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Setor de imóveis de luxo cresce 13% e enfatiza exclusividade

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O mercado de luxo brasileiro cresceu 12% ao ano desde 2022, contra uma média mundial de 3% no mesmo período, segundo levantamento da Bain & Company realizado em parceria com o jornal Valor Econômico e a revista Vogue. O setor movimentou R$ 98 bilhões em 2024, com projeção de alcançar R$ 150 bilhões até 2030, e, entre os nove segmentos analisados, o de imóveis avançou 13% no intervalo analisado. Mais do que ampliar o tamanho desse mercado, o crescimento vem acompanhado de uma mudança no comportamento de quem consome produtos e serviços de alto padrão: 57% dos consumidores ouvidos associam luxo à exclusividade, enquanto a consultoria aponta o avanço do conceito de validação silenciosa, em que reconhecimento e pertencimento ganham importância sem depender da exposição ostensiva de marcas.

A Bain estima cerca de 1,3 milhão de brasileiros de alto poder aquisitivo, número que pode chegar a 1,5 milhão até 2030. Em outro recorte desse mercado, um levantamento da Serasa Experian identificou 7,5 milhões de consumidores classificados como premium no país, metade deles com mais de 49 anos. O deslocamento da exclusividade, da discrição e da personalização para o centro da decisão também altera o que se espera da intermediação imobiliária. Em uma transação de alto valor, o conhecimento de rua, de edifício, do histórico de negociações e até das particularidades de uma determinada quadra pode pesar tanto quanto o volume de imóveis apresentados ao cliente.

Esse é o terreno das imobiliárias de perfil boutique: estruturas menores, especializadas em determinadas regiões ou segmentos, que concentram conhecimento aprofundado sobre a área em que atuam. O desafio é que essa especialização nem sempre se traduz em alcance digital proporcional. Enquanto grandes portais e redes imobiliárias concentram investimentos em tecnologia, mídia e posicionamento digital, empresas especializadas disputam visibilidade em um ambiente no qual a jornada de compra começa, com frequência cada vez maior, antes do primeiro contato com um corretor. A assimetria aparece na etapa anterior ao atendimento: o comprador só chega a quem ele encontra.

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Eduardo Lima, fundador do NPi Hub, ecossistema ligado à marca da NPi Imóveis, fundada em 2010, avalia que esse é um dos principais gargalos enfrentados pelas imobiliárias boutique. “A imobiliária especializada em um bairro conhece detalhes que influenciam diretamente aquele metro quadrado. Conhece os edifícios, o histórico das negociações, as ruas e as particularidades daquela região. É um conhecimento construído ao longo dos anos e que nenhum sistema reproduz integralmente”, afirma. “O que muitas vezes falta não é conhecimento nem qualidade de atendimento. É presença na etapa em que a decisão começa, quando o comprador está pesquisando no Google e, cada vez mais, nas ferramentas de inteligência artificial.”

Estruturado em 2024, o NPi Hub reúne imobiliárias boutique de São Paulo dentro de uma estrutura compartilhada de posicionamento. O modelo funciona por especialização regional: cada imobiliária parceira permanece responsável pela área em que já possui maior conhecimento e atuação, enquanto cada imóvel cadastrado fica vinculado a uma única empresa dentro do ambiente, o que evita disputa interna pelo mesmo produto. A estrutura central concentra a organização e o posicionamento desse conteúdo nos mecanismos de busca e nos sistemas de inteligência artificial, além da qualificação inicial dos clientes que chegam por esses canais.

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O atendimento é conduzido por um gerente de relacionamento do Hub em conjunto com a imobiliária responsável pela região ou pelo imóvel procurado, e a remuneração da estrutura ocorre apenas quando a negociação é concluída. Atualmente, o ecossistema reúne mais de 30 imobiliárias parceiras e mais de 6.800 registros de imóveis e condomínios em uma base própria. A operação mantém ainda uma camada de agentes de inteligência artificial voltada às etapas operacionais da intermediação, como organização de informações, cadastro e qualificação inicial. Uma segunda fase dessa estrutura, destinada a outras etapas do atendimento, está sendo desenvolvida em parceria com a Labs Guru, empresa de tecnologia dos Estados Unidos.

Segundo Lima, a divisão entre tecnologia e atendimento humano é um dos pontos centrais do modelo. “A tecnologia pode cuidar do que é repetitivo, organizar dados, cruzar informações e acelerar processos. Mas o que decide uma venda de alto padrão continua sendo a leitura que uma pessoa faz da outra”, afirma. Em um mercado imobiliário de luxo que cresce acima de dois dígitos ao ano, diante de um consumidor que associa valor à exclusividade, à personalização e ao conhecimento especializado, a capacidade de ser encontrada nos canais em que a jornada de compra começa tende a pesar tanto quanto a própria especialização no atendimento.



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Temu lança programa de afiliados para criadores sem site

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A plataforma internacional de comércio eletrônico criou o Programa de Afiliados da Temu, um formato voltado a influenciadores, produtores de conteúdo e pessoas que desejam ter uma renda divulgando produtos na internet, mesmo sem possuir site ou blog. A iniciativa permite compartilhar ofertas e recomendações por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens e comunidades digitais, com a possibilidade de receber comissões e recompensas por indicações.

