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Polícia Civil recupera módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil e prende suspeito em Alto Garças

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A Polícia Civil de Mato Grosso recuperou dois módulos eletrônicos de caminhões, avaliados em aproximadamente R$ 27 mil, na madrugada desta quinta-feira (15.10), em Alto Garças. A ação resultou na prisão em flagrante de um jovem de 19 anos, suspeito de participação nos furtos registrados na cidade.

As diligências, realizadas pela Delegacia de Alto Garças, tiveram início após o registro de furtos de módulos eletrônicos de dois caminhões, um estacionado no pátio de um posto de combustíveis e outro em frente à residência do proprietário, no bairro Novo Horizonte.

Durante a ação criminosa, os suspeitos utilizaram um veículo Ford Fiesta, de cor preta. Ao perceber a movimentação, o proprietário de um dos caminhões saiu para verificar a situação, momento em que os envolvidos fugiram. Dois deles deixaram o local a pé, enquanto os outros dois seguiram no veículo.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Na sequência, o automóvel se envolveu em um acidente na Serra da Petrovina, na BR-364. Os dois ocupantes foram encaminhados para atendimento médico em Pedra Preta e, com isso, foram identificados. No entanto, eles fugiram do hospital antes que a polícia chegasse ao local.

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No decorrer das diligências, os policiais civis localizaram outro suspeito nas proximidades da BR-364, na saída de Alto Garças para Rondonópolis. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso em flagrante.

As buscas também resultaram na recuperação dos dois módulos eletrônicos, encontrados escondidos nas proximidades do Posto Monte Sinai. Os equipamentos foram reconhecidos pelos proprietários e estão avaliados em R$ 7 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

Em interrogatório, o suspeito admitiu que acompanhava os demais envolvidos e que atuava na vigilância durante a execução dos furtos, permanecendo em pontos estratégicos enquanto os comparsas retiravam os equipamentos dos caminhões.

Diante dos elementos apurados, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelo crime de furto qualificado pelo concurso de pessoas. O suspeito permanece à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia.

As investigações prosseguem para identificar os demais envolvidos, esclarecer a participação de cada um e apurar possível ligação do grupo com outros furtos de módulos eletrônicos de caminhões na região.



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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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