ECONOMIA
Mobilidade elétrica sustentável reduz a emissão de poluentes
ECONOMIA
A eletrificação de veículos no Brasil avançou de forma expressiva em 2024, com o registro de 164.940 carros 100% elétricos entre janeiro e setembro, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Esse aumento de 212% em relação ao mesmo período de 2023 demonstra a aceleração da demanda por opções de mobilidade limpa.
O movimento está alinhado ao Acordo de Paris, firmado em 2015, que estabelece a redução das emissões de gases de efeito estufa a partir de 2020. Veículos elétricos não emitem CO₂ durante o uso, ao contrário dos automóveis a combustão, que liberam dióxido de carbono e material particulado, contribuindo para a poluição atmosférica.
“Este tipo de veículo tem menos partes móveis, por isso não precisa de filtros de ar ou combustível, nem mesmo de óleo lubrificante. Estes são, talvez, os principais resíduos gerados por um carro à combustão, além da emissão de gases estufa, que contribuem para a poluição ambiental”, afirma Vininha F. Carvalho, ambientalista, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
O segmento híbrido também registrou crescimento, com 260,7 mil unidades vendidas no mesmo período, alta de 90%. Somando elétricos e híbridos, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de veículos eletrificados leves comercializados desde o início da série histórica da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), em 2012.
Leandro Prestes, coordenador‑adjunto da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica (CEEE) do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA‑SP), destaca que a instalação de pontos de recarga em condomínios requer a presença de engenheiro eletricista registrado, para garantir o cumprimento das normas técnicas e a segurança das instalações. Ele ressalta ainda a relevância da Lei Estadual 18.403/2026, que assegura o direito à instalação de carregadores em vagas privativas de condomínios.
Para orientar o setor, o CREA‑SP, em parceria com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), publicou a Nota Técnica “Diretrizes para instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em edificações”. O documento define parâmetros de engenharia, estabelece a responsabilidade técnica do engenheiro eletricista e exige a emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), prevenindo sobrecargas, riscos de incêndio e danos ao imóvel.
Vininha F. Carvalho conclui que o crescimento econômico deve ser sustentável, com redução contínua das emissões de gases de efeito estufa. A eletrificação veicular, segundo ela, fará parte do cotidiano da população e impulsionará transformações em diversos setores, consolidando a sustentabilidade como prioridade nacional.
ECONOMIA
Fisioterapia ajuda na recuperação após cirurgia de próstata
O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre homens no Brasil, excluindo os de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta 77.920 novos casos anuais entre 2026 e 2028. Quando a doença avança, a prostatectomia radical pode ser indicada, mas o procedimento pode comprometer o esfíncter urinário e os nervos responsáveis pela ereção, resultando em incontinência e alterações da função sexual.
A fisioterapia pélvica masculina tem como objetivo fortalecer e coordenar os músculos do assoalho pélvico, que controlam a micção. O tratamento inclui exercícios específicos, orientações de hábitos, e, conforme a avaliação, recursos como biofeedback e eletroestimulação. Iniciar a reabilitação antes da cirurgia permite ao paciente aprender a contrair corretamente a musculatura; após a remoção da sonda, a prática é retomada sob liberação do urologista, podendo reduzir perdas involuntárias de urina e acelerar a recuperação da continência, embora os resultados variem entre os indivíduos.
A HP Fisio Group, rede de fisioterapia domiciliar presente nos 26 estados e no Distrito Federal, oferece acompanhamento pós‑cirúrgico individualizado. O modelo de atendimento, realizado em domicílio, adapta o plano terapêutico às necessidades de cada paciente, seja em serviços públicos, clínicas ou em casa, sempre em alinhamento com o urologista responsável.
Para escolher um profissional, é fundamental considerar formação e experiência específicas em reabilitação pélvica masculina, bem como a integração com a equipe multidisciplinar que pode incluir urologistas, fisioterapeutas e outros especialistas. Sinais como perda de urina ao tossir, necessidade frequente de absorventes, urgência miccional, dor pélvica ou dificuldade de ereção indicam a necessidade de avaliação especializada.
O acompanhamento fisioterapêutico integra o processo de recuperação funcional, contribuindo para a retomada da autonomia e da qualidade de vida. A atenção à saúde masculina deve se estender ao longo do ano, independentemente das campanhas de Novembro Azul, garantindo suporte contínuo aos pacientes submetidos à prostatectomia.
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