ECONOMIA
Ph.D Sports chega a 220 academias pelo Brasil
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A rede de academias Ph.D Sports alcançou a marca de 220 unidades em operação no Brasil. O negócio, que atua no modelo de franquias, está presente em cidades como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Campinas (SP).
O número foi atingido em um contexto no qual o setor passa por expansão no país. Segundo dados do Panorama Setorial Fitness Brasil, repercutidos pelo Jornal da USP, a quantidade de academias praticamente triplicou entre 2015 e 2025, saindo de 22 mil para mais de 60 mil.
Até 2027, esse número pode chegar a 70 mil, colocando o Brasil como a segunda nação com mais centros de atividades físicas, atrás apenas dos Estados Unidos. Na avaliação de Viktor Rossa, CEO da Ph.D Sports, a mudança no comportamento do público ajuda a explicar o avanço do segmento.
“A prática de exercícios deixou de ser vista apenas como uma atividade voltada para estética ou para atletas e passou a fazer parte de um estilo de vida mais amplo. É nítido que as pessoas estão mais conscientes da importância da atividade física na prevenção de doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. A ideia de ‘envelhecer bem’ ganhou força”, afirma Rossa.
A preocupação com a saúde mental também é um fator que influencia as pessoas a irem à academia. O executivo lembra que há uma série de pesquisas apontando a relação entre uma vida mais ativa e o bem-estar emocional. Um exemplo é um estudo recente conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG). Os resultados apontaram que uma melhor aptidão cardiorrespiratória (obtida por meio da atividade física) está associada a menores níveis de ansiedade e raiva. “A pandemia de covid-19 acelerou essa mudança de percepção. O aumento dos casos de ansiedade e estresse levou muitas pessoas a buscar hábitos que contribuíssem para o bem-estar psicológico, e a atividade física passou a ser vista como parte da rotina de autocuidado”, pontua Viktor Rossa.
Por isso, hoje é comum ouvir alguém dizendo que vai à academia “para desestressar”, e não apenas “para emagrecer” ou “ganhar massa muscular”, cita. Essa mudança de mentalidade, segundo o executivo, ampliou o público das academias e tornou o exercício físico um componente importante de um estilo de vida voltado ao bem-estar integral.
“Não posso deixar de mencionar a influência de plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, que popularizaram conteúdos sobre musculação, alimentação e transformação física. Influenciadores e profissionais de educação física ajudaram a tornar a academia um ambiente mais desejado e acessível”, destaca o empresário.
Modelo de franquia
O CEO da Ph.D Sports ressalta o papel do modelo de franquias na expansão das academias. Isso porque, em vez de depender apenas de capital próprio, os negócios crescem por meio de franqueados, conseguindo abrir dezenas ou centenas de unidades em diferentes cidades em pouco tempo.
Viktor Rossa menciona que muitas franqueadoras costumam fornecer sistemas de gestão, aplicativos, treinamento de funcionários e estratégias de marketing, aumentando a eficiência das academias.
“O modelo de franquias acelera muito a velocidade de escala da rede e, ao mesmo tempo, eleva a performance de cada loja. Como cada unidade carrega a ‘dor do dono’ — o comprometimento de quem responde pelo próprio negócio —, a rede cresce mais rápido e entrega resultados melhores”, considera ele.
O CEO explica que o processo de expansão da Ph.D Sports para chegar a 220 unidades também teve alguns desafios. Entre eles, fazer uma boa gestão de pessoas e de mão de obra, além da necessidade de adaptação constante à particularidade de cada região do país.
“Nesse processo, a Ph.D Sports usou a estratégia de combinar a agressividade de uma grande rede com um atendimento humanizado. A preocupação real precisa ser trazer felicidade para o cliente. Quando isso é alcançado, R$ 10 a mais ou a menos deixam de ser o fator decisivo”, sustenta Viktor Rossa.
Para saber mais, basta acessar: https://www.academiaphdsports.com.br/
ECONOMIA
CNI pede negociação para evitar tarifas dos EUA
Em carta conjunta, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Amcham e o U.S. Chamber pedem para autoridades defenderem a relação comercial estratégica entre os países e propor uma agenda de negociação estruturada em duas etapas, com foco em evitar a aplicação de tarifas adicionais na exportação de produtos brasileiros e tornar mais forte a relação comercial.
O posicionamento ocorreu após a intensificação do diálogo bilateral, com a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em maio, durante investigação no âmbito da Seção 301 da legislação americana.
O documento, assinado pelas três entidades, é direcionado aos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira; ao representante de Comércio dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer; e ao secretário de Estado americano, Marco Rubio.
A proposta do setor privado divide as negociações em duas fases: uma com ações de curto prazo e outra com medidas de longo prazo. Como prioridade imediata, pedem uma solução para a investigação sobre a Seção 301 que evite a aplicação de tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros.
Neste momento, as entidades sugerem que os esforços sejam concentrados em temas de alto impacto:
Maior acesso a mercados para determinados produtos, incluindo insumos industriais, bens de capital e produtos voltados à segurança energética, ao desenvolvimento de data centers e à infraestrutura de inteligência artificial;
Mais cooperação regulatória para facilitar o acesso a mercados nos setores automotivo, farmacêutico, de saúde animal e de dispositivos médicos;
Apoio a extensão de longo prazo da moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre a isenção de imposto de importação para transmissões eletrônicas;
Mais agilidade no exame de patentes e redução do estoque de pedidos de patente no Brasil, especialmente nos setores de saúde e biofarmacêutico, além de fortalecer o combate à pirataria e à contrafação;
Avanço em uma cooperação acerca de minerais críticos sobre mapeamento geológico conjunto, pesquisa e desenvolvimento, investimentos para processamento e agregação de valor, assim como desenvolvimento de cadeias bilaterais de fornecimento seguras e resilientes; Implementação integral do Protocolo Anticorrupção do Acordo de Cooperação Econômica e Comercial (ATEC).
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