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Aberta as inscrições para a visita técnica ao Ctecno Araguaia

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Defesa Agrícola

Aberta as inscrições para a visita técnica ao Ctecno Araguaia

Pela primeira vez o evento acontecerá na região Leste do Estado

07/02/2022

No dia 11 de fevereiro, produtores rurais, agrônomos e pesquisadores poderão participar da vitrine de cultivares de soja do maior centro independente de pesquisa do País, o Centro Tecnológico Araguaia (Ctecno Araguaia), desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). As inscrições podem ser feitas através do site da Aprosoja (www.aprosoja.com.br), ou clicando aqui.

Ao todo são 115 variedades de soja plantadas, em uma área ao lado da BR-158, próximo do entroncamento com a MT-326, que dá acesso à cidade de Canarana. A expectativa é receber cerca de 200 participantes que poderão conhecer o desenvolvimento de cada variedade, além de diversos manejos com adubação e fungicidas. O plantio foi feito na mesma época do Ctecno Parecis (região Oeste), que analisa o desempenho em solos de texturas arenosas.

No dia, o pesquisador e consultor Leandro Zancanaro, irá fazer uma palestra sobre o “Uso racional de fertilizantes”.

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“O Ctecno nada mais é do que o Centro de Pesquisa de teste e reteste em tecnologia dos produtores rurais associados da Aprosoja-MT, ele tem independência para testagem, disponibiliza dados de maneira gratuita para o mercado e agricultores, positivos ou negativos com toda imparcialidade”, declarou o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore.

Os trabalhos na região Leste começaram o ano passado. O objetivo é desenvolver pesquisas com foco no manejo do sistema produtivo da soja em solos siltosos. Já na região Oeste, em Campo Novo do Parecis, os trabalhos são realizados há seis anos e visam analisar solos com textura arenosa.

O evento seguirá todos os protocolos de biossegurança para evitar a disseminação do Covid-19.

Serviço:

O que? Visita Técnica Ctecno Araguaia

Quando? 11 de fevereiro de 2022

Onde? BR- 158, próximo ao entroncamento com a MT-326 -Canarana

Comunicação Aprosoja-MT

Ana Sampaio – Gerente de Comunicação

(65) 99648-8624

Augusto Camacho – Analista de Comunicação

(65) 99257-1522

Rosangela Milles – Analista de Comunicação

(65) 99233-2123

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Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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