ECONOMIA
A importância da fase de pré-lançamento de um empreendimento
ECONOMIA
Existe um momento no ciclo de um loteamento que passa despercebido pela maioria dos interessados: quando as máquinas já estão no terreno, o ponto de vendas já foi instalado, mas as visitas ainda não estão abertas e o registro do empreendimento ainda está em tramitação. Para quem acompanha o mercado imobiliário com atenção, esse intervalo não é um vazio — é uma das janelas mais úteis para quem quer tomar uma decisão bem informada.
É nessa fase que está, hoje, o Parque Arvoredo, novo loteamento da GSP Loteamentos em Boituva (SP). A terraplanagem foi iniciada com alvará municipal aprovado, o ponto de vendas já está instalado em frente ao terreno — com maquete e planta disponíveis para consulta — e o registro do empreendimento segue o curso legal exigido antes de qualquer comercialização. As visitas ao PDV ainda não têm data confirmada de abertura.
O cenário é cada vez mais comum no mercado de loteamentos planejados, especialmente em cidades do interior paulista que atravessam ciclos de expansão urbana. E levanta uma questão prática para compradores e investidores: o que fazer quando o projeto já está em movimento, mas a venda ainda não começou?
Um ponto de vendas instalado antes da abertura formal das visitas tem uma função específica: documentar o interesse dos potenciais compradores e apresentar o projeto em suas linhas gerais. Não é possível reservar lotes, assinar documentos ou estabelecer qualquer compromisso financeiro antes do registro; e qualquer empresa séria deixa isso claro desde o primeiro contato.
O que está disponível nessa fase é informação. A planta do loteamento permite avaliar a organização urbanística do projeto, desde a distribuição dos lotes, a localização das áreas verdes e de lazer e também os acessos. A maquete oferece uma leitura espacial do conjunto, que planta alguma substitui. São instrumentos para o interessado começar a formular perguntas, comparar com outros empreendimentos e entender o que o projeto entrega antes de qualquer número entrar na conversa.
Para o comprador que age com estratégia, essa é a hora de visitar o entorno, conversar com moradores do bairro, checar o acesso por diferentes rotas, observar o que há nas proximidades em termos de comércio, serviços e infraestrutura. O PDV responde sobre o projeto. A cidade responde sobre o contexto.
Sinais que indicam seriedade em um pré-lançamento
Nem todo empreendimento em fase de pré-lançamento apresenta o mesmo nível de maturidade. Alguns sinais ajudam a distinguir projetos com estrutura sólida daqueles que ainda estão em estágios iniciais de planejamento. O alvará municipal aprovado é um deles: indica que o projeto passou pela análise técnica da prefeitura e está autorizado a executar as obras. Obras fisicamente iniciadas — mesmo que ainda em terraplanagem — confirmam que o cronograma saiu do papel. A presença de um ponto de vendas instalado com material de apresentação estruturado, como maquete e planta, indica que a empresa investiu na fase de apresentação antes de abrir as vendas, o que sinaliza organização e comprometimento com o processo.
O cadastro de interesse, mecanismo disponível na maioria dos pré-lançamentos, é frequentemente tratado como formalidade. Na prática, ele é o canal pelo qual a empresa comunica novidades sobre o projeto: abertura de visitas, data de lançamento, condições de pagamento. Quem cadastrou cedo tende a ter acesso a essas informações antes da abertura geral, o que amplia o tempo disponível para avaliação e decisão.
No caso do Parque Arvoredo, o cadastro pode ser feito pelo site da GSP Loteamentos. A empresa informou que as visitas ao PDV serão abertas em breve, e que a apresentação incluirá maquete do empreendimento e planta do loteamento para consulta dos interessados.
“Boituva reúne características muito alinhadas ao que acreditamos para o futuro do mercado imobiliário: qualidade de vida, contato com a natureza e desenvolvimento urbano planejado. É uma cidade que cresce de forma consistente, atrai famílias em busca de bem-estar e também investidores atentos ao potencial de valorização da região.”, afirma Daniel Sitolin, Gerente nacional de Vendas da GSP Loteamentos.
