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Prefeitura de Sinop beneficia mais de 160 famílias com mutirão do Cadastro Único no Sabrina II

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou neste sábado (30), no Centro de Convivência Maria José de Oliveira Barbosa “Dona Zezé”, no Residencial Sabrina II, mais uma edição do mutirão do Cadastro Único. A ação superou a marca de 160 atendimentos, levando à população serviços essenciais de assistência social, saúde e inclusão em programas sociais do Governo Federal.

Além da atualização e inclusão cadastral no Cadastro Único, a mobilização ofertou atendimentos na área da saúde, com vacinação, testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), consultas médicas e pesagem obrigatória para beneficiários do Bolsa Família. A população também teve acesso a orientações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e atendimento da Águas de Sinop para inclusão na tarifa social de água.

A iniciativa teve como principal objetivo atender famílias com o Cadastro Único desatualizado há mais de 24 meses, evitando bloqueios ou suspensão de benefícios sociais e ampliando o acesso aos serviços públicos. A ação também integrou as comemorações pelos 25 anos do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

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O coordenador do Cadastro Único e do Bolsa Família em Sinop, Ivan Altíssimo, destacou que a estratégia de descentralizar os atendimentos e promover mutirões em horários alternativos tem ampliado o alcance da assistência social no município.

“Encerramos o mês de maio com três ações muito importantes, realizadas no CRAS Boa Esperança, CRAS Palmeiras e no Centro de Convivência Dona Zezé, totalizando mais de 800 atendimentos. Foram centenas de famílias impactadas positivamente, com acesso ao Cadastro Único, atendimento médico, serviços da Águas de Sinop e orientações do INSS. Nosso objetivo é garantir que as famílias mantenham seus dados atualizados e não tenham prejuízos nos benefícios sociais”, ressaltou.

Segundo o coordenador, muitos usuários aproveitam os mutirões realizados aos sábados para regularizar a situação cadastral, especialmente aqueles que não conseguem comparecer aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) durante a semana devido à jornada de trabalho. “A assistência social tem esse compromisso de aproximar os serviços das famílias. Temos percebido um retorno muito positivo dos usuários, que agradecem pela oportunidade de atualizar o cadastro ou até mesmo fazer a inclusão no sistema em um horário acessível”, acrescentou.

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Somadas as três ações promovidas neste mês de maio — nos CRAS Boa Esperança, Palmeiras e no Centro de Convivência Dona Zezé — a Prefeitura de Sinop contabiliza mais de 800 atendimentos, reforçando o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso da população aos serviços públicos e garantir a manutenção dos benefícios sociais às famílias que mais precisam.

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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.

Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.

A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.

Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.

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Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.

A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.

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A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.

A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.

Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.

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