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Agronegócio ganha um novo veículo de comunicação: revista Pensar Agro – Do campo à cidade

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O agronegócio de Mato Grosso ganhou um novo veículo de comunicação, com o lançamento, nesta terça-feira (12.12), da revista digital “Pensar Agro – Do campo à cidade”.

A publicação mensal tem o apoio do Instituto Mato-grossense das Entidades de Agronomia, Geologia e Engenharia (Imeage) e do sistema Confea/Crea-MT/Mutua-MT.

Segundo Isan Oliveira de Rezende, presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT) e do Instituto do Agronegócio (IA), a revista “Pensar Agro” propõe-se a ser uma fonte de informação essencial para o agronegócio, abordando temas atuais e relevantes para o setor.

“A revista será um canal direto de informação, com reportagens que refletem os debates que já promovemos em diferentes plataformas, como nosso portal, podcast e em programas de televisão”, afirma Isan.

Com distribuição gratuita, a “Pensar Agro” busca atingir um público amplo e diversificado, fornecendo análises aprofundadas, novidades sobre tecnologia agropecuária, políticas agrícolas e outros assuntos de interesse para quem vive do e para o campo. A iniciativa reflete o compromisso das entidades patrocinadoras com a disseminação do conhecimento e a valorização do agronegócio, pilar da economia mato-grossense.

O acesso facilitado, por meio do formato digital, é uma resposta às demandas por informação ágil e de qualidade que possa ser acessada de qualquer lugar, uma conveniência particularmente importante para aqueles que estão no campo. A revista também se alinha às tendências de sustentabilidade ao optar por um modelo sem papel, reforçando o compromisso ambiental do setor.

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A expectativa é que “Pensar Agro” se torne uma referência no segmento, oferecendo não apenas notícias, mas também espaço para discussões e troca de experiências entre os profissionais da área.

LIVRO – Paralelamente à apresentação da nova revista digital “Pensar Agro – Do campo à cidade”, e reforçando o empenho das entidades envolvidas (Imeage e sistema Confea/Crea-MT/Mutua-MT) em disseminar o conhecimento e a informação qualificada sobre o agronegócio foi realizada na mesma solenidade o pré-lançamento do livro “O Poder Público e o Agronegócio Brasileiro”.

A obra marca um novo capítulo no entendimento da história e do desenvolvimento do agronegócio no Brasil e é resultado de uma pesquisa extensa realizada pelo presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT) e do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Oliveira de Rezende.

Rezende faz em seu livro uma análise abrangente do surgimento e da evolução do setor agrícola brasileiro desde o período do descobrimento até a contemporaneidade, com um foco especial nos últimos cinquenta anos – um período que ele descreve como uma verdadeira revolução agrícola no país.

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“A transformação do agronegócio e o salto em produtividade e eficiência são feitos que seriam inimagináveis sem o uso de tecnologia e sem a inestimável contribuição dos produtores e profissionais das áreas de engenharia, agronomia e geociências”, enfatiza Rezende.

A publicação se propõe a iluminar os desafios enfrentados pelo agronegócio, além de provocar uma reflexão sobre o seu futuro. O autor destaca a importância do diálogo e da cooperação entre as esferas pública e privada como fatores cruciais para o crescimento sustentável do agronegócio no Brasil, um tema de relevância tanto para profissionais da área quanto para formuladores de políticas públicas.

O livro também conta com o apoio do Instituto Mato-grossense das Entidades de Agronomia, Geologia e Engenharia (Imeage) e do sistema Confea/Crea-MT/Mutua-MT.

Ambas as publicações estão disponíveis gratuitamente na versão on line e podem ser acessados gratuitamente.

CLIQUE AQUI:

O livro você clica e acessa na plataforma da Feagro

E a revista basta clicar aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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