessionária e acionamos a AGIRF para acompanhar a situação. Agora, queremos respostas concretas, com medidas que realmente resolvam os problemas.”

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O contrato de concessão nº 217/2014, firmado entre o Município e a Águas de Diamantino, estabelece as responsabilidades da empresa pela operação, manutenção e execução dos investimentos nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A Prefeitura, como poder concedente, tem a atribuição de acompanhar a execução contratual, enquanto a Agência Intermunicipal de Regulação e Fiscalização (AGIRF) é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços.

Os indicadores de desempenho da concessionária também integraram a pauta. Um diagnóstico técnico de setembro de 2026 apontou um índice de perdas de água de 68%, dado que serviu de referência para a discussão sobre o cumprimento das metas previstas no contrato. 

Outro assunto abordado foi a proposta de atualização do contrato de concessão, firmado em 2014. A administração municipal trabalha na revisão de metas e indicadores de desempenho, além da previsão de planos e protocolos para situações emergenciais e da adequação das metas de cobertura do esgotamento sanitário às exigências do Marco Legal do Saneamento Básico.

 

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