ECONOMIA
Economia digital impulsiona novas carreiras
ECONOMIA
Com o avanço da internet, das redes sociais e das plataformas digitais, o conceito tradicional de trabalho tem passado por uma transformação significativa nos últimos anos. A expansão da economia digital abriu espaço para novas formas de geração de renda, permitindo que profissionais atuem de maneira mais flexível, diversifiquem suas fontes de receita e conciliem diferentes atividades ao mesmo tempo.
Para Vinicius Lino, CEO da Quantum Nutrition, indústria de suplementos alimentares, a economia digital vem alterando a lógica tradicional de carreira e trabalho. De acordo com o executivo, no lugar de trajetórias lineares e centralizadas em um único vínculo, há um movimento em direção a modelos mais flexíveis, distribuídos e orientados por oportunidades.
“O trabalho passa a ser cada vez mais relacionado à capacidade de converter competências, conhecimento ou audiência em geração de valor, independentemente de formatos formais. Isso impulsiona o surgimento de novas dinâmicas profissionais, como múltiplas fontes de renda, atuação por projeto e maior autonomia na construção de carreira”, detalha.
No entanto, o especialista destaca que essa mudança também transfere responsabilidades para o profissional. Segundo ele, a previsibilidade tende a ser menor, enquanto cresce a importância de competências como adaptação, consistência e leitura de mercado para sustentar estabilidade e evolução profissional ao longo do tempo.
Economia digital amplia modelos de renda e atuação
O surgimento de novas formas de monetização fora do emprego formal, conforme pontua Lino, está associado a uma combinação de fatores. A digitalização ampliou o acesso a ferramentas e reduziu barreiras de entrada, enquanto as redes sociais facilitaram a distribuição de conhecimento, serviços e audiência com diferentes públicos.
Além disso, o executivo reforça que mudanças no contexto econômico também contribuíram para que mais pessoas buscassem alternativas de renda, diversificando suas formas de atuação profissional. “Outro ponto relevante é o avanço de plataformas que permitem monetizar diferentes tipos de habilidade, desde a criação de conteúdo até a prestação de serviços especializados”, observa.
Como consequência, o especialista frisa que modelos alternativos de renda passaram a ocupar espaço, tanto como complemento financeiro quanto como atividade principal.
O Brasil, de acordo com levantamento da Nielsen noticiado pelo portal Consumidor Moderno, lidera o ranking mundial de influenciadores digitais no Instagram. A plataforma reúne mais de 10,5 milhões de perfis considerados influenciadores, cada um com cerca de mil seguidores. Além disso, aproximadamente 500 mil criadores de conteúdo no país ultrapassam a marca de 10 mil seguidores na rede social.
Já o relatório “Creators & Negócios”, divulgado pela Forbes, aponta que 31,44% dos criadores de conteúdo faturam entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, enquanto 28,73% recebem rendimentos mensais entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
A economia de criadores de conteúdo tem evoluído de forma consistente para um ecossistema progressivamente mais profissionalizado. O que antes era visto como uma atividade complementar passou a incorporar elementos típicos de uma operação profissional.
De acordo com o executivo, atualmente a atuação como creator envolve planejamento, consistência, análise de desempenho, posicionamento e diferentes estratégias de monetização, indo além da simples produção de conteúdo. “Além disso, a construção de audiência e influência passa a ser acompanhada por uma lógica de negócio, com monetização por meio de parcerias, vendas, afiliados e outros formatos”, afirma.
Autonomia profissional redefine expectativas de carreira
Nesse cenário, a valorização da autonomia profissional tem influenciado de forma significativa as expectativas das novas gerações em relação à carreira, identifica o CEO da Quantum Nutrition. Além da busca por estabilidade, observa-se um interesse crescente por maior controle sobre tempo, rotina e evolução profissional.
De acordo com o especialista, esse comportamento está diretamente relacionado às possibilidades abertas pela economia digital, que ampliaram as formas de atuação e trouxeram mais flexibilidade para a construção de trajetórias profissionais.
Como resultado, surge uma diferença de expectativa em relação aos modelos mais tradicionais, que tendem a oferecer previsibilidade, mas nem sempre acompanham o ritmo de mudança e personalização desejado por esses profissionais.
“A autonomia passa a assumir um papel mais central, influenciando escolhas de carreira e exigindo que empresas e modelos de trabalho se adaptem a uma dinâmica mais flexível e orientada ao indivíduo”, sintetiza.
