ECONOMIA
RH desenvolve estratégias além da gestão humana
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A área de Recursos Humanos vem passando por transformações significativas nos últimos anos, assumindo um papel cada vez mais estratégico na sustentação, adaptação e crescimento dos negócios. Esse movimento acompanha a crescente complexidade dos mercados, a aceleração da transformação digital, o avanço da inteligência artificial e a necessidade de as organizações desenvolverem capacidades que lhes permitam atuar com mais agilidade e estar melhor preparadas para os desafios futuros.
Apesar dos avanços conquistados pela área, o RH ainda enfrenta desafios para consolidar seu papel estratégico dentro das organizações. Segundo a pesquisa “A visão dos CEOs sobre o RH no Brasil”, realizada pela FIA Business School em parceria com a Flash, 46% dos dirigentes máximos das empresas entrevistadas esperam que o RH atue como estrategista do negócio. No entanto, na avaliação desses executivos, apenas 37% dos líderes de RH demonstram estar preparados para desempenhar essa função.
Levantamentos recentes reforçam esse cenário. Uma pesquisa da ABRH Brasil, em parceria com a Umanni, aponta que os principais desafios para consolidar um RH estratégico estão relacionados à cultura organizacional (51%), ao desenvolvimento de lideranças (49,6%) e à automação de processos (49,4%). Já um estudo da USP e da ANPAD revela que, embora muitas empresas contem com áreas de RH mais estruturadas, poucas avançaram para um modelo de gestão verdadeiramente estratégico.
Segundo Mylena Cuenca, sócia-fundadora da Myndz Expert Recruitment, fatores como a pandemia, a escassez de talentos e a aceleração da transformação digital impulsionaram uma mudança importante na forma como as empresas enxergam o RH. Ainda assim, essa evolução ocorre em diferentes níveis de maturidade dentro das organizações, e muitas delas ainda não estão preparadas para acompanhar essas transformações.
“As empresas começaram a perceber, de forma muito mais clara, que crescimento, inovação e competitividade dependem diretamente das pessoas e da capacidade de execução do negócio. E isso passa por estrutura organizacional, liderança, desenvolvimento de competências futuras e adaptação constante. Hoje, essa velocidade de execução se tornou um diferencial competitivo para as organizações”, afirma.
De acordo com a especialista, a transformação digital e as novas dinâmicas de trabalho têm impactado diretamente o perfil de profissionais buscados pelo mercado. “Hoje, o RH precisa combinar sensibilidade humana com forte capacidade analítica e visão de negócio. Estruturas mais ágeis, impulsionadas pelo avanço da inteligência artificial e pelos novos modelos de trabalho, exigem profissionais capazes de desenhar organizações, influenciar lideranças e sustentar a cultura corporativa, mesmo sem depender exclusivamente da presença física em determinadas áreas do negócio”, avalia.
Um levantamento conduzido pela Mercer com 109 empresas brasileiras, que mapeou os principais desafios e estratégias da área de RH, revela que, para 75% das organizações, a retenção de talentos será o maior desafio nos próximos anos. Embora a pesquisa aponte que mais de 90% das empresas já iniciaram sua jornada digital, apenas 21% estão em estágio avançado de transformação.
Essa transformação também vem alterando o perfil dos profissionais buscados para posições estratégicas de RH. Segundo Mylena Cuenca, as empresas passaram a ampliar o olhar para talentos com experiências mais conectadas ao negócio, incorporando à área competências analíticas, visão estratégica e maior proximidade com a operação e os desafios corporativos.
“Com essa evolução do RH, começamos a ver profissionais de outras áreas se integrando à função, principalmente perfis com forte visão de negócio, capacidade analítica e foco em transformação. Ao mesmo tempo, existe uma preocupação muito grande em preservar a essência humana da área de Recursos Humanos, que continua profundamente conectada a temas como liderança, cultura e desenvolvimento organizacional. O maior desafio está justamente em equilibrar sensibilidade humana, visão estratégica e capacidade de execução”, afirma.
Ela ressalta ainda que, entre os principais desafios para consolidar esse modelo mais estratégico de RH, está a escassez de profissionais verdadeiramente híbridos. “Ainda vemos muitos perfis com viés operacional ou, no outro extremo, excessivamente conceituais, mas sem capacidade de execução. Além disso, nem todas as empresas estão preparadas para absorver esse RH mais estratégico. Falta clareza sobre o papel da área, maturidade da liderança e, principalmente, abertura para que o RH tenha autonomia e influência real nas decisões do negócio”, destaca.
Na vivência da Myndz Expert Recruitment, a executiva observa um movimento cada vez mais claro de evolução do RH para uma agenda voltada à arquitetura organizacional. “Temas como Workforce Planning, desenho organizacional, desenvolvimento de capabilities futuras e alocação estratégica de talentos estão cada vez mais presentes nas discussões de Board e diretamente conectados à capacidade de execução das empresas. Por outro lado, ainda existe um gap relevante entre discurso e prática. Muitas organizações já entendem a importância desse RH mais estratégico, mas poucas conseguiram estruturar essa atuação de forma madura, integrada e consistente dentro do negócio”, conclui Mylena Cuenca.
Para saber mais, basta acessar: Myndz Expert Recruitment.