Sobre o Parque Arvoredo
Desenvolvido pela GSP Loteamentos em Boituva (SP), o Parque Arvoredo é um loteamento aberto com 789 lotes a partir de 200 m² e área total de 376.829 m², sendo 56.816 m² de área verde e 20.576 m² destinados a lazer. O empreendimento está em fase de terraplanagem, com alvará municipal aprovado.
Sobre a GSP Loteamentos
Fundada em 1986 em Ourinhos (SP), a GSP Loteamentos atua no desenvolvimento de loteamentos planejados há quatro décadas. A empresa soma mais de 180 empreendimentos lançados e está presente em dezenas de municípios de diversos estados brasileiros, são mais de 50 mil clientes realizando o sonho da casa própria.
ECONOMIA
Despachantes recebem orientações sobre reforma tributária
A Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros) publicou em junho a Nota Técnica nº 06/2026, documento com diretrizes iniciais aos profissionais da categoria sobre as adequações fiscais e operacionais previstas para o período de transição. O material, de caráter orientativo, aborda a emissão da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e), os procedimentos vinculados à Guia de Recolhimento de Honorários (GRH) e as práticas recomendadas de conformidade durante o ano-teste dos novos tributos.
Desde janeiro de 2026, os documentos fiscais eletrônicos passaram a exigir o destaque informativo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 0,9%, e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de 0,1%, conforme orientações publicadas pela Receita Federal no portal da reforma tributária.
Segundo a nota técnica da federação, o destaque dos novos tributos tem finalidade exclusivamente informativa nesta fase e não altera o valor cobrado do cliente. O documento também detalha um passo a passo para a emissão da NFS-e, que inclui a conferência dos dados do importador, o preenchimento do local de incidência e o arquivamento dos documentos da operação. A GRH permanece obrigatória, com fundamento no Decreto-Lei nº 2.472/1988, mantendo os controles de retenção de Imposto de Renda e de contribuição previdenciária e a ausência de vinculação entre os dois documentos pode gerar inconsistências fiscais e previdenciárias, alerta o material.
De acordo com o Senado Federal, 2026 funciona como um ano de adaptação, em que contribuintes que emitirem os documentos fiscais conforme as normas vigentes ficam dispensados do recolhimento efetivo dos novos tributos. A partir de 2027, tem início a cobrança plena da CBS, com a extinção de PIS e Cofins, e a transição do ICMS e do ISS para o IBS se estende até 2033.
CNPJ para pessoas físicas é adiado para 2027
Um dos pontos que geravam dúvidas na categoria era a exigência de inscrição no CNPJ para pessoas físicas contribuintes do IBS e da CBS. Segundo a nota técnica, até o momento não há regulamentação definitiva da Receita Federal estabelecendo a obrigatoriedade desse cadastro para os despachantes aduaneiros autônomos. A exigência geral, inicialmente prevista para 1º de julho de 2026, foi adiada para 1º de janeiro de 2027 por decisão conjunta da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), que desenvolvem um sistema simplificado de inscrição, com lançamento previsto para novembro de 2026.
A inscrição, quando exigida, não transforma a pessoa física em jurídica nem altera sua condição de profissional autônomo perante o Imposto de Renda, servindo apenas para viabilizar a apuração dos novos tributos, conforme esclarece a Receita Federal.
“A categoria precisa de informação clara neste período de transição. O objetivo da nota técnica é que o despachante aduaneiro saiba exatamente o que muda na rotina dele agora e o que ainda depende de regulamentação”, afirma José Carlos Raposo Barbosa, presidente da Feaduaneiros.
“Seguiremos acompanhando os atos normativos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, especialmente sobre o cadastro de pessoas físicas, e divulgaremos novas orientações conforme a regulamentação evoluir”, complementa o dirigente.
A federação recomenda que os profissionais acompanhem as publicações oficiais da Receita Federal, do CGIBS e do Portal Nacional da NF-e, além dos comunicados técnicos das entidades representativas do setor.
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