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Sincovaga-SP lança assessoria gratuita para contadores

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Com base na sua expertise no segmento, o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga-SP) lançou uma assessoria especializada e integrada, voltada exclusivamente aos contabilistas que atendem o setor varejista de alimentos, inclusive o supermercadista. A iniciativa reúne, em um único serviço, suporte tributário, técnico e previdenciário direcionado às demandas específicas da categoria representada, sem custo algum para os contadores.

A estrutura foi criada para oferecer orientação estratégica, acompanhamento técnico e apoio preventivo aos contadores, especialmente diante dos desafios impostos pela Reforma Tributária, pelo eSocial e pelas constantes mudanças na legislação trabalhista e previdenciária. O projeto é dividido em três pilares: assessoria tributária, assessoria técnica e assessoria previdenciária.

Segundo Larissa Comege Figueiredo, contadora, especialista em reforma tributária e consultora do Sincovaga-SP, o diferencial da iniciativa está na combinação entre especialização setorial e suporte contínuo aos contabilistas. “A proximidade da entidade com seus associados permite entender qual a efetiva ‘dor’ do setor e atuar de forma preventiva e consultiva”, afirma.

Assessoria técnica

Um dos pilares da nova estrutura será a assessoria técnica, que já vem sendo testada pela entidade, voltada ao suporte operacional e trabalhista de contabilistas e departamentos pessoais. O serviço atende demandas relacionadas ao eSocial, folha de pagamento, convenções coletivas, jornadas especiais, estabilidade provisória, admissões, desligamentos e interpretação de regras trabalhistas específicas do setor varejista de alimentos, independentemente do seu segmento no varejo ou porte.

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Entre os temas contemplados estão dúvidas sobre afastamento de gestantes, contratação de menores, jornadas 12×36, escalas especiais, pagamento de benefícios em domingos e feriados, descontos legais e enquadramentos funcionais. A proposta é atuar como um canal permanente de suporte técnico, oferecendo respostas rápidas e maior segurança jurídica.

Assessoria tributária

Outro eixo central da iniciativa é a assessoria tributária, considerada pelo Sincovaga-SP um dos serviços mais estratégicos diante do novo cenário fiscal brasileiro. A estrutura oferecerá orientações técnicas, pareceres, estudos setoriais e acompanhamento de grupos de trabalho voltados ao comércio varejista de alimentos.

Segundo Larissa, a complexidade tributária é hoje um dos principais gargalos enfrentados pelos supermercados e escritórios contábeis. “Para ter uma ideia do desafio, a transição da Reforma Tributária obrigará as empresas a trabalharem de forma simultânea com o modelo atual e com o novo sistema durante os próximos anos”, explica.

Para o presidente em exercício do Sincovaga-SP, Alexandre Furtado, além do esclarecimento técnico de dúvidas, a assessoria tributária terá papel estratégico no dia a dia dos contabilistas. “É uma forma segura de acompanhar as mudanças regulatórias sem depender apenas de interpretações isoladas ou de buscas descentralizadas por informação”, pondera.

Assessoria previdenciária

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O terceiro pilar do projeto será a assessoria previdenciária, estruturada para oferecer suporte especializado em temas ligados à Previdência Social e aposentadorias. O serviço já é oferecido pelo Sincovaga-SP há décadas e inclui orientações em geral, análise da situação previdenciária dos segurados  — empresários ou não —, avaliação do histórico de contribuições, identificação de direitos a benefícios e apoio em planejamento previdenciário.

Outra particularidade será o suporte documental e operacional durante todo o processo previdenciário, incluindo preparação de documentos, organização de requerimentos e acompanhamento dos pedidos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Integração amplia segurança das empresas

Para Alexandre, um dos principais diferenciais da iniciativa está justamente na integração entre as áreas tributária, técnica e previdenciária, criando uma visão mais estratégica das operações do varejo alimentar. “Quando essas áreas trabalham de forma integrada, as empresas conseguem reduzir inconsistências, antecipar riscos e tomar decisões com mais segurança”, avalia.

Segundo o presidente do Sincovaga-SP, o desafio agora será tornar temas técnicos mais acessíveis aos empresários do setor. “O empresário do varejo normalmente não se conecta apenas com a linguagem jurídica ou tributária. Ele presta atenção quando entende como aquele tema impacta diretamente o caixa, a margem, o preço dos produtos e a competitividade do negócio”, conclui Furtado.