ECONOMIA
Fairfield completa 15 anos no mercado corporativo
Fundada em 2011, em Blumenau (SC), a Fairfield celebra em 2026 seus 15 anos de atuação no mercado. Ao longo da última década e meia, a empresa consolidou sua posição como corretora referência em riscos financeiros e soluções de proteção voltadas a empresas e pessoas físicas de média e alta renda. Nesse período, a marca também expandiu sua atuação para além dos seguros tradicionais, passando a oferecer soluções financeiras corporativas mais estratégicas, com foco em indústrias e departamentos financeiros que buscam previsibilidade, segurança operacional e gestão de riscos.
Ao longo dos últimos quinze anos, o seguro corporativo deixou de ser apenas um produto de prateleira para se consolidar como uma ferramenta estratégica de gestão financeira, conforme avalia Francisco Eduardo Broering Gomes, porta-voz da Fairfield. Segundo ele, acompanhando essa transformação do mercado, a empresa deixou de atuar de forma generalista e passou a se especializar em riscos financeiros.
“Isso aconteceu justamente quando o mercado amadureceu com a abertura regulatória da SUSEP, crescimento do seguro garantia e a redescoberta do seguro de crédito como ferramenta de previsibilidade. Nossa trajetória é o retrato de um mercado que trocou a venda de proteção avulsa pela inteligência de risco”, detalha.
De acordo com o especialista, a evolução da Fairfield para uma atuação mais estratégica no mercado corporativo ocorreu a partir de uma mudança no perfil dos interlocutores da empresa. Em vez de atuar apenas junto às áreas administrativas, a corretora passou a se aproximar diretamente de setores como tesouraria, crédito e cobrança, além de executivos financeiros, como CFOs.
Assim, produtos como seguro de crédito e seguro garantia ganharam um papel mais relevante dentro das empresas. Segundo o porta-voz, o seguro de crédito deixou de ser visto apenas como uma cobertura para perdas e passou a contribuir para operações mais seguras, além de facilitar o acesso a financiamentos em melhores condições. Já o seguro garantia passou a ser utilizado como alternativa à fiança bancária, ajudando a liberar capital de giro.
“Entender o seguro como instrumento de eficiência financeira, e não só de mitigação de perda, foi o que nos levou ao território estratégico de hoje”, acrescenta.
Da inteligência financeira à especialização em riscos
Entre os principais marcos da trajetória da Fairfield, o profissional destaca três decisões estratégicas que ajudaram a consolidar a atuação da empresa no mercado. A primeira foi nascer como uma casa de inteligência financeira, e não apenas como mais uma distribuidora de apólices. A segunda, a especialização em seguro de crédito e seguro garantia, produtos diretamente ligados à gestão financeira das empresas. Já a terceira foi o investimento em tecnologia proprietária, tornando mais ágeis e transparentes processos que antes eram lentos e manuais. “A linha condutora sempre foi a mesma: proteger a operação do cliente de ponta a ponta”, pontua.
Atuação personalizada e foco na previsibilidade
Para atender empresas que buscam previsibilidade, segurança operacional e mitigação de riscos, a Fairfield atua como uma extensão da área financeira de seus clientes, explica Broering Gomes. Segundo ele, o trabalho começa com um diagnóstico detalhado da exposição real de cada operação antes mesmo da definição da apólice, levando em consideração as particularidades de cada setor. “O risco do agronegócio, por exemplo, é diferente do risco de uma indústria”, ressalta.
Broering Gomes também destaca que a reputação de uma corretora é construída principalmente no momento do sinistro, quando o cliente precisa acionar a cobertura contratada. “Previsibilidade não se entrega no fechamento do contrato, e sim quando o risco se materializa e o cliente descobre que estava de fato protegido”, afirma.
Tecnologia e dados como pilares da operação
Na avaliação de Broering Gomes, a tecnologia passou a ocupar um papel estrutural dentro da Fairfield, contribuindo para tornar os processos mais ágeis, transparentes e eficientes. Segundo ele, no segmento de seguro de crédito, a empresa substituiu processos baseados em planilhas por fluxos de subscrição mais dinâmicos. Já no seguro garantia, a integração via API com seguradoras permitiu reduzir significativamente o tempo de cotação e emissão das apólices.
O uso de análise de dados também passou a fazer parte da estratégia da corretora, especialmente no monitoramento das carteiras e na antecipação de possíveis deteriorações de risco. Porém, o porta-voz ressalta que a tecnologia não substitui a análise humana. “Ela comprime o tempo e amplia a transparência, mas o valor continua na leitura humana do risco”, afirma.
Expansão geográfica e ampliação do portfólio
Para os próximos anos, Broering Gomes afirma que as perspectivas de crescimento da Fairfield estão concentradas em três frentes principais: expansão geográfica, avanço tecnológico e ampliação do portfólio de soluções financeiras. De acordo com ele, a empresa pretende fortalecer sua presença nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, consideradas estratégicas pela concentração de operações corporativas e demandas relacionadas à gestão de riscos.
No campo da tecnologia, a meta é tornar a contratação de soluções de proteção financeira cada vez mais simples, ágil e digital. A proposta, de acordo com o porta-voz, é aproximar a experiência do cliente de processos já consolidados em operações digitais maduras, sem perder a personalização no atendimento.
Além disso, a Fairfield planeja ampliar sua atuação em áreas como câmbio, hedge, financiamento ao comércio exterior e proteção de executivos. “O objetivo é tornar a proteção financeira mais acessível, rápida e inteligente — sem abrir mão de entender o negócio do cliente primeiro”, conclui.
Para mais informações, basta acessar: https://www.fairfield.com.br/
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