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Operação investiga grupo por produção e venda de pornografia falsa com imagens de adolescentes em MT

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Foto Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (27) a Operação Máxima Proteção para investigar um grupo suspeito de produzir, armazenar e comercializar conteúdos pornográficos falsos criados com manipulação digital de imagens de adolescentes. As ações ocorreram nos municípios de Juína, Sinop e Cacoal.

Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam ferramentas de inteligência artificial para criar montagens com aparência realista usando fotos de estudantes de escolas particulares e do IFMT. Até o momento, cerca de 30 vítimas foram identificadas.

A apuração também apontou que os conteúdos eram vendidos pela internet, com valores entre R$ 30 por fotografia e R$ 120 por vídeo. Os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais para divulgar o material e negociar com compradores de diversos estados do país.

Durante a operação, a polícia cumpriu ordens judiciais e apreendeu materiais eletrônicos que devem auxiliar no avanço das investigações. Os suspeitos poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de outros delitos que ainda podem ser identificados.

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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