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Safra de cana termina com recordes: 654,43 milhões de toneladas moídas

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A safra de cana-de-açúcar 2023/24, encerrada no dia 31 de março, foi a maior da história do Centro-Sul, com um total de 654,43 milhões de toneladas de cana moídas, um aumento de 19,3% em relação à safra anterior.

Esse resultado foi impulsionado por um conjunto de fatores, incluindo condições climáticas favoráveis, investimento em tecnologia e a busca por maior eficiência na produção.

O estado de São Paulo liderou o crescimento da moagem, com um aumento de 23,24%, totalizando 387,60 milhões de toneladas. Goiás e Mato Grosso do Sul também registraram crescimentos expressivos, de 8,74% e 17,47%, respectivamente.

A safra 2023/24 também foi marcada pela produção recorde de açúcar, com 42,42 milhões de toneladas, um aumento de 25,7% em relação à safra anterior. Já a produção de etanol totalizou 33,59 bilhões de litros, um crescimento de 16,2%. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela maior demanda por etanol hidratado, que teve um crescimento de 23,2%, alcançando 20,48 bilhões de litros.

A produção de etanol de milho manteve a trajetória de crescimento na safra 2023/24, com um total de 6,266 bilhões de litros. Mato Grosso, maior produtor de milho do país, liderou o segmento, com 72% do volume total, seguido por Mato Grosso do Sul (16,1%) e Goiás (11,6%).

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Apesar dos resultados positivos, a safra 2023/24 foi marcada por uma ligeira queda na qualidade da cana-de-açúcar. A média de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) foi de 139,22 kg/t, uma queda de 1,1% em relação à safra anterior. Segundo a Unica, esse fator se deve ao índice de precipitação pluviométrica acima da média e ao alongamento do período de moagem.

Apesar da queda na qualidade da cana-de-açúcar, a safra 2023/24 é considerada um grande sucesso para o setor sucroenergético do Centro-Sul. Os recordes na produção de açúcar, etanol e moagem demonstram a força e a resiliência do setor, que se adaptou às adversidades climáticas e apostou em inovação para alcançar esses resultados expressivos.

O setor sucroenergético do Centro-Sul se mostra otimista para o futuro. As boas condições climáticas e a perspectiva de aumento da demanda por açúcar e etanol no mercado interno e externo contribuem para um cenário positivo para a próxima safra.

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Além disso, o setor segue investindo em pesquisa e desenvolvimento para aumentar a produtividade e a eficiência da produção, o que deve contribuir para a consolidação da posição do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores de açúcar do mundo.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Reprodução Secom/MT

Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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