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Sequência de agressões contra mulheres mobiliza a polícia em 4 cidades de MT

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Um intervalo de poucas horas entre a noite de sábado (30) e a madrugada deste domingo (31) concentrou uma sequência de prisões em flagrante e registros de violência doméstica e de gênero em quatro municípios de Mato Grosso. As ocorrências mobilizaram equipes da Polícia Militar e delegacias especializadas após episódios que envolveram agressões físicas com socos, ataques com faca, cárcere privado camuflado e importunação sexual seguida de ameaça de morte.

Das cinco situações reportadas à segurança pública nas últimas horas, quatro resultaram na detenção imediata dos agressores.

Em Cuiabá, a base da PM do Ribeirão do Lipa atendeu a um dos casos mais graves no início da madrugada de domingo (31). Uma mulher de 52 anos deu entrada no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) com uma torção na perna esquerda e diversas escoriações pelo corpo após ser espancada pelo convivente, de 41 anos. Segundo boletim de ocorrência, o homem ainda roubou o iPhone 11 da vítima sem autorização e fugiu do local antes do cerco policial.

Poucos minutos depois, outra equipe de área da capital prendeu em via pública um homem de 43 anos que havia importunado sexualmente sua vizinha, de 39 anos, em uma lanchonete. O suspeito apalpou as pernas e os glúteos da vítima sem consentimento e, ao ser repreendido, ameaçou “arrancar a cabeça” da mulher e atear fogo na residência dela.

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No interior do estado, em Alto Taquari (487 km de Cuiabá), uma denúncia anônima levou os policiais a interferirem em uma briga de casal motivada por ciúmes. Vizinhos acionaram a PM após ouvirem gritos de “larga a faca” dentro do imóvel. No local, uma jovem de 25 anos foi encontrada chorando muito e apresentando escoriações no cotovelo.

Em um momento de explosão emocional na delegacia, ela confessou que o companheiro, de 47 anos, a havia derrubado e puxado uma faca, embora tenha tentado negar o crime logo em seguida devido ao estado mental conturbado. O homem, visivelmente embriagado, foi detido com mordidas no ombro e arranhões causados pela reação de defesa da vítima.

Já no município de Sinop (480 km de Cuiabá), a polícia foi acionada à 01h05 de domingo para conter um homem de 34 anos. Completamente embriagado, o indivíduo invadiu a residência da família e passou a desferir socos contra sua companheira, de 45 anos, deixando-a com lesões corporais aparentes.

A PM localizou o agressor escondido em um dos quartos da casa, onde recebeu voz de prisão em flagrante. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Judiciária Civil com escoriações leves decorrentes das vias de fato travadas com a vítima no momento do ataque doméstico.

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A onda de violência também alcançou Rondonópolis (219 km de Cuiabá) na noite de sábado (30), onde um homem de 28 anos foi detido. A ex-esposa do suspeito, de 28 anos, estava bebendo de forma tranquila em frente de casa com o pai desde o fim da tarde, quando o rapaz, apontado como usuário de drogas, chegou ao local proferindo xingamentos.

O agressor desferiu socos contra o ex-sogro e empurrou a ex-mulher com violência, fazendo com que ela batesse a cabeça contra o portão de ferro, gerando um grande inchaço. O suspeito foi detido com um arranhão no pescoço.



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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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