Lino percebe ainda que a busca por múltiplas fontes de renda teve, em um primeiro momento, forte relação com cenários de instabilidade econômica e, ao longo do tempo, evoluiu para uma escolha mais estratégica dentro da construção de carreira.
“Com o avanço da economia digital, tornou-se mais viável estruturar diferentes formas de geração de renda, o que contribuiu para uma mudança de percepção sobre dependência financeira”, acrescenta.
Hoje, a diversificação tende a ser vista não apenas como uma resposta a riscos, mas também como uma forma de ampliar resiliência financeira e possibilidades profissionais, especialmente em um ambiente no qual novas possibilidades surgem com maior frequência.
Diversificação muda conceito de estabilidade financeira
Para Lino, o equilíbrio entre liberdade e segurança financeira tende a ser resultado de uma construção. Dentro da economia digital, esses dois elementos passam a coexistir a partir de uma abordagem mais estratégica da geração de renda.
A diversificação de fontes, conforme analisa o CEO, permite ampliar a flexibilidade e reduzir a dependência de uma única atividade, mas exige critérios claros de validação, consistência na execução e desenvolvimento de fontes mais previsíveis ao longo do tempo.
“Mais do que substituir segurança por autonomia, o que se observa é uma mudança na forma de construir estabilidade, que passa a ser baseada em múltiplas fontes de renda, adaptação e gestão ativa da própria trajetória profissional”, conclui.
Para saber mais, basta acessar: https://quantumnutrition.com.br/
ECONOMIA
Procon-MT aponta variação de até 137% no preço dos presentes
A Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT), órgão vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), realizou levantamento de preços no mercado varejista de brinquedos, em razão do Dia das Crianças, comemorado na segunda-feira (12.10).
Entre os itens pesquisados, a maior variação de preço identificada foi para o produto ‘MIRACULOUS – LADYBUG MUSICAL (45cm) que registrou uma diferença de 137,63% entre o menor preço (R$ 129,99 em uma das lojas pesquisadas ) e o maior preço (R$ 308,90 na outra), representando uma variação absoluta de R$ 178,91.
A coleta de dados foi realizada no período de 6 a 8/10/2026. Foram comparados produtos de fabricantes e marcas de ampla circulação no mercado (como bonecas, bonecos, jogos de mesa e massas de modelar), totalizando 64 itens. A pesquisa abrangeu os sites oficiais das lojas de departamento.
O objetivo do levantamento de preços, explica a secretária adjunta do Procon-MT, Ana Rachel Pinheiro Gomes, é oferecer uma referência transparente de preços aos consumidores residentes nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, auxiliando o público a tomar decisões conscientes de compra, identificar as melhores oportunidades e estimular a livre concorrência no mercado consumidor mato-grossense.
O coordenador de Fiscalização, Controle e Monitoramento de Mercado do Procon-MT, André Badini, destaca que que a pesquisa identificou maior disponibilidade de estoque online em uma das quatro lojas, com 93,8% dos itens da amostra encontrados (60 de 64 produtos).
Para o monitoramento foram estabelecidos critérios como preços à vista, pesquisados para entrega/atendimento na região de Cuiabá e Várzea Grande. Não foram computados valores de frete, taxas de entrega, cupons de desconto individuais ou cashback.
“Os preços coletados refletem o momento da pesquisa e estão sujeitos a alterações diárias promovidas pelos estabelecimentos”, informa André Badini.
Veja AQUI o relatório da pesquisa.
Orientações ao consumidor:
-Pesquise e compare preços antes de comprar: As variações entre as lojas podem ultrapassar 100% no mesmo produto. Sempre leve em conta o custo do frete no valor final da compra.
-Observe o Selo do Inmetro e faixa etária: Certifique-se de que o brinquedo possui o selo de certificação do Inmetro e que a indicação etária é adequada à criança.
-Preços e formas de pagamento: Fique atento se os preços promocionais exigem formas de pagamento específicas (como Pix ou boleto) e se há cobrança de juros no parcelamento.
-Direito de arrependimento: Nas compras realizadas fora do estabelecimento comercial (como pela internet), o consumidor tem o prazo de até sete dias após o recebimento do produto para desistir da compra.
-Guarde comprovantes e confirmações: Armazene as telas de confirmação do pedido, e-mails e notas fiscais para resguardar seus direitos em caso de eventuais trocas ou reclamações.
Reclamações: Em caso de problemas, o consumidor pode procurar presencialmente o Procon mais próximo de sua residência. Também é possível registrar reclamação pelo Procon Digital disponível no aplicativo MT Cidadão ou pela plataforma Consumidor.gov.br.
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