MATO GROSSO
ALMT vai ao STF para garantir serviços à população da divisa com o Pará
MATO GROSSO
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participará, na próxima quarta-feira (10), de audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os impactos da decisão que estabeleceu os limites territoriais entre os estados de Mato Grosso e Pará.
O impasse envolve áreas que, com a definição da divisa, passaram a pertencer oficialmente ao Pará, embora a população local dependa dos serviços públicos prestados por Mato Grosso.
Segundo o presidente da ALMT, deputado Max Russi (Pode), a atuação do Parlamento estadual tem como foco a construção de uma solução institucional para garantir que a população da faixa de divisa não seja prejudicada e que os municípios mato-grossenses tenham segurança jurídica para manter serviços públicos essenciais, como saúde, educação, transporte escolar, infraestrutura e manutenção de estradas.
“A nossa prioridade são as pessoas. Não estamos discutindo território. Estamos defendendo a população que vive na faixa de divisa e precisa continuar tendo acesso aos serviços públicos prestados há décadas pelos municípios mato-grossenses”, afirma o deputado.
Na divisa entre Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA), o problema é ainda mais sensível. Embora pertença oficialmente ao Pará, parte da população de Jacareacanga vive a mais de 400 quilômetros da sede do município e não tem acesso direto por estrada. Por isso, depende dos serviços públicos prestados por municípios mato-grossenses, como Paranaíta e Alta Floresta.
O procurador da ALMT, Bruno Cardoso, destaca que, embora o STF tenha decidido o mérito da questão em 2022, a implementação da decisão precisa considerar os impactos sociais, econômicos e jurídicos para moradores, prefeitos e produtores rurais. Segundo ele, a atuação do Legislativo estadual busca evitar que a definição territorial comprometa o atendimento às comunidades da faixa de divisa.
“O risco é perpetuar o abandono de uma população que, embora formalmente pertença ao Pará, sempre foi atendida por Mato Grosso. A prioridade da Assembleia é garantir a continuidade dos serviços públicos e impedir que essas pessoas sejam prejudicadas”, diz.
Em maio, a ALMT realizou audiência pública para discutir os impactos da definição da divisa entre os estados. Na ocasião, prefeitos, produtores rurais e representantes de municípios mato-grossenses apontaram os principais problemas decorrentes da situação, como bitributação, regularização fundiária, sanidade animal, transporte escolar, manutenção de estradas e atendimento em saúde.
Paranaíta –O prefeito de Paranaíta, Osmar Antônio Moreira, afirma que o município gasta entre R$ 300 mil e R$ 350 mil por mês para atender a população que vive na área que oficialmente pertence ao estado do Pará.
Por esse motivo, segundo ele, a Prefeitura ingressou com pedido no STF solicitando o ressarcimento de R$ 29 milhões referentes aos recursos já investidos pelo município no atendimento a essa população, além de repasse mensal para custear a continuidade dos serviços.
“Nós oferecemos à população do Pará segurança, infraestrutura de estradas, saúde, educação, agricultura e todos os serviços que prestamos ao nosso município. Até em casos de falecimento, quando é preciso buscar pessoas de barco ou de avião, quem está fazendo é Paranaíta”, relata.
Osmar Antônio Moreira espera que a audiência no STF resulte em segurança jurídica aos gestores municipais, que correm o risco de responder por improbidade administrativa ao atender moradores de outro estado.
“Não há respaldo legal para atender outro estado, mas como é que eu deixo uma população sem atendimento?”, questiona.
Para o prefeito, o apoio da Assembleia Legislativa é fundamental para resolver o impasse. “Os deputados entenderam o tamanho da nossa situação. Agora, temos esperança de resolver esse problema”, diz.
MATO GROSSO
ALMT lança campanha que destaca resultados do trabalho legislativo para a população
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), iniciou nesta semana a veiculação da campanha institucional “Trabalho que vira resultado”, que apresenta à população exemplos de como a atuação do Parlamento se transforma em ações voltadas ao desenvolvimento do estado e à garantia de direitos. Com linguagem acessível e uma proposta visual diferenciada, as peças destacam leis aprovadas pela Casa e seus benefícios para a sociedade.
A campanha marca a retomada das ações publicitárias institucionais da ALMT após o período de restrições eleitorais. A divulgação abrange os 142 municípios mato-grossenses, por meio de televisão, rádio, jornais e sites.
Desenvolvida pela agência ZF, a campanha utiliza o recurso visual da virada, em que a transformação das imagens acompanha a mensagem de que o trabalho legislativo se converte em resultados para a população. As peças apresentam diferentes áreas de atuação da Casa de Leis, como inclusão social, igualdade racial e desenvolvimento econômico.
Entre as matérias trazidas pela campanha está a Lei nº 12.856/2025 , de autoria do deputado Max Russi (Pode), que instituiu o Fundo Estadual da Promoção da Igualdade Racial. A legislação prevê recursos para financiar programas e ações destinados à garantia de direitos das populações negra, indígena e de outras etnias vulneráveis. Na campanha, a iniciativa é apresentada com a mensagem “Trabalho que vira inclusão”.
Outro destaque é a Lei nº 12.858/2025 , de autoria do deputado Fabio Tardin (Pode), com coautoria de Max Russi, que criou o Circuito Estadual Turístico do Vale do São Lourenço. A legislação contempla os municípios de Jaciara, Juscimeira, Campo Verde, Dom Aquino e São Pedro da Cipa, com o objetivo de fortalecer o turismo regional, valorizar os atrativos locais e incentivar o desenvolvimento econômico. A peça utiliza a mensagem “Trabalho que vira desenvolvimento”.
Para o secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, a campanha reforça o compromisso da instituição com a transparência e a aproximação com a sociedade. “Aprovamos a campanha porque ela une criatividade e prestação de contas, mostrando como o trabalho da Assembleia Legislativa se transforma em benefícios para a população. A virada visual desperta a atenção e conecta as ações do Parlamento a resultados como cuidado, inclusão e desenvolvimento”, destacou.
A proposta foi apresentada pela agência ZF e acompanhada pela equipe de Gestão de Redes e Publicidade Institucional da Secretaria de Comunicação Social (Secom), que participou da avaliação das peças e solicitou ajustes para aprimorar a comunicação.
Segundo a gerente de Marketing da Secom, Noemia Almeida, a combinação entre criatividade e informação foi determinante para a aprovação do material. “O recurso visual da virada quebra a expectativa, desperta a atenção e traduz a mensagem da campanha: o trabalho da ALMT se transforma em benefícios para a população. Essa combinação de criatividade, linguagem acessível e prestação de contas fundamentou a aprovação pelo nosso setor e pelo secretário de Comunicação”, explicou.
Com a iniciativa, a Assembleia busca ampliar o conhecimento da população sobre as leis estaduais e demonstrar como as decisões tomadas no Parlamento podem contribuir para o cotidiano dos mato-grossenses.
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