AGRONEGÓCIO
Paraná reduz estimativas da safra de soja e milho 2023/24
AGRONEGÓCIO
Nesta sexta-feira (26.01), o Departamento de Economia Rural (Deral), órgão do governo paranaense, divulgou a redução das estimativas da safra de soja e milho para o verão 2023/24 no Paraná. As alterações são atribuídas ao calor intenso e à escassez de chuvas, impactando a produção agrícola no estado.
A previsão para a safra de soja, uma das principais culturas do Paraná e um dos maiores polos produtores do país, foi ajustada para 19,2 milhões de toneladas. Isso representa uma queda de 11,9% em comparação com a previsão anterior. Além disso, a área destinada ao cultivo de soja também foi revisada para pouco mais de 5,7 milhões de hectares, em comparação com os 5,8 milhões de hectares previstos anteriormente.
A primeira safra de milho, por sua vez, teve sua estimativa reduzida para 2,6 milhões de toneladas, comparada às 2,9 milhões de toneladas anteriormente previstas. A área plantada foi ajustada para 291,5 mil hectares, refletindo uma redução de 5,6%.
Edmar Gervásio, analista de soja do Deral, destacou que, em comparação com a segunda safra, para a qual são previstas 14,5 milhões de toneladas, a primeira safra é considerada pequena. Ele ressaltou que, apesar das adversidades, as chuvas recentes têm favorecido o plantio, proporcionando condições ideais.
O relatório do Deral aponta que as chuvas observadas nos últimos dias têm contribuído para o plantio em condições propícias, e a expectativa é de que a semeadura se fortaleça a partir de fevereiro. A monitorização contínua será essencial para avaliar o impacto dessas condições climáticas na produção agrícola no Paraná.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo
A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.
O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.
O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.
A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.
Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.
Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.
A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.
Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.
O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
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