Mais informações: (11) 3335-1100.



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VR e VA podem ser aceitos em mais maquininhas a partir deste sábado

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Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mudanças a partir deste sábado (7).

A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado .

A transição começou em maio e vai até novembro , quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano.

Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benefícios em restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos que trabalham com alimentação.

Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças , conforme o enquadramento no PAT.

As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concorrência no setor e facilitar a aceitação dos benefícios pelo comércio.

Apesar da previsão de implementação em novembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta dificuldades para o funcionamento da medida no prazo previsto.

Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor.

O que muda?

A partir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interoperabilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação .

Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar em qualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de contratos ou equipamentos específicos para cada bandeira.

A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios . A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações.

Onde usar?

A proposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benefício em diferentes estabelecimentos que aceitem a modalidade correspondente, independentemente da operadora responsável pelo cartão.

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A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento.

O valor aumenta?

Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários.

Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação. O vale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é voltado à aquisição de alimentos.

A principal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benefício.

Quais regras já valem?

Além da interoperabilidade, a regulamentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas.

As principais medidas são:

  • Taxa máxima de 3,6% para a cobrança das operadoras sobre as transações com benefícios vinculados ao PAT;
  • Tarifa de intercâmbio de até 2%: teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sistema;
  • Repasse em até 15 dias corridos: prazo máximo para que os estabelecimentos recebam os valores das vendas.

Antes da mudança, comerciantes reclamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias.

Todos os benefícios entram?

Não necessariamente. As regras descritas se aplicam aos benefícios vinculados ao PAT, criado em 1976.

Há uma diferença entre os benefícios concedidos no âmbito do PAT e o auxílio-alimentação previsto na legislação trabalhista. Segundo a Abrasel, essa distinção tem provocado dificuldades na identificação das transações e na conciliação financeira dos estabelecimentos.

A entidade afirma que parte das empresas teria migrado operações para o auxílio-alimentação após a regulamentação, modalidade que não está sujeita aos mesmos limites de taxas e prazos previstos para o PAT.

A mudança está garantida?

A implementação está prevista para novembro, mas enfrenta obstáculos operacionais. A Abrasel afirma que as empresas responsáveis pelos cartões e as credenciadoras ainda precisam integrar seus sistemas para permitir o funcionamento pleno da interoperabilidade.

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Segundo a associação, um dos problemas envolve o canal específico utilizado para processar transações com vales, que ainda não estaria funcionando plenamente.

A entidade também afirma que a falta de integração pode dificultar a identificação das modalidades de benefício utilizadas pelos consumidores e o controle financeiro dos estabelecimentos.

Quais são as punições?

O descumprimento das regras aplicáveis ao PAT pode resultar em sanções administrativas e financeiras.

Entre as penalidades previstas estão:

  • Multas;
  • Autuações;
  • Descredenciamento do programa;
  • Cobrança de benefícios fiscais anteriormente utilizados, quando cabível.

As consequências dependem da infração identificada e podem atingir operadoras, empresas participantes do programa e estabelecimentos comerciais.

O que dizem as operadoras?

Empresas do setor questionam na Justiça pontos do decreto que regulamentou as mudanças no PAT. Entre os argumentos apresentados está a contestação dos limites tarifários e da imposição de alterações estruturais por meio de decreto.

Algumas operadoras conseguiram decisões provisórias que suspenderam parte das exigências, mas as liminares foram posteriormente derrubadas, conforme as informações reunidas no material de referência.

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) também manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto. A entidade argumenta que a ampliação da aceitação dos cartões pode dificultar o controle e a fiscalização dos estabelecimentos credenciados.

O que falta?

A implementação da interoperabilidade depende da integração dos sistemas das operadoras de benefícios e das empresas responsáveis pelas maquininhas.

Embora a regra esteja prevista para entrar em vigor integralmente em novembro, a avaliação da Abrasel é que ainda existem dificuldades técnicas para garantir o funcionamento em toda a rede. Para os trabalhadores, a expectativa é de ampliação das opções de uso dos cartões, mas a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.



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