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IA e sensores transformam decisões da arbitragem na Copa do Mundo de 2026

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A Copa do Mundo de 2026 tem mostrado como a tecnologia vem mudando a arbitragem. Em uma partida entre Croácia e Portugal, um toque quase imperceptível na bola foi identificado pelo sistema de impedimento semiautomático, resultando na anulação de um gol.

A bola oficial do torneio, a Adidas Trionda, possui um chip de unidade de medição inercial (IMU), capaz de registrar cerca de 500 dados por segundo sobre deslocamentos, impactos e mudanças de direção. Essas informações são combinadas, em tempo real, com imagens de câmeras e o escaneamento 3D dos jogadores para auxiliar a arbitragem.

Especialistas destacam que a inteligência artificial, por si só, não toma decisões. O resultado depende da integração entre sensores, diferentes fontes de dados e algoritmos capazes de interpretar o contexto da jogada e fornecer informações precisas para a equipe de arbitragem.

O mesmo princípio é aplicado em outras áreas que utilizam inteligência artificial: mais do que o modelo de IA, a confiabilidade do sistema depende da qualidade dos dados, da integração entre diferentes tecnologias e da arquitetura desenvolvida para transformar informações em decisões rápidas e seguras.

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A revolução da IA e o fim da dependência das consultorias

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Reprodução McKinsey & Company

A homenagem prestada pela OpenAI à McKinsey & Company por atingir a marca de cem bilhões de tokens em seus produtos de IA reverberou de forma ambígua. Para muitos, esse marco parece simbolizar o princípio do fim da exclusividade das grandes consultorias — agora, o conhecimento estratégico também está ao alcance de qualquer executivo que domine ferramentas de IA.

Durante décadas, empresas como McKinsey e Boston Consulting Group construíram seu prestígio sobre um ativo escasso: acesso privilegiado a dados, frameworks e mentes brilhantes capazes de guiar a transformação corporativa. 
Mas com o avanço da inteligência artificial generativa, esse monopólio de inteligência começou a ruir. Hoje, executivos equipados com essas ferramentas podem realizar diagnósticos estratégicos, simular cenários financeiros e planejar produtos com a mesma profundidade antes reservada aos times de consultoria — e por um custo muito menor.

As projeções amplificam esse movimento: a Accenture afirma que 84% dos executivos globais acreditam que a IA redefinirá completamente a competitividade das indústrias até 2026; já a Gartner estima que, nos próximos três anos, 70% das decisões empresariais serão auxiliadas por modelos de IA generativa.

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Transformação na prática

O que antes demandava a contratação de consultorias — com relatórios milionários e equipes especializadas — agora pode ser obtido por meio de um prompt bem estruturado. Empresas que antes dependiam de terceiros para entender seus próprios negócios estão, agora, construindo “consultorias internas” alimentadas por dados proprietários e IA, configurando o que a StartSe chama de “era da autonomia cognitiva”.

O novo papel do líder

Nesse novo contexto, a liderança deixa de se medir pela habilidade de delegar para consultores externos e passa a ser avaliada pela competência de fazer as perguntas certas. O diferencial não é mais “quem tem acesso ao conhecimento”, mas “quem sabe utilizá-lo estrategicamente”.
Líderes que ainda mantêm a mentalidade de terceirizar o pensamento estratégico estão, segundo o artigo, “literalmente assinando sua irrelevância futura”.

Conclusão

As consultorias não desapareceram — mas o modelo de dependência delas mudou radicalmente. A IA democratizou a capacidade analítica: o que antes era um luxo corporativo tornou-se commodity cognitiva. A questão colocada é direta: onde sua empresa se posicionará — lamentando o passado ou operando na vanguarda do futuro?

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