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Cepea vê boas perspectivas para o mercado da carne bovina em 2024

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As projeções do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam boas perspectivas para o mercado de carne bovina ao longo deste ano.

Segundo as análises do Cepea, a estabilidade das exportações brasileiras de carne bovina tem sido um pilar crucial para a sustentação dos preços internos. A indústria nacional, altamente profissionalizada, tem atendido eficientemente às demandas de clientes ao redor do mundo, estabelecendo nos pecuaristas os fornecedores de animais alinhados às exigências de variados mercados.

No mercado interno, as expectativas apontam para um cenário de inflação controlada e uma tímida expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Essas condições econômicas podem impulsionar um modesto aumento na demanda por carne bovina in natura, prevendo-se um crescimento de 1,79% ao longo de 2024. Apesar de moderado, este incremento é positivo, considerando a retração do consumo interno em anos anteriores.

A relação entre preços e demanda merece destaque: a redução nos preços costuma impulsionar as vendas no varejo, indicando uma possível melhoria no consumo caso a arroba sofra desvalorização. Quanto à oferta, análises sazonais indicam um aumento no volume disponível a partir de março, o que poderia exercer pressão sobre os valores. Adicionalmente, a expectativa de um maior volume de animais destinados ao abate no primeiro semestre de 2024, possivelmente impulsionado pela presença de vacas não emprenhadas no ano anterior, pode influenciar o mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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