AGRONEGÓCIO
Alface/CEPEA: Preços caem em junho devido as baixas temperaturas
AGRONEGÓCIO
O mês de junho não teve um início satisfatório para os produtores de alfaces. Perante as baixas temperaturas, o consumo da verdura teve um índice menor do que no resto do ano, que ocorre tradicionalmente. O mercado desaquecido pressionou as cotações em SP e MG – a exceção foi Teresópolis (RJ), onde a procura de outras regiões no início do mês foi bastante aquecida. Entretanto, os preços na praça fluminense já se estabilizaram, devido ao aumento da oferta decorrente de maiores investimentos, com o objetivo de aproveitar melhores preços.
Com a redução no escoamento, os preços caíram o equivalente a meio mês, (até o dia 17): em Ibiúna (SP), a crespa foi vendida a R$ 1,17/unidade, uma queda de 12,7% em relação a maio. Em Mogi das Cruzes (SP), a americana fechou em R$ 2,34/unidade, recuo de 10,6% na mesma comparação. Já em Teresópolis (RJ), a crespa teve média de R$ 0,87/unidade, um decréscimo de 9,6% no período.
Embora os preços tenham caído este mês, ainda estão em patamar superior ao do mesmo período do ano passado, devido ao menor investimento na área plantada. Sob outra perspectiva, os custos de produção também aumentaram: a taxa de maio de 2021 em Ibiúna foi de R$ 0,40/unidade por unidade, enquanto a do mesmo mês de 2022 foi de R$ 0,78/unidade.
Os altos custos de produção, ainda mantêm os investimentos em patamar baixo, mesmo com preços relativamente fortes em relação ao ano anterior. Essa situação deve evitar uma grande queda na produção em julho.
AGRONEGÓCIO
Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo
A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.
O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.
O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.
A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.
Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.
Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.
A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.
Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.
O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
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