A proposta amplia o acesso ao marketing de afiliados para além dos criadores que mantêm páginas próprias ou grandes audiências. Administradores de grupos, participantes de fóruns e pessoas que compartilham promoções também podem utilizar seus canais para divulgar os produtos da plataforma.

Entre os meios de divulgação aceitos estão WhatsApp, Facebook, Telegram, Reddit, Discord e X (antigo Twitter), além de outras plataformas digitais. Para acompanhar as indicações, a empresa disponibiliza links e códigos exclusivos aos participantes.

Como funciona o programa de afiliados da Temu

O funcionamento começa com a inscrição na plataforma. Após o cadastro, o participante informa os canais que pretende utilizar e recebe recursos para compartilhar produtos e ofertas com seu público.

A variedade de categorias disponíveis na Temu permite direcionar as recomendações a diferentes interesses de consumo, como decoração, tecnologia, moda, acessórios e artigos para o dia a dia. Assim, quem administra uma comunidade sobre determinado assunto pode selecionar produtos relacionados ao perfil dos participantes.

A estratégia também contempla pessoas com audiências menores. Um administrador de um grupo de WhatsApp sobre decoração, por exemplo, pode divulgar ofertas e recomendações sem precisar criar um site para apresentar os produtos.

Quanto ganha um afiliado da Temu?

O Programa de Afiliados da Temu trabalha com diferentes formas de remuneração, que incluem comissões sobre pedidos elegíveis de novos usuários, recompensas por indicações e bônus de campanhas promocionais. Na página de recrutamento, a empresa anuncia comissões entre 35% e 40% e recompensas por vendas e indicação elegível. Também são oferecidos incentivos adicionais em determinadas campanhas, como a Black Friday.

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A remuneração depende das regras de cada ação promocional, do mercado em que o afiliado está inscrito e do cumprimento dos critérios de conversão. No Brasil, por exemplo, as comissões durante a Black Friday começam em 35% e podem chegar a 45%. Além disso, o participante pode receber um bônus de ativação de R$ 50 por cada novo usuário que concluir o download do aplicativo e realizar um pedido após ser indicado.

Isso significa que o simples compartilhamento de um link ou o recebimento de cliques não assegura o pagamento de comissão. As indicações precisam gerar as ações previstas nas condições do programa.

É necessário ter site ou muitos seguidores?

Não. Um dos principais diferenciais do programa é permitir a participação de pessoas que utilizam redes sociais e comunidades digitais como canais de divulgação, sem exigir um site ou blog. A iniciativa também não está limitada a influenciadores conhecidos. Administradores de grupos de ofertas, divulgadores de cupons, participantes de fóruns e usuários que recomendam produtos podem se candidatar.

Durante a inscrição, é necessário fornecer as informações solicitadas e indicar os canais utilizados para compartilhar os links e códigos. A Temu pode solicitar comprovação da atividade de divulgação, como um link válido do canal ou capturas de tela que demonstrem a utilização dos recursos de afiliado.

De acordo com a plataforma, o prazo informado para essa avaliação é de um a três dias úteis. A aprovação e a liberação dos valores dependem do atendimento às condições estabelecidas. As comissões também podem passar por validação: pedidos cancelados, devolvidos ou considerados inelegíveis podem resultar em ajustes nos valores contabilizados.

Por isso, é importante acompanhar as regras de cada campanha e verificar os critérios de levantamento antes de considerar uma comissão como saldo disponível.

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Qual é a diferença entre afiliados e influenciadores?

Além do programa geral de afiliados, a Temu mantém uma modalidade específica para influenciadores digitais. Embora ambos tenham como objetivo ampliar a divulgação dos produtos, existem diferenças na forma de participação.

O Programa de Afiliados da Temu concentra-se no compartilhamento de links e códigos, na indicação de novos consumidores e na geração de comissões. Já a modalidade de influenciadores prioriza a produção de conteúdo, como vídeos, demonstrações e avaliações de produtos.

Nesse segundo formato, os participantes podem ter acesso a produtos gratuitos, recompensas por publicações aprovadas, comissões e oportunidades de divulgação patrocinada. TikTok, Instagram e YouTube estão entre os principais canais utilizados.

A candidatura ao programa de influenciadores considera características das contas nas redes sociais, incluindo audiência e engajamento. Por isso, os requisitos dessa modalidade não devem ser confundidos com os critérios do programa geral de afiliados.

Antes de começar a divulgar produtos, é importante conhecer as regras de participação e as condições de remuneração. A Temu estabelece restrições a práticas como geração artificial de tráfego, informações enganosas e envio de mensagens não autorizadas. Outro ponto de atenção é a variação das condições comerciais. Comissões, recompensas, critérios de aprovação e formas de pagamento podem mudar conforme o país e as campanhas disponíveis.

Ao permitir que links e códigos sejam compartilhados em diferentes canais digitais, o programa abre espaço para pessoas que desejam ingressar no marketing de afiliados sem investir na criação de um site ou blog. A proposta utiliza redes sociais e comunidades já existentes como meios de divulgação e aproxima a plataforma de consumidores alcançados por recomendações e ofertas compartilhadas na internet.



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