ECONOMIA
Produção de azeitonas na Califórnia otimiza a importação
ECONOMIA
Conhecida pela produção de vinhos, o clima da Califórnia também tem se mostrado ideal para o cultivo de azeitonas. Introduzidas na região por missionários espanhóis no século XVIII, hoje são cultivadas por pequenos e médios produtores familiares, com destaque para as variedades Manzanilla e Sevillana, em fazendas nos vales de San Joaquin, Tulare, Glenn e Tehama, responsáveis por quase toda a produção de azeitonas do país.
Com invernos amenos e verões quentes e secos, o clima da Califórnia confere atributos particulares aos frutos que, mesmo com produção em larga escala, mantêm processo de colheita manual. A cura das azeitonas também é respeitada, passando sete dias imersas em uma solução de soda cáustica e por sucessivos enxágues e oxigenação, ativando naturalmente a coloração preta dos frutos. Na sequência, são enlatadas em salmoura suave, seguindo as normas de segurança alimentar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O resultado são azeitonas com perfil sensorial padronizado, sem o amargor característico do produto de outras origens.
Atuando como guardião da tradição do cultivo de azeitonas e como motor da inovação em produção, o California Olive Committee (COC) opera sob supervisão do USDA — status que outorga ao COC a autoridade legal para estabelecer e fazer cumprir regulamentos de qualidade, financiamento de pesquisas e a promoção das azeitonas de mesa ao redor do mundo. Em essência, é um modelo de autogestão da indústria, em que os próprios produtores e processadores decidem, de forma democrática, os rumos do setor.
O COC tem como objetivo assegurar que cada azeitona californiana carregue consigo não apenas o sabor característico, mas o compromisso com a indústria agrícola das azeitonas dos Estados Unidos. O comitê também é responsável por transformações na indústria, criando padrões de qualidade que passam pelo manejo correto do solo, preservação de recursos naturais e padronização das azeitonas. Para isso, investimentos em pesquisa científica agrícola são constantes, garantindo o desenvolvimento de novas variedades e técnicas de cultivo mais eficientes e sustentáveis.
ECONOMIA
Luiza Helena Trajano recebe o South Summit Leadership Award
O South Summit, coorganizado pela IE University, concedeu, este ano, o prêmio South Summit Leadership Award a Luiza Helena Trajano, em reconhecimento à sua trajetória empresarial e ao seu compromisso social na luta contra a desigualdade, especialmente a racial e a de gênero. O prêmio foi entregue por Sua Majestade, o Rei Felipe VI, no último dia 4 de junho, no âmbito do South Summit Madrid 2026.
Luiza Helena Trajano tornou-se uma figura institucional e social amplamente admirada no Brasil. Sua liderança tem sido marcada por uma defesa constante da igualdade, da inclusão, da educação, do empreendedorismo e da dignidade das pessoas, utilizando sua posição para impulsionar mudanças reais na sociedade.
Seu compromisso social reflete-se, especialmente, no Grupo Mulheres do Brasil, movimento que fundou em 2013 e que hoje é uma das redes civis femininas mais relevantes da América Latina, com mais de 140 mil participantes no Brasil e no exterior. A organização atua em áreas como educação, empreendedorismo, inclusão social e combate à violência contra as mulheres.
Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e uma das fundadoras do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano foi peça fundamental na transformação de uma empresa familiar fundada em 1957, no interior do estado de São Paulo, em um dos maiores grupos de varejo e tecnologia do Brasil. Sob sua liderança, o Magalu consolidou-se como uma das referências da transformação digital do comércio varejista brasileiro.
Luiza Helena Trajano representa uma forma de liderança profundamente inspiradora, uma maneira de construir empresas colocando sempre as pessoas no centro e entendendo que o sucesso também deve ser medido pelo impacto que gera na sociedade. “Para o South Summit, é uma honra conceder a ela este reconhecimento”, afirma María Benjumea, fundadora e presidente do South Summit.
Durante sua participação no South Summit Madrid 2026, Luiza Helena Trajano participou de uma conversa com María Benjumea, na qual ambas compartilharam sua visão sobre a construção de ecossistemas, comunidades e empresas transformadoras, bem como sobre o papel das mulheres que abriram caminho em ambientes que nem sempre foram concebidos para elas.
Com este reconhecimento, o South Summit valoriza a trajetória de uma líder que demonstrou que a inovação e o crescimento empresarial podem caminhar lado a lado com a inclusão, a igualdade e o compromisso com a sociedade.
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